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É Preciso Saber O Porquê

sábado, 30 de junho de 2012.
Estive neste período de uma semana e alguns dias de férias em uma árdua tarefa de reflexão que para mim além de uma questão ideológica envolvia outra questão diria que até espiritual. Todos sabem e não é novidade para ninguém que não creio nas bases que formaram a estrutura da atual democracia ocidental e nem tão pouco creio que a republica nos moldes que está pensada sirva para alcançar os tão almejados pilares da revolução Francesa “liberdade, igualdade e fraternidade”, mas uma única coisa é preciso ser dita não dá para agüentar tudo, repito tudo, sem nada dizer e achar que as coisas podem se encaminhar para a mudança sozinhas.
Nestes dias resolvi fazer um tour pela cidade, tanto tempo que não ando por ela devido muitos fatores, e acabei me assustando com o que encontrei. O estado de abandono é tal que só não superou a minha aflição e espanto diante do que vi. Sei que nossa população não merece tamanho desrespeito e descuido. Esta situação de sofrimento cotidiano me fez parar para analisar o que é que se pode fazer, pregar a destruição de tudo ou tentar modificar.
Desculpem-me e talvez estas desculpas sejam até para mim mesmo. Um dia quem sabe me arrependa amargamente do que vou fazer, mas no momento a única coisa que interessa é que preciso me posicionar, preciso não, devo me posicionar.
Não tem como conceber ou conceder seja qual for o caso uma continuidade aqueles que não souberam ou não quiseram fazer desta cidade um exemplo na RMB e, além disso, só vem acumulando números negativos. Em um único ano conseguimos entrar na lista das cidades onde a violência contra os homossexuais é líder e na lista de risco a juventude e adolescência, além do trafico de drogas internacional e a violência contra a mulher. Não tem como eu ver nossos estudantes parando de ir à universidade ou a escola por não ter condições financeiras de custear o absurdo de passagem que é cobrado por uma única empresa aliada do poder publico e achar que tudo vão às mil maravilhas.
Não quero aqui ficar apenas contando impropérios do poder público até mesmo porque teria que ter muitas paginas para isso, mas mostrar através de um exercício simples que não dá mais para olhar o que está acontecendo é ficar calado. Vou votar e pedirei votos nestas eleições municipais para a oposição em minha terra.
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PT fecha aliança com Dr Gilberto!

sexta-feira, 29 de junho de 2012.


A convenção do Doutor Gilberto ontem a noite foi fantástica, a chuva atrapalhou muito, mas o Casarão da Saudade estava lotado, muitas lideranças estaduais prestigiaram o evento. O Presidente da Alepa Manoel Pioneiro esteve lá para demonstrar de uma vez por todas de que lado as lideranças ligadas ao governo estão e acabar com expeculações do apoio ao candidato Pmdebista, foi dele as boas vindas ao PT que entrou em grande numero e com quase todos os seus pré-candidatos unidos em uma só corrente. 
Gilberto terá em seu palanque o que nenhum candidato terá, o apoio direto do Partido da presidente da República e do Governador do estado, isso prova sua habilidade, imaginem com todas as divergências ele conseguiu juntar todas as bandeiras em um só palanque, a noite de ontem não foi só uma convenção foi a arrancada para a vitória do projeto do povo.
O PT travou debates senssacionais sobre as linhas que defenderá na campanha e a aliança com o Doutor é uma surpresa agradável ao PT e sua militância já que em seu encontro municipal o partido aprovou por unanimidade o fim da aliança com o PMDB. A direção está de parabéns por ter demonstrado respeito por sua militância reafirmando a vontade de todos, a coerência com o que foi definido em encontro demonstra o respeito a democracia interna e a vontade de eleger um PROJETO eficiente onde o partido possa colaborar com força total algo que na eleição passada não foi permitido, pois o governo boicotou de todas as formas a gestão do partido nas secretarias, algo corriqueiro daqueles que centralizam para ter total dominio sobre o poder executivo. 
A aliança com o Dr Gilberto é a representação de um projeto plural com 10 partidos no arco de aliança, quem pensou que passaria como um trator por cima da oposição vai ter que suar a camisa e gastar muita sola de sapato pra poder derrotar um palanque tão forte.
Que venha a eleição!
 
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A Gestão do Buraco ou O Buraco da Gestão

quinta-feira, 21 de junho de 2012.
Essa é uma questão deveras conflitava como saber se a gestão é que é um buraco ou o buraco é que é da gestão e nesta reflexão algumas coisas se colocam, vejamos:
As obras em andamento, incluindo de saneamento básico, estão paradas devidos mal uso de dinheiro público pela prefeitura confirmada pela não prestação de contas o que bloqueou o recebimento de recurso do governo federal, além de obras “meia boca” feitas com material de péssima qualidade e não concluídas. Este cenário aponta para uma coisa primeira o buraco já se sabe que é da gestão, agora se a gestão é do buraco requer um pouco mais de reflexão, vejamos:
Na quinta feira ultima quando caminhava rumo ao ponto de ônibus para seguir a caminho da universidade me deparei com uma cena diferente. Uns duzentos metros avistava um carro que vinha no sentido da Avenida da Republica a altura do colégio Pergentino Moura eu em mente vi o carro cair em um buraco deixado por uma obra inacabada da prefeitura que, diga-se de passagem, deve ter parado por conta do bloqueio de recurso por falta de prestação de conta além de ter sido refeito por má execução da obra e não é que eu acertei, alguns segundos e era possível ver duas pessoas tentando desatolar o carro do buraco. Tirei as fotos e depois fui ajudar a desatolar o carro que só assim saiu do buraco, mas se não bastasse a situação de um veiculo automotivo cair naquele buraco mais dia menos dia um desastre maior pode acontecer devido a trafegabilidade da região e o buraco estar exatamente ao lado de uma panificadora que é bem freqüentada no Triângulo.
Eu mesmo já fui quase vitima do tal buraco, só não cai lá dentro e me machuquei porque um amigo moto taxi passou bem na hora que estava com os pés a centímetros de por dentro do buraco e gritou, eu congelei de espanto e olhei para baixo mais um pouco e tinha saído dali com algumas escoriações.
A questão que se coloca é que toda vez que obras deste tipo são feitas o mesmo problema é verificado, em Americano um buraco aberto com vergalhões expostos resultou num acidente feio, pois um dos vergalhões foram para dentro da perna de um morador que foi atravessado pelo vergalhão, essas situações não só podem como devem ser evitadas. Eu sou jovem e mesmo caindo e me machucado feio posso me recuperar, mas e se quem cair ali for um idoso, uma grávida ou uma criança pequena, como fica? Além de tudo se o horário passar do meio dia não tem posto de saúde, logo, terá que ir ao hospital e contar com a boa vontade de quem está a administrá-lo, enfim...
Essa postagem é mais para chamar a atenção mesmo o buraco da gestão da gestão do buraco tem que ser fechado antes que algo pior que um carro ou um blogueiro caia lá, um desastre pode acontecer, alô Otoridades da cidade, vereadores, prefeito, Ministério Público, vamos ver isso aí.  


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Blog Desatualizado, Final de Semestre, Trabalhos para Publicar e correria muita correria

Explicando para os meus amigos navegantes deste planeta blogosférico que com o fim do semestre e fim das aulas na Universidade este humilde blogueiro deve retomar as publicações diárias e aproveitando também para explicar os motivos de minha breve pausa nos blog Verso Reverso e neste aqui.
Primeiro tive que me ausentar para conseguir dar conta da produção intelectual, pois é... Parece que estou finalmente quebrando a “casca do ovo” e deixarei de ser pesquisador apenas de nome para publicar já tive um trabalho aprovado para o Congresso de Teologia e Ciência da Religião de Minas sob o titulo “Anarquismo Cristão: A Ética da não violência como forma de libertação do corpo e da alma” devo estar indo a BH entre os dias 09 a 12 de julho para apresentar os frutos da pesquisa e assim que for publicado por lá eu posto aqui também o trabalho.
Segundo motivo que me fez dar uma leve sumida foi a correria com a Universidade todo mundo cobrando publicação, pesquisa, publicação, pesquisa, publicação, pesquisa... Eu já estava para dar um troço com isso e neste barco, água vai, água vem muita coisa para escrever, muito material para ler fiquei sem tempo, dormindo pouco e muito estressado e agora chegando ao fim o calendário acadêmico é hora de respirar... Viva!
O blogueiro deve voltar logo, logo por aqui, pois tenho algumas coisas que já havia rabiscado e que preciso compartilhar com vocês, então... inté!
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Então... Falando em Amor

sábado, 16 de junho de 2012.

Por Martha Medeiros

A IDADE DE CASAR


O amor pode surgir de repente, em qualquer etapa da vida, é o que todos os livros, filmes, novelas, crônicas e poemas nos fazem crer. É a pura verdade. O amor não marca hora, surge quando menos se espera. No entanto, a sociedade cobra que todos, homens e mulheres, definam seus pares por volta dos 25 e 30 anos. É a chamada idade de casar. Faça uma enquete: a maioria das pessoas casa dentro dessa faixa etária, o que de certo modo é uma vitória, se lembrarmos que antigamente casava-se antes dos 18. Porém, não deixa de ser suspeito que tanta gente tenha encontrado o verdadeiro amor na mesma época.

O grande amor pode surgir aos 15 anos. Um sentimento forte, irracional, com chances de durar para sempre. Mas aos 15 ainda estamos estudando. Não somos independentes, não podemos alugar um imóvel, dirigir um carro, viajar sem o consentimento dos pais. Aos 15 somos inexperientes, imaturos, temos muito o que aprender. Resultado: esse grande amor poderá ser vivido com pressa e sem dedicação, e terminar pela urgência de se querer viver os outros amores que o futuro nos reserva.

O grande amor pode, por outro lado, surgir só aos 50 anos. Você aguardará por ele? Aos 50 você espera já ter feito todas as escolhas, ter viajado pelo mundo e conhecido toda espécie de gente, ter uma carreira sedimentada e histórias pra contar. Aos 50 você terá mais passado do que futuro, terá mais bagagem de vida do que sonhos de adolescente. Resultado: o grande amor poderá encontrá-lo casado e cheio de filhos, e você, acomodado, terá pouca disposição para assumí-lo e começar tudo de novo.

Entre os 25 e 30 anos, o namorado ou namorada que estiver no posto pode virar nosso grande amor por uma questão de conveniência. É a idade em que cansamos de pular de galho em galho e começamos a considerar a hipótese de formar uma família. É quando temos cada vez menos amigos solteiros. É quando começamos a ganhar um salário mais decente e nosso organismo está a ponto de bala para gerar filhos. É quando nossos pais costumam cobrar genros, noras e netos. Uma marcação cerrada que nos torna mais tolerantes com os candidatos à cônjuge e que nos faz usar a razão tanto quanto a emoção. Alguns têm a sorte de encontrar seu grande amor no momento adequado. Outros resistem às pressões sociais e não trocam seu grande amor por outros planos, vivem o que há pra ser vivido, não importa se cedo ou tarde demais. Mas grande parte da população dança conforme a música. Um pequeno amor, surgido entre os 25 e 30 anos, tem tudo para virar um grande amor. Um grande amor, surgido em outras faixas etárias, tem tudo para virar uma fantasia.

30 de junho de 1998

 

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Panis et Circensis

terça-feira, 12 de junho de 2012.


Os recentes imbróglios de Ronaldinho Gaúcho no Flamengo e Adriano no Corinthians são bem reveladores da estrutura do futebol brasileiro, se não da sua própria história. Adriano foi contratado por quase seu peso em ouro, e passou mais tempo longe dos gramados que da sua própria fisioterapia. Ronaldinho, depois de ser um dos protagonistas da queda do técnico Vanderlei Luxemburgo, e da contratação do "paizão" Joel Santana, rescindiu o contrato com o Flamengo que, segundo o jogador, lhe deve cerca de 40 milhões de reais.
Menos de um ano e meio de clube, dívida alegada de 40 milhões. É muito dinheiro. É dinheiro demais. Há de se ver se os valores e reclamações do jogador, ex-craque, são verídicas. Mas isso é coisa que a Justiça determinará.
Por enquanto, uso estes 40 milhões para uma breve reflexão: o Flamengo fez um contrato nestas bases? Prometeu valores desta ordem? Tudo indica que sim.  A Justiça decidirá quem tem direito ao que. Se Ronaldinho reclama esta bolada, Patrícia Amorim, presidenta do clube,  disse que o "Flamengo será implacável na busca pelos seus direitos". Briga de cachorro grande. Mas isso diz respeito apenas ao Flamengo, Ronaldinho e à Justiça, certo?
Não. Errado, redondamente errado. A dívida do Flamengo diz respeito a todos nós. O que quer que o ex-craque Ronaldinho ganhe do Flamengo, este dinheiro saiu — ou deixou de entrar — dos cofres públicos.
Os times brasileiros devem imensas fortunas ao Estado. Contratam jogadores, pagam salários altíssimos a técnicos porque deixam de pagar os impostos devidos. Jogam para a plateia, jogam para a política (muitos dirigentes de clubes foram e são deputados estaduais, federais).
O Flamengo, pego aqui apenas como exemplo, deve cerca de 140% de sua receita anual aos cofres do Estado. Seria como um trabalhador devesse dezesseis vezes o seu salário. Este trabalhador já teria todas suas contas fechadas, estaria com nome sujo e qualquer patrimônio teria sido penhorado para quitar as dívidas.
Mas isso não ocorre com os clubes de futebol. Eles continuam devendo milhões de reais e, mesmo assim, contratando jogadores a peso de ouro, repatriando ídolos, em um exercício grotesco de irresponsabilidade.
Espero, sentado, claro, que a frase da presidenta Patrícia Amorim pudesse ser por nós usada: "Vamos ser implacáveis na busca de nossos direitos", inclusive aqueles de cobrar o que um clube deve ao país.
Via: Portal Yahoo
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Tudo Sobre às Eleições 2012

domingo, 10 de junho de 2012.
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Essas Pessoas

quinta-feira, 7 de junho de 2012.
Sabe aquele sentimento de indignação com dada situação?
Sabe quando você quer mandar alguém tomar no cu?
Sabe quando você pensa que a humanidade é realmente uma droga?
Sabe quando não ter crença parece ser a coisa mais sensata?
                                                                          
Estou vivendo nestes últimos dias momentos parecidos com esses. Eu juro que o humanista, pacifista preso dentro de mim quer ser sobrevivente a este grande naufrágio que passamos, mas a coisa é complicada.
Minha zona de entretenimento tem sido a internet, antigamente eu ouvia rádio, principalmente CBN e os comentários de economia que muito me divertiam, mas para meu desprazer uma enorme quantidade de emissoras de rádio evangélicas e católicas estão interferindo no sinal e perdi minha diversão principal. Não assisto TV e recomendo que você também não assista faz mal a saúde mental de qualquer um e, então, como recurso único uso a internet, para me comunicar com o mundo, para obter noticias, para fazer pesquisas e para conseguir consultar livros, assistir filmes, baixar vídeos, creiam quase tudo é passível de ser encontrado na internet. Mas infelizmente um determinado grupo na internet tem me feito fazer muitas, muitas reflexões.
Produto próprio de abstração é a descoberta e o significado do poder, depois de um longo período racionalista a humanidade tendia a ver o poder como algo fechado e de fácil identificação, logo, existiam dois mundos um que está quem manda e no outro quem obedece, no mundo dos que mandam estão o governo e os grandes conglomerados capitalista e do outro lado os filhos do proletariado, os camponeses, sem posses e sem posto. É sobre este mundo dicotômico que se refere o pensador Frances Foucault em sua obra sobre à micro-física do poder onde demarca que poder funciona como uma rede de relações e age através destas redes, é na relação do homem para com ele e com o mundo que o poder é construído, em outras palavras, todos nós o tempo inteiro estamos disputando espaços de poder, alguns com exercício direto de autoridade e outros com princípios filosóficos humanos, mas ainda sim o poder se constitui em relação, por isso muito me estranha quem aponta o dedo na cara do outro e brada aos quatros ventos “ele está defendendo está postura, pois quer o poder” a pergunta a ser feita é se quem afirma isso também não está disputando espaço de poder, a própria negação é uma afirmação pela disputa.
“Coerência”
Acho incrível que pessoas ainda cobrem de alguém “coerência” em um dado processo sócio-político demarcado, por exemplo:
Eu realmente não creio que a Republica baseada em princípios que não sejam suprapartidários conseguirá construir uma sociedade livre, igualitária e fraterna, mas respeito quem crê nisso, alias, como não são poucos os que crêem e que usam de tudo e de todos para conseguir moldar seus tentáculos para forjar a tal sociedade de direitos. Resta a pergunta: direitos de quem? (e olhem, eu mesmo já acreditei nestas coisas)
Apontar o dedo no rosto de alguém à dada altura da vida é sem duvida um equivoco. Não sou santo, não sou um exemplo de moralidade, odeio sem apontado como exemplo, odeio bajulação, os puxa saco são os piores rastes de ser humano, não sirvo como base para ninguém que quer ser “incluso” facilmente nesta sociedade machista, homofóbica, “alva”, racista e que cria pessoas fanáticas que querem chegar aos escalões da política e construir uma “carreira pública” baseada no seu bem próprio e nada mais. Já disse a amigos e conhecidos que me disseram ser possível uma pedida para que eu fosse assessor e minha resposta foi à única que eu poderia dar não me envolvo com os rastes da sujeira.
Enfim... Para que não paire duvida e que nenhum saci vista a carapuça por aí saibam que isso é apenas um desabafo e que nada tem haver com a realidade deste dia.
Não creio naquele que aponta o novo errado, talvez certo estava Heráclito quando afirmou que “Nada é permanente, exceto a mudança.”
E estamos conversados:

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PMDB, PREFEITURA E EVANDRO WATANABE PODEM SE ENROLAR COM A JUSTIÇA

quarta-feira, 6 de junho de 2012.
Por Diego Sousa

Tudo de ilegal que um partido ou mesmo um Pré-candidato a prefeito poderia fazer eles fizeram e o pior é que além disso podem prejudicar o restinho de mandato do atual gestor, pois a frente da Casa de Show Central (antigo Terreirão) mais parecia um encontro de estudantes da rede municipal dado o vai e vem de ônibus escolares que carregavam eleitores para o que deveria ser um evento partidário, mas que ganhou mais statos de showmício do que um lançamento oficial de uma pré-candidatura, showmício que diga-se de passagem foi a tempos proibido pela justiça eleitoral. Showmício sim, pois até a aparelhagem Mega-som estava lá para fazer a cobertura sonora do evento, trouxeram um apresentador que é radialista da 99 FM do "patrão" Jader e mais a festa foi aberta ao público e neste período de pré-campanha só se pode fazer eventos internos. Quando em minha matéria "O dia D para Evandro Watanabe" disse que dependendo de como a coisa fosse conduzida o tiro poderia ser certeiro ou no pé, me referia justamente ao que se viu na noite de Sábado: O uso da máquina pública para beneficiar o candidato do Palácio.
Não foi só ilegal o que eles fizeram, foi imoral! Pois usaram Transporte Escolar que pagamos com o suado dinheiro de nossos impostos para carregar eleitores para um evento político, e isso tem nome: Improbidade Administrava!
Ainda tem gente que acha que coisas como essas são "falhas técnicas", pensam eles que jogarão soltos como foi na eleição passada, entretanto estou aqui para mostrar que nós izabelenses honestos que construímos esta cidade a cada dia não permitiremos que este jogo sujo continue, se querem ganhar a eleição tem que ganhar no convencimento, na disputa do projeto e não fazendo uso da máquina pública descaradamente em favor dos seus, isto está errado e sabe-se lá se eles já não estavam fazendo isso a tempos?.
Como não gosto de ficar apenas na falácia, aqui vai o vídeo que comprova aquilo que escrevo sem medo, pois quem tem que tê-lo são os que praticam o jogo sujo e não os que se pautam no que é correto, assistam:
No vídeo aparecem os ônibus CONFIRMADOS que são mesmo escolares segundo minhas fontes de placas: JUB 9140, JUF 2269 e JVJ 4430

Obs.: aparecem outros ônibus no vídeo, mas não temos a confirmação se são escolares.

Via: http://blogdodiegosousa.blogspot.com.br/
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CARAPARU: RAMAL PREJUDICA MOVIMENTO

Por Lino Oliveira

O Jair e seu trabalho
OWilsinho e seu bem montado estabelecimento

                 A galera aproveitando o sol,  para  dourar-se



      É muito difícil uma pessoa que visite a Vila de Caraparu e não faça elogios, dessa beleza natural que possuímos, na parte Sul do Município. 
   Havia um bom tempo que não descia até aquela região balneária, por problemas particulares. Hoje domingo (3), resolvi botar a bermuda a camiseta e o chinelão e rumei para encontrar-me com o bucolismo e velhos amigos que que ali residem e fazem a Vila movimentar-se, principalmente no "weck end".
     A primeira parada foi no Bar do Bolacha, onde tomei um refrescante guaraná e o atendimento é ímpar, com bebidas super geladas, peixe frito e churrasco. Depois visitei o Jair, caboclo trabalhador, que aluga seus barquinhos, salva-vidas e afins. Em seguida fui até ao Bar Rio Caraparu, do companheiro Wilsinho, onde degustei uma excelente maniçoba, cujo "restô" está agora, com um variado cardápio, música ao vivo e a fidalguia do proprietárioa -além de muitos outros estabelecimentos, que abrilhantam a aprazividade e hospitalidade local.
     A partir do Conj. Cézar Gaspar, já se nota a quietude e o verde da floresta que acompanha a PA-140, que até o Porto de Minas, apresenta-se em bom estado, muito embora a ponte neste balneário, continue assustando os motoristas, isto é, prestes a cair. Quanto ao ramal para a vila caraparuense, infelizmente é um absurdo. Embora note-se que a Prefeitura vem realizando a famosa "operação tapa buracos", porém da grande curva à cerca de 3 km de Caraparu, até veículo grande sofre com a trepidição, causada pelo leito do ramal bastante irregular e a imensa buraqueira. Sobre este fato, ouvia-se comentários de visitantes (provavelmente carreteiros) e mais ainda dos comerciantes a margem do rio, que reclamam da queda de suas vendas.
     Muitos sabem que a solução para ali é alargar mais o ramal e fazer-se um asfaltamento condigno, o que aquela Vila bem merece, ou ainda, abrir-se um travessão a cerca de 500m da ponte do Porto de Minas, que chegaria na margem esquerda do Rio Caraparu e ali, se construiria uma praia artificial.
    Apesar dos pesares, ainda é a centenária vila que dá o que falar. Porém se falarem mal, não culpabilizemos ela e nem seus pacatos moradores, e sim, aqueles que não têm consciência, de que uma região como aquela, jamais pode ser menosprezada -ela sugnifica acima de tudo, divisas para este município.
     -É uma pena.
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Ato público coleta assinaturas para salvar Arquivo Público do Pará de um desastre iminente. É a memória do Pará e da Amazônia que está em jogo. Todos em defesa do Arquivo Público do Pará!

segunda-feira, 4 de junho de 2012.
Por Ana Célia Pinheiro
Não e Não! Ninguém destrói a memória do Pará!


A Associação dos Amigos do Arquivo Público  do Estado Pará e a Associação Nacional de Historia, Seção Pará (ANPUH-PA) realizam hoje, 31, a partir das 9:30 horas, um ato público em frente a sede do Arquivo Público do Pará, para coletar assinaturas em abaixo-assinado contra as condições precárias da instituição.  

O deputado federal Zé Geraldo, em pronunciamento realizado no último dia 29, no Congresso Nacional, disse que um curto-circuito ocorrido na madrugada do último dia 18 de maio ameaçou transformar em cinzas mais de quatrocentos anos de memória do Pará e da Amazônia, conforme dados repassados por pesquisadores, colaboradores e funcionários do Arquivo Público do Estado do Pará. 
 
O ato público cobra do governo do Estado a implementação de medidas urgentes que salvaguardem o enorme e importante acervo do Arquivo, retirando-o do risco iminente de sofrer um incêndio. 

“Até porque não foi a primeira vez que o Arquivo Público do Estado do Pará correu o risco de pegar fogo. Em 2011, pelo menos dois curtos-circuitos aconteceram. Tudo foi levado ao conhecimento das autoridades e as providências ainda não foram tomadas. Vários aparelhos elétricos do Arquivo precisam ser desligados todas as noites, o que acarreta um prejuízo enorme para a documentação existente, uma vez que o ambiente necessita de uma climatização adequada, através de condicionadores e desumidificadores de ar”, disse o parlamentar.

O Arquivo Público do Estado do Pará, o mais importante espaço da memória histórica da Amazônia e um dos mais destacados do Brasil, funciona em um prédio do século XIX, de grande importância arquitetônica e guarda cerca de quatro milhões de documentos, muitos em exemplares únicos, a maior parte produzida pelas administrações do antigo Estado do Grão-Pará e Maranhão e, posteriormente, Estado do Grão-Pará e Rio Negro, passando pela Capitania do Pará e depois Província do Pará com a adesão da região ao Império Brasileiro, em 1823.

Com o risco de incêndio, diz o parlamentar, “quem não cuida de sua memória, não respeita a própria história”. São documentos de posses de terras, como as famosas Sesmarias, além de documentos pessoais, registros de escravos, correspondências de autoridades, jornais, mapas, gravuras e livros. 

“Um acervo que de tão importante levou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) a conceder ao Arquivo o selo Memória do Mundo”, finaliza.

(Fonte: Ascom deputado Zé Geraldo, com modificações do blog)

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Pitaco básico: não é segredo que não gosto do Paulo Chaves, o atual secretário estadual de Cultura, de quem tive o desprazer de assistir algumas traumatizantes aulas, no Curso de Comunicação, na década de 80.

No entanto, ao que parece, Paulo Chaves fez o dever de casa direitinho: o que se diz na internet é que a Secult já tem até um projeto prontinho para resolver de uma vez o problema da segurança desse patrimônio extraordinário.
  
Fala-se, inclusive, que o ideal é retirar toda aquela documentação dali, já que o prédio do Arquivo Público, embora belíssimo, fica situado numa área onde o que não falta é ameaça de incêndio – o centro comercial, na zona mais antiga de Belém. Além disso, as novas instalações seriam dotadas de um moderno sistema de segurança.

O arquiteto Flávio Nassar, que foi o primeiro a dar o alarme na blogosfera sobre a situação em que se encontra o Arquivo Público – e que até sofreu, ora vejam só, o patrulhamento de alguns tucanos ensandecidos, que parecem não se importar nem com  a memória deste estado infeliz – fala sobre isso (http://blogdoflavionassar.blogspot.com.br/ ).

E aqui você lê sobre o curto circuito que quase provocou uma tragédia no último dia 18: http://www.defender.org.br/curto-circuito-poe-em-risco-arquivo-publico-do-para/

E a pergunta que fica é: quando é que o governador Simão Jatene sairá dessa impressionante inércia? 

Quando é que resolverá liberar o dinheiro necessário a que possamos salvar um patrimônio tão importante?

Um patrimônio que nem é só nosso: é dos nossos filhos, dos nossos netos, das gerações e gerações que ainda virão, em todo o Pará e em toda a Amazônia.

Um patrimônio que nos ajuda a compreender quem somos; como chegamos a ser o que somos - para o “bem” ou para o “mal”. E que nos leva a refletir, inclusive, sobre o futuro possível para o estado do Pará.

Ou será que Jatene vai esperar que aqueles documentos virem cinzas, para depois alegar, no maior perobal, que não sabia de nada?

Um incêndio no Arquivo Público do Pará, excelentíssimo senhor governador, geraria um escândalo de tão graves proporções que nem os milhões e milhões que o senhor derrama em propaganda conseguiriam ocultar.

Pense nisso, antes da próxima pescaria.

Aja, e aja rápido. Se não em respeito à memória do Pará e da Amazônia, ao menos em respeito a sua biografia.

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Aqui, o texto do abaixo assinado que será encaminhado ao Ministério Público. Está no site Petição Pública e você pode assinar eletronicamente neste link: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N25086

Leia o texto:

“Para: Ministério Público do Estado do Pará

Esta petição publica foi criada a partir de denuncias surgidas nas redes sociais do Brasil, sobre a situação precária em que se encontra o prédio do Arquivo Público do Estado do Pará. O APEP é o guardião de cerca de 4 milhões de documentos que correm risco de serem queimados por falta de manutenção do prédio, especialmente da fiação elétrica.

Construído em 1858 para ser a sede do Banco Comercial do Pará, o local onde funciona o APEP é um importante monumento arquitetônico do estado. Sua função de guarda de documentos produzidos pelo antigo Estado do Grão-Pará e Maranhão e, posteriormente, Estado do Grão-Pará e Rio Negro, data de 1894, sendo oficializada no ano de 1901, quando foi criada a Biblioteca e Arquivo Público do Pará. Apenas em 1986, a biblioteca e o arquivo se separaram, gerando unidades autônomas. Ao longo de sua história, o APEP constituiu-se como o mais importante arquivo histórico da Amazônia e um dos mais destacados do Brasil.

O Arquivo Público do Pará é o terceiro Arquivo Estadual mais importante do país e tem no seu acervo documentos únicos como o Fundo da Secretaria da Capitania, a mais antiga documentação do acervo da instituição e que foi reconhecida pela UNESCO com o selo “Memory of the World – MoW” devido ao seu inestimável valor histórico e cultural.

O prédio do Arquivo Público, localizado no centro comercial de Belém tem mais de 150 anos e abriga o acervo do APEP há 111 anos, data da fundação do órgão. Assim como vários prédios históricos da área comercial, o Arquivo Público possui fiações elétricas antigas que não suportam a demanda dos equipamentos que preservam os documentos, como os aparelhos de ar-condicionado que precisam estar ligados ininterruptamente para manter o clima ideal de conservação.

Atualmente, o acervo documental do Arquivo Público do Estado do Pará (APEP) está correndo perigo. Segundo denuncia pública de uma funcionária do APEP, na madrugada do dia 18 de maio, ocorreu um curto circuito em virtude de sua fiação ser muito antiga e necessitar de manutenção.
Também por causa da precariedade da fiação elétrica do prédio muitas ações que a Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará planeja para o Arquivo Público não podem ser realizadas plenamente, como a digitalização da documentação do APEP, que é feita de forma lenta pois a rede não suporta todos os equipamentos de digitalização de uma só vez.

Além dos problemas de estrutura física, o Arquivo Público também sofre com a redução da carga horária dos funcionários, o que obriga o atendimento aos pesquisadores e ao público em geral ser feito apenas em meio período além do desrespeito dos freqüentadores do entorno, que diariamente depositam lixo e restos de comidas dos ambulantes que trabalham na esquina em que o APEP se localiza, atraindo pragas como ratos e baratas que podem comprometer os aproximadamente quatro milhões de documentos que formam o acervo do Arquivo Público.

Amparados no artigo 216, § 1° e § 4° da Constituição Federal do Brasil de 1988, redigimos esta Petição Pública, objetivando persuadir a Secretaria de Cultura do Estado do Pará a cumprir com o seu papel de zelar por este patrimônio público. Cumprindo o seu dever de proteger a documentação histórica que está encerrada no prédio do APEP, sob a guarda do estado do Pará, sendo matéria importante para a compreensão dos processos históricos pelos quais o estado do Brasil passou desde o seu surgimento.
Via: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/
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Vídeo "Vida"

sábado, 2 de junho de 2012.
Gostaria de agradecer ao leitor do blog "Si Mas" que disponibilizou este vídeo que irei exibir abaixo para servir como "trilha sonora" da postagem Rebelião ou Revolução, adorei o vídeo e veio bem a calhar com a ocasião e o tema em debate. abaixo o vídeo:

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FAG Convoca Congresso Anarquista

Mensagem ao Congresso Fundacional da Coordenação Anarquista Brasileira

 

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O anarquismo organizado no Brasil viverá nos dias de junho, no Rio de Janeiro, seu maior acontecimento histórico contemporâneo. O Congresso Anarquista que reunirá grupos de cerca de 10 estados do país em debates, acordos e resoluções para atuar em princípios e táticas comuns sobre a realidade brasileira tem um significado muito especial. Nossa convicção, em mais de 10 anos de processo, diz que o anarquismo militante tem irrenunciáveis aportes para as lutas por uma mudança social anticapitalista. A reunião das forças militantes que encarnam uma mesma concepção de trabalho em Coordenação é passo fundamental na jornada de construção político-organizativa que não começa agora.
Nossa ideologia se vincula historicamente com a luta dos povos e das classes oprimidas, com suas experiências, sacrifícios e projetos de emancipação do sistema capitalista. Contra as relações de dominação em todas as esferas da prática social se fez crítica radical, implacável; contra as estruturas de poder que produzem e reproduzem a sociedade de classes, se fez proposta de cambio revolucionário; contra as violências e os controles do estado, a exploração dos patrões, as ideias opressoras que circulam no corpo social, se fez ação militante intransigente.
Somos parte de um esforço de gerações do movimento socialista dos trabalhadores que não começa e nem termina com nós. Continuadores daquelas ideias e valores, de suas vigentes orientações para não cair nas capturas dos sistema, dos companheiros e companheiras anarquistas que deram suas vidas nos dramas e nas batalhas do antagonismo social dos inícios da classe operária. Somos parte também de um povo e de um chão, de uma formação sócio-cultural, de uma história singular onde a resistência dos povos nativos, dos escravos, do proletariado, os pobres e oprimidos do poder dominante, deixaram rastros de sangue rebelde em suas gestas.
O capitalismo, o Estado e toda a estrutura ideológica articulada ao sistema sempre foram duros algozes do anarquismo, como todos seus opositores radicais. No Brasil não poderia ser diferente. Durante a 1° república fomos enfrentados a conjunturas de fortes ações judiciais e repressivas que destruíram organizações, veículos de imprensa, atividades populares. Tivemos o doloroso desterro, encarceramento e a liquidação de vidas militantes que não tem preço em nossa causa.
O capitalismo dependente brasileiro variou seus modelos operativos para conservar o núcleo duro dos seus elementos sistêmicos. O projeto libertário lutou com grandes dificuldades a partir da década de 30 para atuar politicamente num contexto histórico-social de cambio da mentalidade das massas, disputando com o oportunismo dos bolches e o peleguismo trabalhista entre o proletariado. Estava em cena o crescimento econômico industrial articulado a uma estrutura jurídico-política assimiladora de certos conflitos do trabalho, que controla repressivamente os rebeldes, castradora das liberdades de ação do vetor classista dos sindicatos. Novas tecnologias de poder dirigidas por um modelo de dominação burguês-autoritário que vinculava as classes dominantes e um expressivo setor operário-popular.
Nosso campo de atividades ficou reduzido, reprimido, recuado, por fatores que sumariamente procuramos indicar, durante décadas. Para fazer justiça, é preciso dizer que no curso desta longa noite para o anarquismo tivemos companheiros e companheiras que, num esforço incansável, pelearam para manter vivo suas ideias em projetos de organização, periódicos, centros de estudo e cultura social, atuação em setores do movimento dos trabalhadores, entre estudantes, etc.. tarefa ingrata que lavrou terreno para a posteridade. Pelas esquerdas, o “socialismo real” do leste europeu, revoluções asiáticas, o exemplo vitorioso em nosso continente da Revolução Cubana, davam um fantástico poder de atração para as ideias marxistas. Todo o universo de valores, discursos e referências da guerra fria atravessavam a luta de classes com a bipolaridade e esmagavam posições alternativas.
Entre os agitados anos da transição da ditadura civil-militar para o regime representativo burguês, os fins de 70 revivem o anarquismo em lutas sociais com novos meios de propaganda e ação. Uma nova geração se mistura com a experiência dos velhos militantes, que já não são muitos. Volta a pauta a reorganização dos centros de cultura, as tarefas com a difusão da crítica social e as propostas libertárias. Em distintos lugares do país existem militantes atuando no movimento estudantil, lutas sindicais, com alguma responsabilidade em atividades populares. As concepções do trabalho político, de prioridades e objetivos para encararem comum, de mecanismos federativos para assegurar um funcionamento regular, neste momento, estão muito confusas. Há um espírito geral de “síntese”, circunstanciado pela esperança de unir o pouco que se tem, recuperar forças para a identidade anarquista juntando todos que se reconhecem nela.
O tema da organização e de mecanismos mais estruturados para a ação reaparece em uma conjuntura histórica em que a luta pública de massas se derrama pela transição burguesa até a nova legalidade democrática e faz emergir na cena nacional os movimentos sociais, a classe operária, os sem terras. O novo sindicalismo que se organiza pelas bases e oposições sindicais contra os pelegos e as velhas estruturas corporativas é uma força social de avançada na luta política por reformas sociais para além do modelo democrático gradual e controlado das classes dominantes. A estratégia do sindicalismo revolucionário nos inícios do século XX e a fundação histórica da Confederação Operária Brasileira são os maiores referentes de ação social para o anarquismo neste momento. Os conceitos de orientação para o trabalho nos anos 80 se apoiam, para um grupo importante de militantes, nessa experiência sindicalista, em suas memórias, seus valores e conquistas sociais.
Vale dizer que são conceitos mesclados com o contemporâneo, com o que é vivido neste momento, também com os exemplos que mais atraíam da luta libertária internacional e a voz de seus organismos oficiais. A constituição em meados da década de um grupo de apoio a AIT formou uma vertente predominante na militância da luta de classes em torno das concepções do anarcosindicalismo. O projeto dos núcleos pela reconstrução da COB teve seus anos de trabalho franco, suas dignas lutas, periódicos, instâncias nacionais, esforços organizativos vários. Mas não alcançou seus objetivos e ao longo do tempo foi se desagregando pelas debilidades de uma formulação, pensamos nós, que estava deslocada no tempo e no lugar em que se atuava. O anarcosindicalismo, versão pró-COB, jogava nossas poucas forças na contra-corrente e pra fora de um amplo movimento sindical de base que unia a classe e tinha que ser participado com os nossas táticas e princípios.
Nos anos 90, o capitalismo aplica com mão pesada o modelo neoliberal no nosso país através dos governos de turno e as receitas dos seus organismos internacionais. O Brasil se vende para a globalização, a ação capitalista feroz dos mercados, o econômico como ideia dominante na estrutura social, as políticas de ajuste fiscal, privatizações, dependência sinistra dos poderes financeiros. Vida precária, desemprego, a pobreza, toda a estrutura da desigualdade social investem pesado em nossa formação social. O campo popular detém seu avanço e defende a duras penas os direitos conquistados, os bens e serviços públicos que atendem pela questão social. Em geral se vive uma inflexão conservadora nas ideias e práticas sociais. A esquerda reformista formada na nova república, com a liderança do PT, gradualmente se integra nas estruturas do poder, nos controles institucionais e seu jogo de reprodução do sistema.
Neste período o setor mais inquieto do anarquismo procura se reorganizar e ter propostas para a realidade brasileira, o presente histórico, suas condições e possibilidades concretas. Se abre uma etapa de renovação crítica, de gestação de uma vontade organizada que busca de peito aberto soluções para atuar em dia com a história, com os problemas atuais, sem repetição de esquemas. A FAU inspirou e apoiou sua formação. É uma experiência anarquista latino-americana que teve a capacidade política de lutar em distintas conjunturas históricas e não deixar o projeto libertário perder um lugar entre os oprimidos e seus concretos contextos sociais. O Processo de Construção Anarquista Brasileiro (PCAB), nascido na metade dos 90, apontou os primeiros elementos da definição especifista que hoje nos reúne para um congresso Anarquista. Tinha ambições que não foram correspondidas, acusou limites e precipitou atos que não não tinham suficiente acumulação para serem tomados. Criou a OSL, uma organização de curta duração. De todos os modos, uma parte de nossa geração, da experiência política que viemos construindo dos anos 90 para cá, deve seu amadurecimento a esse intento. A essa busca do anarquismo militante por sua organização específica e a construção de força social por dentro da vida e das pautas dos “de baixo”.
O processo que temos hoje é diferente. Aprende com as pedras que se atravessaram pelo caminho, para não tropeçar nos mesmos limites. Toma os conceitos de orientação que ao longo do tempo se fizeram vigentes: ação sindical-popular articulada com o trabalho de uma organização política anarquista. Um projeto finalista libertário que reúna as capacidades e propostas para estar inserto no presente, para pensar com um discurso aberto ao nosso tempo social e atuar com certezas ideológicas que não transigem com os valores do sistema.
O FAO arranca praticamente junto com o período que marca a chegada do PT ao governo nacional, com Lula presidente. São dez anos percorridos em um tempo que tem sua singularidade. O reformismo que dirigia as lutas sociais-políticas dos 80 se credencia para administrar as instituições burguesas com uma política conciliada com os grandes poderes da estrutura global de dominação. As organizações populares e sindicais filiadas a esta estratégia se arranjam burocraticamente nos aparelhos do Estado. O governo refresca o modelo dominante, atualiza os controles com ambiguidades, com zonas pardas da colaboração de classes. Combina políticas de continuidade das receitas neoliberais com um pacto social de tintas desenvolvimentistas que leva compensações para os pobres. É um modelo de altos ganhos para as oligarquias e os grandes capitais, de coalizão política com velhos setores da direita, de integração relativa de setores populares. Que não faz mudança estrutural nos controles da riqueza e do poder. Coexiste com uma etapa fragmentária da luta de classes, de pouca acumulação combativa, de reorganização de um mundo do
trabalho e da pobreza que anda disperso e vinculado hegemonicamente as ideias dominantes.
O desenvolvimento capitalista não é alternativa para a emancipação dos oprimidos, nunca o foi. O sistema e seus elementos internos tem uma lógica brutal e perversa que não favorecem projetos de mudança real. O crescimento econômico que experimenta o Brasil é o crescimento do capital e os poderes dominantes, a exploração do trabalho precário, os lucros da banca, as exportações do agronegócio, a espoliação do território e do meio ambiente do povo. Toda a compensação social é marginal e controlada dentro destas estruturas da dominação. O mundo atual está emparedado por um escandaloso assalto dos bancos e os fundos abutres, de toda a classe da propriedade privada, que fez a trampa financeira estourar a conta da farra capitalista nos pobres.
Esse sistema criminal castiga milhões de trabalhadores com desemprego, produz condições de vida precária, guerras imperialistas, opressões e misérias crescentes. A situação geral repõe a urgente e necessária atuação de projetos que acumulem forças antagonistas, incorporem elementos radicais de cambio no imaginário coletivo, que façam caminho para uma alternativa socialista. Nossa corrente libertária, historicamente tem sido um fator ideológico a favor de novas relações sociais, onde o socialismo e a liberdade formam um horizonte irrenunciável. O Congresso que reúne as forças do anarquismo organizadopisa nesse terreno.
A Coordenação Anarquista Brasileira deve organizar os elementos para construir uma definição estratégico-tática que tenha inserção forte no tempo histórico que nos toca viver e lutar. Tem que ser um âmbito militante que se faça sentir como força coletiva, solidária e peleadora, mais capaz de atuar. Com estratégias para defender um programa de ações que parte deste momento, dos seus conflitos específicos e gerais, que caminhe junto com os trabalhadores e o povo. Sempre com os que lutam!
Mas acima de tudo que leve no curso de suas experiências mecanismos de fortalecimento, de rupturas, de poder popular.
Ao Congresso!
10 anos do FAO.
Viva a Coordenação Anarquista Brasileira.
Pelo Socialismo e pela Liberdade!

Federação Anarquista Gaúcha

 

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Um Brasil ao mar

sexta-feira, 1 de junho de 2012.
Por Lúcio Flávio Pinto

A antiga Companhia Vale do Rio Doce comemorava cada nova década de vida com um álbum impresso, versão renovada e ampliada do primeiro volume, no qual contava sua história até aquele momento. Parece que desta vez não haverá álbum. Parece que não haverá nada. Os 70 anos da CVRD passarão em brancas nuvens.
É um contraste com a abundante propaganda veiculada pela companhia através da imprensa. A Vale nem precisava fazer tanto anúncio. Ela vende principalmente minérios, cujo valor é calculado por milhões de toneladas. Não há muitos compradores no mercado. Os contratos de venda são de longo prazo, valendo por vários anos.
O vendedor não precisa convencer ninguém no varejo. Mesmo porque, no caso, tem o filé-mignon, o minério de ferro de Carajás, o melhor que há, sem concorrente à altura.
As intensas e sistemáticas campanhas publicitárias que a Vale faz durante o ano inteiro tem objetivo institucional e não comercial. Ela vende à opinião pública a imagem de empresa responsável, preocupada com os impactos socioambientais gerados pela sua atividade, que paga bem, na qual é um prazer trabalhar, que apoia as iniciativas culturais, está ao lado das muitas comunidades com as quais convive e é de grande valor para o Brasil.
O resultado é que foi se tornando o maior anunciante particular da mídia brasileira. Haveria coerência de estar nessa condição: afinal, ela é a maior empresa privada do país (e do continente), a segunda maior mineradora do mundo (e a maior em minério de ferro, o minério mais usado pelo homem), a 31ª companhia mundial, a que mais exporta no Brasil e a que mais gera saldo de divisas para o país.
Todas essas grandezas parecem ter feito a empresa se afeiçoar cada vez mais aos elogios de uns e à subserviência de outros; e reagir negativamente às avaliações críticas ou mesmo à autonomia de quem não segue a sua cartilha na hora de dar sua opinião. O que é capaz de explicar o silêncio constritivo da Vale diante de duas importantes datas em cronologia sucessiva: os 15 anos da sua desestatização, ocorrida em 6 de maio de 1997, e os 70 da sua criação, neste 1º de junho.
Talvez pelo seu peso no faturamento das empresas jornalísticas, a mídia não aproveitou as duas datas para fazer um balanço dessa trajetória, como era do seu dever. A própria empresa preferiu adotar a tática do silêncio, abandonando as práticas do passado. Nada de fornecer as informações devidas, como nos álbuns anteriores, para atrair e estimular o interesse da opinião pública. A Vale quer apenas coro uníssono, não contracantos.
Já está bem delineado o desvio de rota da antiga estatal. Ela foi criada em 1942 para garantir o fornecimento de matérias primas de origem mineral aos países aliados, que combatiam a Alemanha nazista. Para que pudesse desempenhar essa tarefa, até os Estados Unidos apoiaram a transferência da rica jazida de Itabira, em Minas Gerais, que pertencia ao milionário americano Percival Farquhar. Colocar a mina em operação era, naquelas circunstâncias, missão de Estado, não de indivíduos.
Desincumbindo-se da missão, a CVRD se tornaria uma empresa típica de exportação se, por pressão dos mineiros, não tivesse passado a atender também o mercado interno. A abundância de ferro permitiu a ampliação do parque siderúrgico nacional. A exportação de matéria prima se combinaria com a indução à industrialização de base.
Essa combinação seguia seu curso (semelhante ao do café na formação do parque fabril de São Paulo) até a descoberta da maior província mineral do planeta, em Carajás, no sul do Pará, no final dos anos 1960. A associação da Vale ao Japão, que se iniciara timidamente, foi incrementada.
O teor de hematita pura no minério de Carajás e a existência de um porto de águas profundas em São Luiz do Maranhão, que podia ser alcançado por uma ferrovia de 900 quilômetros de extensão (pela qual circula atualmente o maior trem de carga do mundo), vindo do interior, e navios de grande tonelagem do mercado oceânico, viabilizaram um novo circuito de atendimento à Ásia.
Primeiro país beneficiado por essa nova realidade, o Japão eliminou a dependência que tinha da Austrália, passou a receber minério com o dobro do teor de ferro australiano e por um preço equivalente ao do antigo fornecedor. Não surpreende que os japoneses tenham passado a comprar da Vale em escala crescente. E a China tenha seguido-lhe os passos, em volumes cada vez maiores, tornando-se, hoje, a maior cliente da Vale e responsável pela aquisição de 60% da produção de Carajás.
Com o salto dos preços do minério de ferro a partir de 2001 e a escalada de consumo da China em 2005, tornando-se a Ásia o destino da maior parte do melhor minério que há na Terra, os gigantescos números dessas transações impressionam e entusiasmas. Mas também assustam. Se há motivos para comemorar agora, amanhã não será a vez de chorar lágrimas de sangue pelas riquezas naturais que se foram de vez e não serão substituídas, já que minério não dá duas safras?
Uma composição da música popular brasileira alerta: "o que dá pra rir dá pra chorar, questão só de peso e de medida". No final dos anos 1950, o jovem economista Celso Furtado, dos mais brilhantes intelectuais que o Brasil já teve, cunhou a expressão "feitorias de exportação" para bases logísticas, como as que se multiplicam no Brasil, voltadas para além dos oceanos. A primeira foi a do açúcar. A maior, a do ferro, hoje.
Junto com as riquezas, vão também os projetos e os sonhos. Como os do avanço da industrialização brasileira para uma etapa de criação de valor maior do que a atual. Talvez por isso a capitã da maior das feitorias de exportação prefira que as datas importantes passem em silêncio. Mesmo que sejam suas datas.
Via: Portal Yahoo.
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