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As Estratégias da Situação

domingo, 30 de setembro de 2012.



Eu realmente esperava algo melhor ou pelo menos “mais profissional” como dizia por aí certo blogueiro, mas chegando ao fim da caminhada até o dia 07 de outubro e com a larga vantagem adquirida pela oposição em face ao descaso e abandono dos bairros até as vésperas da eleição o que vemos por parte do jogo situacionista foi um conjunto de fatores que visam reverter apenas o quadro eleitoral. Acho que aqui esta valendo a máxima no amor e na política vale tudo. Vamos aos poucos as estratégias utilizadas:
1 - Criação de uma frente ampla de defesa nos meios de comunicação: Nos poucos meios de comunicação que existem na cidade como; facebook, blogs e até a rádio da cidade se juntaram pessoas para fazer não só a defesa com contra-argumentos nem sempre embasados em fatos concretos e reais e com o uma outra estratégia que foi a criação de fatos políticos.
2 – A criação de fatos políticos: A criação de fatos políticos é tão antiga como a própria posição de cagar. Faz parte da velha política e sempre esteve presente como meio de se desqualificar o adversário. Por exemplo: aqui na cidade temos a exoneração da ex-diretora da escola Marieta Emmi e uma representação de uma chapa contra outra apenas com o objetivo de no âmago das emoções fazer com que as pessoas acreditem que essas informações são verdadeiras e como a emoção às vezes fala mais alto do que a razão, elas acreditam mesmo que isso seja real sem pesquisar sobre o ocorrido.
3 – Desqualificar sem Provar: Agora a essa altura não satisfeitos em criar os fatos políticos estão a massificar eles e pendurar como um lastro de verdade, e mais, os ataques passaram a ser a moral das pessoas, basta se dizer da oposição para virar alvo do esbravejo situacionista.
4 – O uso da Máquina Pública: É até vergonhoso ver o que está acontecendo nesta cidade, utilizar a máquina pública para reverter uma eleição além de imoral e ilegal é brincar com as faculdades do povo. E não me venham os defensores da situação dizer que é apenas “trabalho” porque isso é descaramento, se as obras tivessem começado a dois, um ano atrás vá lá, mas tentar reconstruir a cidade a três meses do processo eleitoral se findar é uso da máquina pública sim, e isso é crime. Mas infelizmente nesta republica quem manda é quem tem $$$ e eles podem fazer o que quiserem. A única resposta que pode ser dada é nas urnas.
Até o domingo dia 07 de Outubro e boa eleição para todos!  


Sobre o Autor:
Tiago Sousa
*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog, escreve apenas sobre política no Blog Política em Debate e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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SINAL DOIS TEMPOS OU (DOS TEMPOS) ?

quinta-feira, 27 de setembro de 2012.

Por Lino Oliveira

     Um certo político (não lembro o nome, mesmo), disse há muitos anos atrás, que eleições no Brasil deveriam ser realizadas, todos os anos. Sua justificativa: -"Por que é quando aparecem as obras, por milagre ou por encanto". (???)
    Coincidência ou não, aqui em nosso pedaço, o velho Mercado esperou exatos 7 anos e nove meses para lhe fazerem uma boa recauchutagem. Agora já está lá, quase concluída. Uma área de ocupação próxima à BR, viu pela primeira vez, após uns 20 anos de poeira, a cor do asfalto, justamente este ano. E como se não bastasse,depois de tanta falta de sinaliz...ação, eis que surge imponentemente o nosso 2º semáforo na city. E deve vir mais coisas por aí (pois não pretendo ser injusto ou leviano). Se demorasse mais um pouquinho, teríamos o 3º,o 4º, o 5º, o 6º ... sinal. Quem sabe?
   Não é que o danado do criador da frase acima, (digamos) antológica, tava coberto de razão ?..
   -Viva as eleições, com elas a gente "avança"!

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Concurseiro, você é seu próprio fiscal!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012.

Por Erisson Fanjás

Todo concurseiro deve traçar suas metas e procurar segui-las rigorosamente. Se você programou estudar 2 horas por dia, se separou por partes o conteúdo programático e estipulou um período para concluir, deve de fato cumprir (lembre-se que é importante deixar um período apenas para revisão). Nesse processo você é seu próprio fiscal, caso não siga o que você próprio estipulou, estará sendo prejudicado por você mesmo.

Ao conversar com uma amiga minha daqui de Santa Izabel do Pará, que já prestou 3 concursos públicos e infelizmente não havia passado em nenhum, a mesma desabafou que estava ficando desacreditada, que “não levava jeito pra coisa” e que estava ficando cada vez mais desiludida em ser funcionária pública. Até sua família tirava-lhe as forças.




Realmente isso é verdade, quando começamos a prestar Concursos e vemos que os resultados positivos não vão aparecendo, começamos a julgar nosso potencial, particularmente falando, não desejo isso pra ninguém. No caso dela, já era o terceiro Concurso que havia prestado e sequer ficou na lista de aprovados, muito menos classificados. Contudo, devemos entender que existem Concursos em que de fato não nos damos bem, apesar de ter estudo muito e seguido rigorosamente o planejado. Comparo a vida de um Concurseiro a de um corredor de rua. No meu caso, pratico corrida de rua há 2 anos e de uma coisa tenho certeza, cada corrida é uma corrida, ou seja, tem suas particularidades, apesar de serem geralmente de 10 km.

Logo, cada prova de Concurso é uma prova. Mesmo quando não passamos, temos que tomar como aprendizado. Temos que entender que passar em um Concurso pode ser uma questão de tempo, planejamento e estratégia, sendo que nesse interstício, o candidato não deve se deixar cair no descrédito e de fato continuar com muito afinco seguindo seu plano de estudos, aferindo onde vem sendo prejudicado, como por exemplo: disciplinas com dificuldade, ansiedade, insônia na véspera da prova, “branco” , concentração, pouco tempo pra resolver as questões, etc. Uma vez você identificando onde está o problema, já deu um grande avanço, resta agora buscar formas de minimizá-lo. Algo que julgo relevante é o Concurseiro criar um vínculo de amizade com pessoas de interesse comum, principalmente com aqueles que já militam na área. Na internet existem vários grupos de discussão sobre esta área, sugiro que façam uma busca no FACEBOOK, tem muita gente lá disposta a ajudar. Inclusive podem contar comigo.

Não importa se você fez 3, 8, 30, 50 Concursos, o importante é que você está na luta, você é a primeira pessoa que deve acreditar em você mesmo, você é o seu melhor investimento. Seja fiel ao seu plano de estudo e corra atrás de seu objetivo. Seja seu próprio fiscal.

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O ALIMENTO DO NOSSO COTIDIANO

sábado, 22 de setembro de 2012.
Por Rodrigo Bruno de Sousa*

Para todos que tem uma grande responsabilidade em contribuir direta e/ou indiretamente com a educação de pessoas em todas as fases da vida, mais exclusivamente na fase segunda que é à saída do ventre materno, à criança. Já no ventre é um “sugador”. Precisa de uma boa orientação, contribuindo para uma adolescência em diante, sem tanta preocupação neste aspecto. Cultive nos mesmos o cuidar daquilo que nos mantem neste solo e que por este mesmo favorece também a satisfação. Não me refiro somente pela educação formal.
O alimento hoje em dia não é para todos. É pra quem tem o mínimo de recurso e até mesmo esse mínimo escapa muitas vezes, de quem não tem o mínimo de estudo e instrução. E para completar os que têm este recurso mínimo de instrução e de estudo. Olham as pessoas que se encontram vasculhando as latas de lixo em busca de saciar sua fome. Com desprezo, outros com pena, alguns chamam de coitadinho! E chegam em casa comentando de maneira preconceituosa na frente de crianças. E ainda desperdiçando o alimento do nosso cotidiano. Alguns pedem, pedem e pedem e nada consegue e assumem essa condição acima. Outros pedem e nada consegue e acabam mexendo em coisas alheias. Sabendo o que poderá acontecer.
Aos pais/responsáveis ensinem principalmente vossos filhos a comerem de tudo e jamais desperdiçar. Sequer meio biscoito ou qualquer quantidade de alimento que seja. O alimento vem da terra e a terra para quem acredita é sagrada. Pois dela germina, floresce, brota, enfeita, perfuma, diverte-se, e também é para onde vamos se não tivermos esse mínimo de alimento que por muitos é desperdiçado antecipando um rito de passagem por este mundo.
A matéria que assisti no jornal uns dias atrás é sim carregada de sensacionalismo, inegável. Foi uma cena chocante. Ver pela tela, um homem de aproximadamente 30 anos, agachado, próximo a sacos de lixo. Onde o mesmo catava alimentos e o trazia a boca. Saciando sua fome de alimento. E segundo a música do Titãs denominada de Comida[1], nos convida a refletir que “nem só de pão o homem viverá[2]”. O alimento é o mínimo.
Questões inquietantes, como: O alimento é uma necessidade básica? Faz-se muitas ações para combater a fome, (nível mundial e nacional - local) cadê o resultado? Como sopões, entregas de cestas básicas, transferências de renda, outros. Parece que não temos resultado, agindo dessa maneira. São medidas paliativas apenas. Não seria uma ação consistente mapear estas familias ou pessoas que se encontram as ruas e oferecer sua identidade, sua capacidade, sua criatividade, seu mundo de trabalho? Não que as mesmas estejam desprovidas destes atributos. Mais para mim estes atributos nestas condições subumanas estão “suspensos”. Mas parto da idéia de que esta aproximação visa a contribuir para a superação deste grande abismo criado e legitimado pelo sistema capitalista. Essa ação acima citada leva tempo e recursos em porcentagens elevadas o que não se torna interessante olhá-la atentamente pelas autoridades.
Hoje em dia só é considerado (a) cidadão (ã) aquele que consome. Não importa como vão pagar. E quem esta nesta condição acima é um (a) derrotado (a). Não foi capaz de suprir as próprias necessidades. Para alguns chega até não ter perspectivas de sair desta condição. A auto-estima dessas pessoas deve ser trabalhada por profissionais, pois alguns destes chegam a absorver este trecho da música do Gabriel O pensador, que faz uma descrição recheada de detalhes presente na sociedade, mas negada por muitos vejamos este trecho,

Eu me chamo de excluído como alguém me chamou; Mas pode me chamar do que quiser seu dotô; Eu num tenho nome; Eu num tenho identidade; Eu num tenho nem certeza se eu sou gente de verdade; Eu num tenho nada; Eu sou sujo eu sou feio eu sou anti-social; Eu num posso aparecer na foto do cartão postal; Por que pro rico e pro turista eu sou poluição; Sei que sou um brasileiro; Mas eu não sou cidadão; A minha vida é um pesadelo e eu não consigo acordar; E eu não tenho perspectivas de sair do lugar; A minha sina é suportar viver abaixo do chão; E ser um resto solitário esquecido na multidão.  Resto do mundo.

Os alimentos que chegam as nossas casas são fruto do trabalho humano. Para alguns um trabalho desgastante. Portanto é inaceitável permitir desperdícios, qualquer quantia que for. Vamos cuidar melhor das futuras gerações que aqui estão. Levá-las a entender a importância que o alimento do nosso cotidiano é o básico do básico direito do ser humano. E dizer que não deve ser violado. E também falar que “cara alegre é a cara de quem come”. Como nos diz novamente Gabriel O pensador em Cara feia.



[1] Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que? – refrão. A gente não quer só comer; A gente quer comer. E quer fazer amor; A gente não quer só comer; A gente quer prazer. Pra aliviar a dor; A gente não quer só comida; A gente quer comida. Diversão e arte; A gente não quer só comida; A gente não quer saída. Para qualquer parte.

[2] Trecho bíblico encontrado nos livros de Mateus 4, 4; Marcos 1, 12-13; Lucas 4, 1-13. 


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA




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Paralelos (Marituba x Santa Izabel) III Parte

domingo, 16 de setembro de 2012.

Continuando entre as comparações dos processos políticos na RMB (Região Metropolitana de Belém) sigamos com Marituba que, aliás, ao contrário de Santa Izabel onde a gestão Pmedebista está sendo testada depois de oito anos de governo, em Marituba o Prefeito pelo PPS Bertoldo vem para sua reeleição.
Depois de tanto analisar consegui traçar um paralelo uma linha que de certa forma ou de outra acaba unindo os processos. Já estamos a quase 20 dias das eleições e com o passar do tempo as coisas vão cada dia mais se afunilando. Interessante para os processos é uma palavrinha chamada “tendência”.
A tendência ao voto é definida mais ou menos um mês antes do processo eleitoral acontecer, mas, é claro, que nem sempre a tendência ao voto se concretiza, pois como mencionei acima quanto mais o tempo passa mais o processo se afunila.
Uma coisa curiosa e que serve de ajuda para esta analise é a tendência do povo de continuar com o candidato em caso de reeleição, como a que ocorreu com o Marió aqui em Santa Izabel que vinha para uma reeleição e apesar de uma boa taxa de rejeição foi reeleito, é mais ou menos por aí que as coisas vão indo em Marituba. Uma boa parte dos cientistas políticos são unânimes em afirmar que no Brasil o candidato a reeleição só perde a eleição se seu primeiro mandato tiver sido um caos total, ou seja, basta fazer um mandato muito mais ou menos e dependendo como o cenário político se forme o cara pode ser reeleito.
Em Santa Izabel a tendência ao voto em caso de reeleição não se aplica porque o candidato do prefeito já vem para tentar 12 anos de gestão Pmedebista, mas podemos ver sobre outro aspecto. A tendência ao voto aqui se aplicaria a suscetibilidade da população em votar pela mudança.
Deve sair na quarta ou quinta feira a publicação de uma pesquisa eleitoral onde o cenário é completamente devastador para a situação. Já estão desde já tentando desqualificar a pesquisa, pois eles sabem que ela aponta esta tendência e para quem está muito atrás ficará mais difícil um pouco, pois tem uma faixa de eleitores que não votam em candidato que está no fim da fila, é tal eleitor que “não que perde voto”.
A tendência ao voto é tão importante a esta altura do campeonato que salvo raríssimas exceções, praticamente todo candidato que chega a três semanas das eleições com uma boa vantagem vence e vence bem a eleição.


Sobre o Autor:
Tiago Sousa
*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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Evento Cultural

quinta-feira, 13 de setembro de 2012.

Vamos lá galera participar. Estive com uma turma muito boa e que cansados de tanta falta de opção em SIP onde você só encontra eventos de cultura de massa, não que estes também não tenham a sua validade, mas nós também precisamos de variedade, em sendo a juventude propulsora desta variedade e deste prisma de ritmos, cores e idéias que formulam e reformulam nossa sociedade, acredito ser excelente ter uma opção como esta.
Sem muito blá, blá, blá, convido vocês a se juntarem a todos nós e nos encontramos com todas as diversidades possíveis de nossa sociedade. É o primeiro encontro de Tribos. I Manifesto Cultural Izabelense, na Escola Lourdes Akel a partir das 16:00h no domingo dia 16/09. Te espero por lá!


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Real democracia?

terça-feira, 11 de setembro de 2012.
Por Denize Sousa Pereira*

Dando prosseguimento ao assunto da semana passado, gostaria de ponderar acerca da democracia em nosso município. Como é que ela tem evoluído. Entende-se que uma das principais funções da democracia é proteger direitos de cidadania, o propriamente dito direito de ter direitos, onde o povo tem garantido a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção; direito de votar e ser votado participando assim ativamente da vida política econômica e cultural da sociedade. A democracia determina a soberania do povo, onde o poder procede do povo em favor do próprio povo, exercida diretamente por ele ou indiretamente, através de seus representantes legais por ele constituídos. Digamos que seja uma miscelânea representativa a qual o escopo é o povo. No entanto o que parece é que é fruto da política exercida através de pleitos eleitorais de formas mais diversas possíveis, onde o que determina o legado são as características nada democráticas descritas no conceito. Assim sendo é bom analisar: como é que a democracia tem sido exercida em nosso município? É através de pessoas que se sentem obrigadas a apoiar um candidato por imposição de seus patrões com objetivo de preservar seu emprego? É através de funcionários públicos que tem medo de que caso haja mudança de gestor, comprometa sua situação funcional ou receio de ter que mudar da situação acomodada na sua zona de conforto? É através dos de mandatários dos programas sociais ameaçados de perda de seu benefício, caso não apóie os que se dizem concedentes da demanda? É através da influência negociada de líderes que apóiam o candidato fazendo de seus liderados massa de manobra? É através de serviços ocasionais de cunho eleitoreiro em época de campanha? Enfim, é uma relação de fatores os quais acredito fica até difícil relacionar. O certo é que, a verdadeira democracia que deveria ser exercida para a tomada de decisões que viessem para atender realmente os anseios do povo está bem longe da nossa atual realidade.
 É!... Ao que parece o coronelismo só se modernizou e mudou apenas de nome, e, o voto de cabresto continua aí, disfarçado de imposições que são convenientes aos que tem o poder, não de entusiasmar, mas de impor suas aspirações, para sua própria satisfação, manipulando pessoas que são influenciáveis, em alguns casos pela própria condição de ignorância e outros pelo interesse pessoal em detrimento ao bem estar coletivo.


 “A democracia só pode atrair devoção quando ela adequadamente respeita a dignidade do povo,
 ordenando a sociedade de modo a garantir às massas de homens e mulheres
 segurança e esperança razoáveis, para eles próprios e para seus filhos”.



- Franklin Delano Roosevelt.


Sobre o Autor:
Denize Sousa Pereira*Denize Sousa Pereira nasceu em Santa Izabel do Pará em 1964, Especialista em Gestão Pública, formada pela UNAMA, 2003 - Tema de preferência: Empreendedorismo na Gestão Pública. Denize escreve todas as terças para este Blog e é administradora do Blog Política em Debate.


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OS GESTORES E OS FATOS

segunda-feira, 10 de setembro de 2012.


Por Lino Oliveira

Há cerca de 35 anos atrás, o então MDB, elegia seu primeiro prefeito em Sta. Izabel, Sr. Alderico Miranda,  escolhido por um grupo que fazia oposição a um determinado chefe político local. O gestor conseguiu executar um trabalho abnegado, muitas das vezes em forma de mutirão, realizando calçamentos de ruas e abrindo várias outras. Ganhando a simpatia do povo, juntava-se a Antonio Romão em 77 e venciam as eleições daquele ano, pela mesma sigla. Romão teve bastante dificuldades no início, porém depois, conseguiu um aval do governador arenista Alacid Nunes, que muito lhe ajudou, o que praticamente salvou o seu discreto mandato.



Em 83, novamente Miranda chegava à prefeitura, agora pela sigla PMDB. Não conseguiu o mesmo ímpeto do governo anterior e teve problemas com a Câmara, que lhe afastou por duas vezes. Com dificuldade de caixa, atrasara o funcionalismo,  deixou um considerável débito na praça. Voltava em 91 e talvez sem apoio partidário, realizou o pior mandato de sua carreira, deixando o município em apertos e sem funcionar. Mesmo assim, não esconde de ninguém que fora "traído" (por quem, só ele sabe) e hoje acompanha a política apenas como apoiador de amigos.



Edilson Abreu que em 87 fora eleito por outra sigla, aliava-se a Jader Barbalho no PMDB em 97. Este seu segundo mandato , não fora tão promissor quanto o primeiro, portanto não conseguiu continuar seu trabalho e desagradou boa parte de seu eleitorado -apesar de novamente ter recebido de Miranda um grande problema para sanar.
Aqui estacionam os ônibus intermunicipais e vendem-se passagens, na BR-316

Como atual gestor número 15, aí está Marió Kato no seu segundo mandato, que se encerra agora em 2012. Quando ganhou a primeira eleição em 2005 sob os auspícios da cúpula do seu partido, parecia que estava disposto a mudar a escrita. Inclusive tinha recebido um município em frangalhos das mãos de Antonio Simão e conseguiu equilibrá-lo e ainda realizar algumas obras. Chegando agora ao final da segunda  gestão, tem afirmado que muito deixou de fazer "por falta de apoio" (de quem?), sendo visíveis e preocupantes as necessidades por que ainda passa o município, como: trânsito, saúde,transportes,urbanismo, emprego, crescimento e mais renda para os cofres municipais. 



Em linhas gerais, foram esses os cidadãos que estiveram à frente do executivo municipal, representando o PMDB, entre 1973 e 2012. Lógico que cada um tem uma história, porém quase sempre recai nas dificuldades e ausência de apoio.

Porém existe apenas uma certeza: Sta. Izabel é um dos municípios que menos progrediu em toda Região Metropolitana de Belém. Quem por acaso duvida, acesse os dados do IBGE.    
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Paralelos (Belém x Santa Izabel) II Parte

sexta-feira, 7 de setembro de 2012.


Continuando minha missão de analisar os pontos em comum entre os processos eleitorais que se avizinham e tirando como molde para tal os aspectos comuns entre os vizinhos da RMB (Região Metropolitana de Belém). Bem... Dizia eu que muito em comum temos a observar nestes processos como, por exemplo, em Belém do Pará, nossa capital, o processo de desgaste do atual gestor somado a sua crescente rejeição torna se não inviável a reeleição do projeto PTB-PR, mas o torna muito difícil de se tornar realidade ou em outras palavras este será um fator determinante para a derrota desta aliança nas urnas dia 07 de Outubro. Se seguirmos a lógica Edmilson Rodrigues candidato pelo PSOL e ex-prefeito da capital paraense deve com folgas ser eleito senão no primeiro, mas em um segundo turno.
O que temos em comum para termos comparativos é a derrocada do projeto Pmedebista para Santa Izabel se tornando cada vez mais visível e nítido, diria que a oposição desta vez ficou com “a faca e o queijo na mão” aponto duas falhas gravíssimas para tal. Primeiro, a escolha de um candidato com os mesmos aspectos fisiológico-político-evolutiva que o atual prefeito, antes que algum engraçadinho ache que estou sendo de alguma forma preconceituoso, digo isso, pois como a rejeição do atual gestor chegou a um nível critico a escolha de um candidato fácil de identificar com o atual gestor a meu ver foi um equivoco sem tamanho. Segundo, a rejeição do atual gestor ligado ao fato de o seu pretenso sucessor ser do mesmo partido político ainda que na boca do candidato brade o grito de “não podem me culpar por falhas que eu não cometi” aponta para um sistema de continuidade e isso é tudo que os cidadãos desta cidade, ao que parece, menos querem.
É preciso se deixar bem claro estes fatores, pois para mim são e serão os principais motivos da derrocada Pmedebista nas urnas. Não fosse já marcante a rejeição do gestor ele assumiu a coordenação de campanha de seu pupilo a sucedâneo o que tornou a pratica do discurso vazio e sem sentido de ser. Ora, temos de um lado aspectos da pratica histórica do PMDB em Santa Izabel que nos mostram com muita clareza o que estou cá escrevendo, para quem não recorda Dr. Edilson Abreu candidato a reeleição pelo PMDB deu vaga a Antonio Simão justo porque a rejeição do Dr. Edilson era tamanha que sabendo se utilizar deste fator na campanha a equipe do Simão logrou êxito e este saiu com +ou- 70% dos votos validos. Seria a história se repetindo?
Para termos práticos temos uma tentativa de desligamento da imagem negativa, mas sem desconhecer o responsável por ela, ao que parece esta tentativa até agora não surtiu o efeito desejado e tudo o que nos aguarda o dia 07 de Outubro é pura emoção.
Eu indico que leiam esta postagem do Bruno Marques AQUI onde ele fala que as pessoas já começaram a abandonar o navio. 

Sobre o Autor:
Tiago Sousa
*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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ATO DE FALAR

quarta-feira, 5 de setembro de 2012.

Por Rodrigo Bruno de Sousa*

Às vezes sentado no banco da parada de ônibus, me pus a observar as pessoas conversando e olho para os lábios. Ficando impressionado com essa capacidade de expressar sensações, sentidos, dor, apreensão, alegria, ânimo, e tantas outras sensações. Questões básicas que possibilitam a extensão do nosso ser. Mais tem gente que não reconhece tal capacidade. Prejudicando-se através das drogas. O ato de falar é a porta de entrada e de saída.
O que é falar? É a forma magistral do ser humano expressar suas sensações, mas sabendo que não é a única. Para que falar? Para dizer que sou ser - humano?  Tenho que falar? Por que falar? Para aproveitar a aproximação das pessoas e/ou para distanciar-me das mesmas. E o que falamos? Acredito que coisas boas e não muito boas. Alegrias, tristezas. Por que ambas em oposição. O que esta entre alegria e tristeza? Como falamos? Através de todos os órgãos do corpo, mais exclusivamente pelo sistema vocal.
Por que só nós falamos? Esta questão é a mais complexa, penso. Diante de tantos animais na terra, alguns até com estrutura auditiva, vocal (parecida). Para esta grande questão recordo a frase de M. Heidegger, que “O homem tem mundo, a flor, a água não! Por que o homem explica sua realidade e nela pode intervir”. Não sei se esta frase corresponde à inquietação.
O ato de falar tem a ver com o conteúdo ou com o simples gesto labial? Não importa qual seja. É fascinante. O corpo de forma geral se expressa. Deve ser fantástico quando você presencia seu filho (a) começar a falar. E quando ele (a) fala de mais? Ou tem problema no sistema vocal?
O ato de falar tem caracteristicas humanas. Quando vejo em alguns filmes e/ou desenhos animais falando. Pergunto. Como seria se outra espécie animal tivesse esta capacidade? Homem/mulher dominaria como tal? Acredito que não. O próprio homem não se entende com o da própria espécie. Imagine os peixes (Procurando Nemo)? Os gatos (Garfield)? As galinhas (fuga das galinhas)? Será que cada qual seriam independentes e não viveria no mesmo plano terrestre? Alguns são alimentos, outros de estimação. E aí? O que você pensa a respeito disso? 
Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa *Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA
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UMA CÂMARA PARTICIPATIVA E INDEPENDENTE

terça-feira, 4 de setembro de 2012.



Por Lino Oliveira

Assim como nos esmeramos em votar neste ou naquele candidato a prefeito, devemos ter também a mesma sensibilidade e o apuro, para escolhermos quem realmente merece o nosso voto para a Câmara Municipal. 

Aqueles que já ocuparam uma cadeira na edilidade, talvez sejam os mais fáceis de fazermos uma avaliação: se seu desempenho fora compatível, quer como legislador, criando normas que favoreceram o povo, ou cumpriu com a outra tarefa, ou seja, de fiscalizar os atos do executivo, ou ainda, se ele foi assíduo e participativo em plenário, discutindo ou criando ideias e leis em prol do crescimento do município.Se acaso ele não se enquadrou em nenhuma dessas atribuições, que são obrigatórias ao cargo, é claro que você pode estar votando para a estagnação do município e contra você mesmo.

Hoje felizmente, temos um número considerável de novos candidatos, onde uma grande maioria possui um bom currículo e que merecem uma oportunidade de muito contribuir com a nossa edilidade.

Tarifas iguais, às praticadas em toda a RMB. O izabelense ainda espera esse direito



Uma Câmara atuante e independente, além de merecer a confiança do povo, tem força para exigir dos administradores, lisura, empenho, trabalho e progresso para o município. Se supostamente deixar-se envolver, pode perder sua autoridade, que é inabalável e inquebrantável na forma da Constituição e no cômputo geral, perde o município em não se desenvolver e, em não se desenvolvendo perdemos todos, se não atentarmos por uma melhor seleção, escolhendo cidadãos capazes de mudar os rumos desta terra, -inclusive descartando o abominável e descabível carreirismo político.  

Vamos dar uma chance a esta terra, exigindo e cobrando, competência  e autonomia nas legislaturas.

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IDEOLOGIA PARTIDÁRIA X REALIDADE POLÍTICA


Por Denize Sousa Pereira*


Nossa realidade política está bem distante da teoria utilizada para concepção político-partidária. É certo que temos garantido pela constituição federal o direito de votar e ser votado. Para tanto, os critérios estabelecidos segundo percepção dos legisladores está muito aquém do necessário para que tenhamos uma política da forma que realmente adequar-se-ia aos interesses individuais com fins coletivos, uma vez que, um partido é criado com o propósito de contemplar o que seria ideologicamente falando, suas propostas, numa linha de pensamento, que primasse por um caminho o qual se acredite ser o ideal defendendo geralmente um ponto de vista comum aos que venham integrar uma união de pessoas para defender o mesmo propósito. Os partidos foram então criados de acordo com um conjunto de orientações políticas que podem evoluir na medida em que o partido vai crescendo e o mundo se transformando. É esse conjunto de idéias que define se um partido é de esquerda ou direita ou centro... Porém, o que observamos é que esse conjunto de quesitos estabelecidos para concepção de um partido é esquecido quando necessário por em prática, o que acaba assim, sendo, o partido, apenas com meio (de preferência mais fácil) para conquista eleitoral. É notório que a maioria dos candidatos desconhece a ideologia de seus partidos, e, por isso, acabam por defender coisas que seriam antagônicas as orientações deles, pois, o que deveria ser buscada pelos políticos na hora de escolher um partido a ser defendido durante sua vida na condição de representante legal, tanto no  executivo ou legislativo, acaba sendo  esquecida quando se chega ao poder, ou quando as alianças são firmadas para se chegar  ou se manter  nele. Mas, acreditamos que grande parcela de culpa por essa situação é dos próprios dirigentes dos partidos que se preocupam apenas em ter pessoas que sejam elegíveis e militantes de ocasião em detrimento aos objetivos partidários. O que chega a ser comum é o comentário muitas vezes usado como desculpa: “eu voto é na pessoa a não no partido”, mas sob o ponto de vista legal, como podemos escolher uma pessoa para nos representar, se não tem afinidade com nossas expectativas? Nesse caso, o que concluímos é: O fato da obrigatoriedade do voto faz com que o partido político sirva apenas para a legitimação de candidatura de pessoas sem compromisso ideológico, alimentando uma situação utópica de que somos livres porque vivemos em uma democracia. E por falar em democracia... Acho que temos muito assunto pela frente.

Sobre o Autor:
Denize Sousa Pereira *Denize Sousa Pereira nasceu em Santa Izabel do Pará em 1964, Especialista em Gestão Pública, formada pela UNAMA, 2003 - Tema de preferência: Empreendedorismo na Gestão Pública. Denize escreve todas as terças para este Blog.
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FICÇÕES

segunda-feira, 3 de setembro de 2012.

Por Lino Oliveira
    
  Acredita-se que uma parte significativa do povo Izabelense, isto é, aqueles que realmente prezam e querem ver sua terra progredir, estarão atentos no que será exposto nos palanques, na reta final da campanha.

   Arriscando-se um palpite, teremos como regra o grupo situacionista, tentando apresentar um projeto de governo,que não fora levado a efeito pelo seu gestor . Se referir-se a resolver  todas as necessidades por que passa o município, corre o risco de anuviar os oito anos do governo peemedebista e poderia soar como uma reprimenda à atuação do próprio gestor, que não se sentiria confortável na campanha.

    Quanto à oposição, poderá usar (e até abusar) de todas as falhas cometidas pela situação, que em dois mandatos consecutivos, com parcerias fictícias e sem conseguir desenvolver o município, decepcionou até seus próprios correligionários. Claro que a oposição também se dará ao luxo de explorar a posição do município entre os que menos se desenvolveram nos últimos dez anos. 
    Torna-se, portanto, inimaginável criar-se uma imagem política de um candidato, se quem o apontou não conseguiu construir sequer, sua própria imagem.
    Engana-se, portanto, quem pensa que o povo não se cansa de ficções.  
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Contrariando O Que A Propaganda Diz

domingo, 2 de setembro de 2012.


Por Tiago Sousa*
Uma coisa que eu achei um absurdo, nas inserções do PMDB na Tv aparece uma pessoa justificando que a população precisa votar no candidato governista pura e simplesmente porque eles é que realmente asfaltam a cidade. Claro que é necessário entender algumas coisas dessa situação. A primeira deles é que a propaganda é uma reação as criticas da oposição (vide Manoel Pioneiro PSDB) ao que eles chamam de trabalho mal feito e que na sua época o trabalho era bem feito, tem até um slogan que diz: “vote no prefeito que asfalta a cidade”, eu hein Zé! Ridiculamente esdrúxula as duas justificativas. Na mesma hora que passou a interseção na TV eu estava sem fazer nada e em um daqueles surtos psicóticos eu liguei a TV para ver que porcaria estava passando deu no que deu horário eleitoral gratuito e pude ver esta proeza dos dois.
Nada de criativo para se colocar em uma plataforma de governo “vote em mim eu asfalto” na hora eu reagi no facebook com a frase “nem só de asfalto vive o homem”. A população de todas as dificuldades não colocaria o asfalto entre as primeiras, pelo menos é o que eu acho.
O titulo da postagem é contrariando o que a propaganda diz porque como já disse ontem por aqui pude observar algumas cositas em Ananindeua e a situação precária de uma das ruas me chamou mais do que a atenção digamos que experimentei em loco o fruto de tal desserviço ao povo. Estava eu na casa de um amigo no Bairro Águas Lindas rua Santa Maria quando deu meia hora de chuva não pudemos sair de casa o motivo é que a rua virou um rio e quem quisesse passar tinha que enfrentar a correnteza, os carros quase não passavam, teve um deles que empacou no meio do caminho. Eu conversei com a população ao entorno e o que me disseram é que a comunidade através do presidente da comunidade já comunicaram o poder público e reuniões foram marcadas para tentar solucionar o problema no entanto por enquanto nada foi feito, fiz este vídeo a quase um mês atrás na semana passada estive na Rua Santa Maria e nada tinha sido resolvido, fica o puxão de orelha. Se vocês querem pedir votos por ter asfaltado a cidade vamos no mínimo ter coerência e realmente asfaltar a cidade, né povo?
Ai que eu mereço. Voto por asfalto é o fim da picada!


Sobre o Autor:
Tiago Sousa *Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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Paralelos (Ananindeua x Santa Izabel) I Parte

sábado, 1 de setembro de 2012.
Por Tiago Sousa*


O titulo da postagem é incitativa ou provocativa, mesmo, é que eu achei por bem fazer uma seqüência de postagens para fazer comparações entre os processos políticos (vide: eleições deste ano) para as prefeituras municipais da RMB (Região Metropolitana de Belém) que se avizinham, já que estamos a poucas semanas das eleições é bom notar algumas características básicas que, creio, vai ajudar lá em alguma coisa no dia 07 de Outubro, data esta fatídica para o futuro de muitas cidades no Brasil.
Começarei com o município de Ananindeua. Estive alguns dias de minhas férias fazendo meus trabalhos de pesquisa e também passando tempo em Ananindeua e fui visitar algumas pessoas, tive obvio que passar por alguns locais e notei de cara algumas coisas como por exemplo o péssimo estado de algumas ruas e também uma característica em comum com todos os prefeitos deste estado quiçá do Brasil que é o “oportunismo” de se fazer as obras que a população necessita todos os dias apenas nas vésperas do processo eleitoral, andei por uma rua intrafegável e dias depois do fim das férias voltei lá e o que notei foi maquinas e maquias trabalhando para o que em pouco dias virou uma rua ótima de trafegabilidade e muito bem asfaltada. Agora... Uma coisa que sempre me pergunto é por que eles não fazem o que precisam fazer em proveito do povo logo, precisam deixar o povo sofrer para nas vésperas das eleições fazer alguma coisa e sair com méritos para mostrar em suas cartilhas de governo e pedir votos como se fosse o “grande salvador da cidade” quando não passam de meros oportunistas dos que não percebem este tipo de movimento.


Quando notei isso em Ananindeua estava voltando para Santa Izabel e resolvi voltar a todos os locais que tínhamos ao longo destes três anos e seis meses denunciado aqui nos blogs da cidade o descaso e o abandono do poder público local e pasmem o que eu encontrei assim como em Ananindeua foram homens trabalhando e trabalhando ruas que tinham sumido e dado lugar a crateras foram completamente recuperadas nestas vésperas das eleições. Quando passava nas intermediações do Bairro São Raimundo encontrei maquinas que pareciam estar recuperando uma via (a principal) que a muito tempo não tinha nem manutenção do Palácio Capitão Noé de Carvalho.
Uma ultima coisa para esclarecer. Não sou contra as obras e também não sou contra o beneficio que elas trazem o que sou absolutamente contra é a atitude desse bando de cara de pau que esperam uma eleição para poder fazer alguma coisa, afinal o povo precisa de ruas boas para trafegar, de escolas reformadas e com boa infra-estrutura, boa água, saneamento básico em dia, segurança, saúde de qualidade todos os dias durante os quatro anos de mandado concedido aos fulanos não apenas seis meses antes do processo eleitoral. Quando vejo uma obra nas vésperas das eleições tenho uma torrente de sentimentos o primeiro é o de felicidade porque a população poderá ter algumas agonias amenizadas e o outro é de revolta porque eles ainda conseguem tirar um proveito de deixar o povo sofrer para fazer próximo das eleições e tirar proveito disso “afinal o povo tem memória curta” é um dos pensamentos dos pulhas, enfim como já disse aqui neste blog uma das pouquíssimas coisas boas da eleição é a certeza que algo vai ser feito por aqueles que querem se eleger ou re-eleger. Muito triste. 


Sobre o Autor:
Tiago Sousa *Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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