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Ética no cotidiano

sexta-feira, 19 de julho de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa

O texto inicia com a seguinte afirmação, ”Nenhuma sociedade no passado ou no presente vive sem uma ética”. O que seria uma sociedade sem regras? Se com toda essa estrutura que regulamenta vive-se a banalização da violência e tantas características que desconsidera o homem. Faço inquirições a respeito de várias situações que direta e indiretamente nos rodeiam. Esses princípios deveriam ser ensinados primeiramente dentro dos lares. O distanciamento das pessoas e famílias das “igrejas”, “cultos” esvaziou a sociedade de ética?
É absurdo quando vemos ou ouve-se que um grupo de pessoas linchou determinada pessoa; é lastimável uma pessoa estudar determinado período e apresentar um programa jornalístico sensacionalista de conteúdo baixo e incitar a prática da resolução do conflito com mais violência; assim, como várias outras profissões/funções que desviam sua função onde deveria desenvolver para a coletividade e beneficiam os próprios anseios, no caso os políticos; vivemos num contexto em que o fenômeno religioso é intenso com sua presença, algumas empurradas para as áreas periféricas, enquanto o cristianismo fragmenta-se ocupando boa parte destas áreas e localizando-se também nos centros urbanos. Sustentando possuir conteúdo legitimo discursando a irrelevância das outras. Não querendo compreender que estamos em uma sociedade multietnica. Mesmo assim as religiões contribuíram em grande parte para o estabelecimento da ética. Vivemos tempos em que termos como secularização, laicidade, desencantamento. Associa-se somente a pessoas que tem acesso direto a estes assuntos sabendo da utilização. As que não têm falam dos acontecimentos do dia-a-dia provocados pela estrutura histórico-socio-economica, são coisas do “outro”.
O cotidiano da fila de banco, onde pessoas simplesmente por conhecer fulano que esta na frente, entrega seus afazeres; estacionar em vaga reservada a pessoas com deficiência; o espaço com assentos reservados a prioridades nos transportes coletivos são desrespeitados; depois de um dia de trabalho e estudo você pega um ônibus superlotado, onde um dos passageiros está escutando seu gosto musical, por favor! Diariamente presenciamos muitas pessoas jogarem lixo pelas vias publica ou privada? Subornar pessoas para favorecimento; passar em velocidade, embriagado no sinal. E tantas outras situações que fogem a nossa vista. Ética é? Um acessório descartável? Aplica-se aos amigos e mostra-se a lei aos inimigos.
Apesar da ética do cotidiano estabelecida, temos características produzidas pelo produtor de cultura vivendo num sistema capitalista onde os proprietários dos meios de produção conduzem “maestralmente” o exército de aliados pela “necessidade” de viver e sobreviver através do trabalho, onde sustenta que “dignifica o homem”. O submetendo e manipulando, deixando de ser homo-sapiens transformando-os em homo-faber, lembrando à cena inicial do filme de Chaplin, que faz menção a linha de produção de uma fábrica, onde o sujeito-sapiens executa determinada tarefa otimizando o máximo tempo dedicado a mesma.
Existe propagação da ética nos meios de comunicação? Existe uma ética especifica aos meios de comunicação? A mídia sustentada pela ética comercial ou vice-versa criou argumentos irrefutáveis, liderado pela liberdade de imprensa, vivemos numa sociedade democrática, no caso do Brasil. Tem-se a liberdade de veicular o que bem quer. Onde somos “telespectadores” reais temos poder de decisão de ser televisionado ou não. Mais a estrutura (marketing, propaganda, publicidade) além de uma equipe multiprofissional. Exibe com destreza e aguça uma predisposição que todo ser humano tem armazenado. A sacada não é bem o que transmitem, mas como transmitem.
Vivemos numa sociedade utilitária, serve aquele que produz. Podemos imaginar que pessoas estão no depósito como peças e aparelhos obsoletos, as crianças e adolescentes em situação de rua, devem ser retiradas do convívio; os idosos, já não podem nada produzir a não ser consumir o mercado direcionado. Mesmo assim, são deixados a margem e os deficientes físicos, que para as instituições investir, se torna um gasto desnecessário. Perdemos a capacidade do cuidado? O que nos fez perder essa capacidade? Falta de ética? Vivemos numa sociedade pós-moderna? Em que sentido? É preciso estatuto, leis, regulamentos, para cuidarmos do outro? Lembro o trecho da música da banda Legião Urbana que diz “É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã”.

Não importa que ambiente esteja deve-se ter em mente a ideia e a prática a respeito da ética. Não por livre escolha tornar o que já é público em privado. Lembro do personagem da grande família “O Lineu” é funcionário público, leva a sério sua profissão, mas é tachado de fiscal rigoroso. Chato. Careta. A ética é principio fundante das relações humanas ou, pelo menos deveria ser. Desde os primeiros pensadores denominados sofistas no século V a.C. construirão a compreensão por enquanto no campo da política e jurídico para a aplicação da mesma. A partir da leitura e compreensão temos a clareza que em cada época e sociedade a ética passa por modificações/transformações.

Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA
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Enquanto Isso Pelo Brasil


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Frases e Provérbios

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."
- Gandhi
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À Bruna Sousa, meus parabéns!

quinta-feira, 18 de julho de 2013.
Fazendo esse post hoje para dar meus parabéns a Bruna Sousa, blogueira que escreve no Blog Dias Quentes, e também vem a ser minha amiga de longa data e hoje cunhada.
A Bruna recebeu o título honorífico de cidadã izabelense por seus trabalhos realizados no programa do banco da Amazônia “Amazônia Florescer”. Hoje o programa de microcrédito ajuda na cidade mais de 400 pequenos empreendedores a melhorar o seu negocio, a crescer a produção, aumenta a capacidade de geração de emprego e renda da cidade que, infelizmente, conta com poucas oportunidades de emprego nos seus próprios limites, e é de trabalhos como o realizado pela Bruna que a nossa cidade precisa. Parabéns a Bruna!
A autoria do pedido de Título foi requerido pelo vereador Henrique da CT. Tenho outras observações para fazer sobre a entrega dos títulos, mas vou deixar para outro post.
É isso, parabéns Bruna! Minha amiga, que virou uma pessoa que eu admiro pela sua garra e vontade de fazer as coisas acontecerem, e virou membro da família, tens que me aturar pro resto da vida rará quando eu crescer quero ser como você!

Inté o próximo post povo! Bay! 
Sobre o Autor:


Tiago Sousa*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog, escreve apenas sobre política no Blog Política em Debate e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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Futebol do Pará

Por Rodrigo Bruno de Sousa*
Os jogos no estado do Pará ocorrem quase que semanalmente na tentativa de arrecadar fundos para os times de maior relevância. Ontem estava no terminal em são Braz, Belém a espera do ônibus e algo me chamou atenção. O fluxo de pessoas que passavam pelas ruas tanto pela calçada quanto dentro dos transportes públicos, torcedores cantando, torcendo outros a caminhar em direção a curuzu, na almirante Barroso.
Até então só tinha visto os torcedores passando por mim, depois que entrei no ônibus eu passei por eles, elas, familias inteiras. E indaguei? Os adultos, os pais investem tempo[1] e o mínimo de recurso financeiro no ensino dos filhos? Enquanto na parada estava, algumas familias aparentemente completa, sorrindo, felizes, andando ligeira para não se atrasar.
Fiquei a pensar nessa situação, pois observamos os sérios desafios que a escola publica enfrenta sem muita vontade de sanar por parte dos políticos que até sabem dos problemas mais as estruturas estabelecidas engessam talvez algumas iniciativas, ou simplesmente não há o menor interesse em transmitir conhecimento de qualidade à população.
Parafraseando, “Cabeça vazia oficina do diabo”, para “cabeça vazia oficina do governo”. O governo investe em entretenimento, lazer, brevidade. Em detrimento de uma educação integra que respeite e valorize o educando. Isso cai ou se encaixa como uma luva a população que precariamente tem lazer, transporte digno, acesso a internet nos ambientes escolares, a população geralmente só pela região metropolitana e mal.
E o futebol repetidas vezes, quase semanalmente promove partidas para sustentar a elite do futebol paraense e gerar para manutenção dos ambientes esportivos. Diante de um discurso instrumental enfatizado pela mídia que afirma que o futebol paraense é componente da cultura estadual, convocando a cada movimentação que ocorra. Mas é verdade, o que falta é reflexão.



[1] O tempo que refiro implica ajudar as crianças na tarefa da escola, visitar regularmente a escola além das reuniões convocadas ou, investimento resume-se a compra dos materiais, camisa de escola, passagens para quem se desloca do bairro.

Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA
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Candidato Comédia


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Frases e Provérbios

A calúnia é como uma vespa que o importuna e, contra a qual, não se deve fazer qualquer movimento, a não ser que se tenha a certeza de a matar. - Nicolas Chamfort
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O retorno

terça-feira, 16 de julho de 2013.
Rapaz... Nunca pensei que fosse tão difícil voltar a escrever. Fiquei esses meses parado, parado mesmo. TCC, grupo de estudo, transito infernal de Belém com essa coisa “maravilhosa” chamada BRT que nossos políticos brilhantes inventaram, se gasta hoje com o transito o triplo de tempo que se gastava, por exemplo, em 2005 quando eu fazia escola técnica que dependendo da vontade do motorista se podia chegar em até 40min no terminal rodoviário, esse tempo foi potencializado para 3h ou até mais, parte pelo engarrafamento do BRT e parte pela irresponsabilidade do DNIT que descumpri ordem judicial e mantem os radares ao longo da BR o que deixa o transito lerdo e contribui para aumentar o sofrimento de quem já pega um engarrafamento horrível todos os dias. O Ministério Público bem que tentou ordenando ao DNIT que substituísse os radares por passarelas eletrônicas, mas até agora nada de cumprimento, e quem padece é o cidadão. Além do tempo que me falta outros percalços da vida foram me afastando daqui e dos outros espaços que eu contribuía.
        Na realidade estava mais protelando a volta que outra coisa. Aliado ao tempo que me falta ficou o costume de escrever para os blogs que aos poucos foi se esvaindo pelos meus dedos. Vou agora aos pouquinhos fazendo um verso aqui e outra frase ali para ver se consigo entrar em forma de novo, para quem escrevia três, quatro, às vezes até cinco textos por dia ficar matutando com um texto apenas e ainda assim não conseguir dar o fim a que se propôs é porque realmente esta destreinado, mas como a escrita assim como o corpo é questão de habito em uma semana ou duas creio ser possível já ter voltado a forma e até o final deste ano espero não parar, pelo menos se o TCC não me colocar em uma situação difícil ou se eu ficar sem acesso a internet. Ainda tem mais essa fui trocar de provedor e o que resultou dessa troca foram quase dois meses sem acesso à rede, por enquanto não está dando sinais que vai me abandonar de novo e espero que se mantenha assim.
Amanhã tem texto novo de verdade no ar. Este fiz apenas para explicar algumas coisas e esclarecer o leitor que passou por aqui e não viu mais nada, a vocês peço perdão pela ausência e compreensão, pois este período conturbado já está se findando. Temos aí algumas questões que merecem análise, bastidor da política izabelense, movimento de protestos nas ruas do Brasil, blogueiro izabelense ganhando premiação e muitas outras coisas. Se vocês notarem está incluso abas novas no blog que redirecionam para novas paginas que também serão colocadas no ar assim que terminar de editá-las.
E como bem disse o Rauzito:

Eu vou tirar
Meu pé da estrada
E vou entrar também
Nessa jogada
E vamos ver agora
Quem é que vai güentar

Porque eu fui o primeiro
E já passou tanto janeiro
Mas se todos gostam
Eu vou voltar
Bom... é isso, nos vemos amanhã! Bay!      
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Terceira Pessoa

terça-feira, 9 de abril de 2013.
Por Tiago Sousa*



Eu verdadeiramente não entendo esse povo que vive falando de si mesmo em terceira pessoa. Dai fiquei analisando para tentar entender este fenômeno que a cada dia mais e mais toma conta das pessoas, antes as pessoas sem medo de assumirem seus atos diziam “eu, eu e eu” agora é sempre “ele, ele e ele”. Acabei elaborando algumas hipóteses para o caso que elenco a seguir:
Hipótese n° 1 ou a síndrome do marido/mulher traído:
Não sei se vocês já observaram, mas toda vez que alguém se refere a ele próprio em terceira pessoa parece que está se livrando de um peso, de uma responsabilidade de si mesmo e do que os outros podem lhes ter feito, tipo o marido traído que ao invés de falar minha mulher me meteu uns córneos diz “o tiago foi traído” sacou a malandragem? O cara se livra de carregar o peso de suas próprias responsabilidades.
Hipótese n° 2 ou “eu não sei de nada”:
Lulescamente falando, o sujeito que se encaixa nessa hipótese se faz de cego, mudo e surdo outra vez para se livrar de sua responsa e assim fica como se na realidade as suas atitudes erradas ou suas burrices não tivessem sido cometidos por ele, mas por outra pessoa que na verdade só existe no mundo que ele cria para fugir, esse sujeito adora uma fuga, e foge sempre que pode de ser responsabilizado por algo.
Hipótese n° 3 ou o contador de histórias:
Toda vez que vejo alguém contando algo ou conversando com os outros sobre si em terceira pessoa me lembro das aulas de português que tive lá na 5° série do ensino fundamental com a professora Plácida, é eu lembro mesmo.
Lembro-me da voz dela explicando para nós todos que existem em uma narrativa os focos narrativos e entre esses existe o foco narrativo em terceira pessoa que é chamado de narrador-observador o sujeito não participa da história diretamente e está sempre observando os acontecimentos e este tipo ainda se divide em Narrador-Observador Onisciente e Narrador-Observador Câmera, o primeiro sabe de tudo na história e o outro apenas acompanha o enredo, mas não sabe da psique dos personagens. Dai sempre me pergunto, será que essas pessoas não são boas contadoras de histórias e estão se perdendo por aí? Sei lá… por falta de oportunidade ou de um caça talentos para dizer a elas que isso pode dar em alguma coisa.
Coloquei essas três hipóteses para refletir na realidade como essas pessoas que fazem isso fazem em primeiro lugar para fugir de sua personalidade, em segundo para fugir de suas responsabilidades, em terceiro para tornar a conversa impessoal e também considero que pode ser uma pena que tão bons contadores de história narrada se percam assim aos montes por aí.
E também acho chato pra caralho quem gosta de ficar narrando sobre sua própria vida como se fosse outra pessoa, isso me da agonia e sinto uma pequena vontade de esganar a pessoa, porra! Fala de si mesmo como sendo você, oh mula! O Tiago Sousa, por exemplo, jamais faria algo do tipo.



Sobre o Autor:

Tiago Sousa*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog, escreve apenas sobre política no Blog Política em Debate e Também escreve versos no Blog Verso Reverso

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O Público e o Privado

Por Rodrigo Bruno de Sousa*


O cotidiano é palco por excelência, ocupado para essas relações que se confundem, em que os próprios indivíduos por desconhecer o espaço publico querem privatizá-lo e o espaço privado acha-se intocável, mas percebemos que a “pressão” do povo influenciado por fatores diversos ou não, é tomada pela população.
O ultimo absurdo foi o que o atual presidente da comissão Direitos Humanos da Câmara de Deputados aprovou junto com os demais deputados que as sessões da comissão serão as portas fechadas, exemplo lastimável. Mas os absurdos estão no cotidiano, pessoas que fazem da calçada da frente de sua casa enormes abismos as pessoas que tem necessidades especiais e a nós os ditos “normais”.
Dentro dos transportes públicos (os ônibus) vivemos em um clima quente em Belém e percebemos que pessoas para não assanhar os cabelos, borrarem a maquiagem devido à poluição das descargas dos veículos, fecham a janela de ventilação, não se importando com os outros que preferem sentir o vento, mesmo que poluído, mais que alivia o calor e ainda dentro do próprio transporte existem passageiros que impõem a todos os demais passageiros o seu gosto musical que é o tecno melody, não sou contra, mas o excesso me causa náuseas, ainda mais num ônibus cheio no final do dia (retorno para casa), para que serve o fone de ouvido?
Situação inusitada é perceber que existem alguns diretores de escolas publica que se sentem os donos das mesmas, criando para seu próprio interesse regulamentos que privatizam o que é publico. Como não aceitar transferência de alunos com média “inferior” a escola, isso foi resolvido através do Conselho Estadual de Educação.
Os shoppings Centrem foram construídos para o publico, mais nem todo o “publico”. Sua natureza é privada, pois quem entra vestido abaixo dos padrões estabelecidos para esse ambiente é visado, e os comandados que são públicos, foram privatizados em nome do emprego que exercem.
Aqui em Belém, apontamos mais uma situação que ocorre quando acontece o “clássico” entre os times de futebol, as duas torcidas Remo e Paysandu, que geralmente é no estádio do mangueirão, onde torcedores privatizam a festa, devido à desordem, tumulto, violência que causam. Pois a natureza do estádio é publica. Ai as “autoridades” trabalham, ou melhor, desviam suas funções de segurança publica, para babás públicas.
Na sociedade brasileira que foi constituída por dois tipos de cidadãos, o cidadão político e o cidadão eleitor. Entendo que os dois são pessoas públicas cada um dentro da sua proporção. O político “é mais publico” devido todo processo eleitoral que envolve seu nome, mas percebemos ao se eleger envolve-se em uma redoma que o privatiza.
Os grandes índices de violência contra as mulheres, é um absurdo! Todos nós somos seres públicos de abrangência “menor”, mais somos. Pois ainda existe uma mentalidade machista, patriarcal de posse, e tira-se a vida de muitas mulheres ou as mutilam. Com isso tiro a compreensão de como falei acima somos seres públicos. Mais alguns querem reduzir principalmente as mulheres a um ambiente de privação. 
Falar das religiões que a todo custo querem privatizar “o sagrado”. Principalmente os cristãos, mais especificamente a igreja católica, Que diz ser a verdadeira. Mas, não existe monopólio do sagrado, e nunca existiu. “O Sagrado”, “O Transcendente” é coisa pública. Mas alguns indivíduos a privatizam resumindo o fenômeno as “paredes sagradas” da instituição.
O que tenho presenciado na universidade no empréstimo de livros na biblioteca da mesma. O qual os estudantes universitários, ou melhor, alguns manuseiam os livros como se fossem os proprietários e não o são. Rabiscando e até arrancando páginas.
No vai e vem do dia, percebemos a insensibilidade do ser humano com relação ao meio ambiente, no coletivo (ônibus), se pararmos para calcular o tanto de lixo despejado em via publica é espantoso. Temos muitos arremessadores, e o pior as crianças aprendem com os adultos e de geração em geração isto vai se concretizando em sujeiras, lixões a céu aberto.
É possível tirarmos vários exemplos da confusão entre publico e o privado que estão no cotidiano. E ainda não resolvido e nem será resolvido, enquanto essas esferas rolarem no cotidiano.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA


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Cotidiano...


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Frases e Provérbios

"Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar".
- Charles Bukowski
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Por Onde Andei: Porão Cultural.

terça-feira, 26 de março de 2013.

Por Tiago Sousa*

Estes dias em que estive parado com o blog serviu para refletir um pouco sobre a vida, prosseguir com alguns projetos, terminar com outros e ler, ler muito, para tanto se precisa encontra um local onde se ache livros a venda, é obvio. Mas a questão nem é tanto achar livros, pois existem milhões de livrarias por aí, livrarias virtuais também muito boas onde se pode encontrar quase tudo o que se procura. O grande problema meu e de muitos é encontrar livros em conta, pois é… Livro no Brasil é caro pra dedéu! E foi assim que andei por aí atrás de locais onde eu pudesse economizar. Nada mais natural que eu fosse atrás de sebos. Os sebos são hoje uma alternativa ótima para quem lê em quantidade e gosta de comprar livros de qualidade suficiente para que se faça as leituras e observações, muitas das vezes se encontra livros novos ou seminovos nos sebos ou há também a questão dos livros com edição esgotada ou raros de achar que você com toda certeza só encontrará em um bom sebo por aí.
Pois bem, eu uso comumente os sebos virtuais Estante Virtual (http://www.estantevirtual.com.br/), o Traça (http://www.traca.com.br/) e um site que eu encontrei e pude comprar alguns matérias para minha pesquisa lá que se chama Loja do Sobrenatural (http://www.lojasobrenatural.com.br/). Mas ainda sim sentia a dificuldade de tempo que leva para estes chegarem até a minha residência, então resolvi empreender uma busca nas redes para ver se encontrava algo aqui no Pará mesmo e o mais próximo possível do percurso que faço todos os dias para a universidade. E não é que acabei achando o blog de um professor da federal do Maranhão que esteve no Pará e comprou alguns livros em sebos os quais ele descreve e dá como dica para quem vier aqui possa procurar e comprar, pois irá com toda certeza achar bons livros a um bom preço. Foi assim que eu cheguei à galera do Sebo Porão Cultural (http://www.estantevirtual.com.br/seboporaocultural) que fica localizado na Avenida Almirante Tamandaré, 692, ao lado de uma loja de material de construção e um prédio verde, precisa entrar pelo portão preto e interfonar que eles vem abrir o portão para você, fica próximo ao Aslan. E vai um mapa aqui pra identificar:


O que é legal com o Porão, além do ótimo preço é lógico, é que para além das vendas dos livros o dono do Porão Ericsson Aires mantem um projeto muito interessante de democratização e acesso a leitura chamado "Roda Livro". Funciona basicamente assim, ele pega umas “basquetas” e alguns livros, para em um ponto da cidade e deixa lá disponível para as pessoas lerem, e se quiserem deixar algum livro lá também.

O espaço do Porão é um ambiente de encontro entre amigos. No dia em que estive lá a turma estava se aquecendo para fazer um som, rola um café, um bate papo, um som maneiro e tudo isso rodeado de muitos livros! E aí quer mais ou já está de bom tamanho para procurar o porão?

Além de tudo isso, os valores dos livros do Porão são realmente muito bons. Posso afiançar para vocês, pois dos livros que comprei lá e pesquisei o preço em outros a diferença era de 30% ou mais no valor, então? Vamos lá que é mió! 


Sobre o Autor:
Tiago Sousa*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog, escreve apenas sobre política no Blog Política em Debate e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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13ª Feira Panamazonica do livro - Hangar centro de convenções em 08 a 15/11/09

Por Rodrigo Bruno de Sousa*


A XIII Feira Panamazonica do livro, tive a oportunidade de participar de mais este evento no dia 14 deste. Evento compila inúmeras manifestações de cultura e homenageia a França com estande. A minha impressão é que nesta congregação de pessoas a cada ano está mais voltada à diversão/passeio em detrimento a oportunidade de buscar conhecimento através de livros em qualquer área do conhecimento a preço muitas vezes mais acessível.
Elenco estas características sobre a feira do livro: Entretenimento - é algo ou alguma coisa no qual invisto um tempo não mensurado, e ainda consumo sem necessidade, apenas tenho que seguir o ritmo dos outros ou da tendência. Divulgação da literatura light – do que estou querendo dizer da propagação massiva de “revistas” de todos os gostos, de como cuidar da casa, do cachorro, das plantas, de como fazer sexo, simpatias, etc. E unido a isto a democratização quando se facilita de qualquer forma a sua aquisição ou endividamento em debito automático. E ampliando estas características, residimos em outras características que estão bem atreladas as primeiras que são: O público em massa nesta feira são adolescente-jovens, e que não existe um “compromisso” com a educação, deflagrando um arsenal de fetichismo (crença no poder sobrenatural ou mágico de certos objetos materiais), relacionado à roupa que reveste resultando um estilo que me leva ao ápice neste evento, também se utiliza dos corredores como autenticas passarela de moda, ao querer ter uma imagem intocável e diferente de todos os outros, plano de auto-afirmação da etapa de idade que possui, e ainda alguns que não utilizam nenhum principio de socialização cultivado em casa que se aplicam a viver sociedade.
Não tenho a intenção de apedrejar este evento, mas de alertar para as falhas da instituição escola, que não esta conseguindo suscitar a postura critica da realidade na maioria dos estudantes, com um agravante na outra e mais antiga das instituições que é a família que tem um papel importante de promoção desta reflexão também. Gilles Lipovetsky, filósofo francês, nos diz, “Só é possível seduzir alguém que já esteja predisposto a ser seduzido”. Ao que parece, só existe um caminho que nos aliena, nos torna receptores e objetos nas mãos dos impiedosos capitalistas. Essa possibilidade e/ou predisposição a absorver o que é exposto nos remete a utilizarmos uma viseira de animal quadrúpede que somente faz aquilo que é determinado pelos outros.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA
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JULIA GABRIELE: A criança que foi vítima de um grotesco bullying na internet;


Por Gustavo Magnani

o porquê de o “cyberbully” ser mais

do que uma palavra da moda:

p.s: pelos comentários que já rolaram [dos paraquedistas, principalmente], fica um alerta bastante sincero: LEIAM toda a postagem antes de tirar conclusões precipitadas, por favor. E, se você acha que não é um assunto relevante para discutirmos, simples, saia da postagem com toda elegância possível.
Eu estava préstes a ir assistir The Walking Dead e dormir, quando um amigo/leitor me perguntou se eu conhecia a história da Julia Gabrielle, 11 anos. Ele me passou alguns links e logo soube que eu não assistiria o seriado hoje, a cota de “sem cérebros” já havia sido preenchida, infelizmente.
Pedirei para irmos por partes, pois sei que o assunto é polêmico e renderá muita discussão.

A História

Essa parte da matéria terei que ir editando com o tempo, pois a história da Julia Gabrielle, 11 anos, ainda não está muito clara. O boato mais forte, agora, é de que ela tenha se suicidado. Isso por conta de uma (suposta) postagem no facebook da própria mãe, que dizia “VOCÊS MATARAM MINHA FILHA!” – escreverei mais sobre boatos ao final da postagem, vamos ao que, por hora, é “oficial”.
Julia Gabrielle, 11 anos, apenas 11 anos, ainda criança, 11 anos, mal chegou na época em que precisa de 2 números para contar a idade, 11 anos, mal chegara na época em que você não pode mais contar a idade com os dedos das mãos, 11 anos. Mal chegara na idade de se preocupar com beleza… ou… já deveria?
Ficou notável que insisti, a todo instante, na idade da Julia, pois é algo elementar para compreender toda a discussão que se seguirá. A criança, como quase toda hoje em dia, possuía um perfil no facebook, onde, como qualquer pessoa normal, postava suas fotos e gostos. Pois uma dessas fotos chegou nas mãos de um jêniu do humor – daquelas que a gente tem visto de monte por aí: “DKSAPDKA humor negru rlz” – e acabou tomando proporções gigantescas:
JULIA GABRIELE BULLYING
Em suma, Julia Gabrielle foi vítima de piada por causa dos pelos faciais, principalmente da sobrancelha.
Você consegue imaginar a situação? A criança implorando para pararem, sendo submetida a uma tortura psicológica, enquanto os piadistas insistiam em continuar tirando sarro. Eu vou deixar a parte da “zoação” para discutir depois, mas eu gostaria de um exercício de imaginação muito simples: imagine-a chorando, ao lado da sua mãe, postando súplicas pras pessoas pararem e, em contra partida, as piadas apenas aumentavam.
É realmente deplorável. E eu odeio parecer maniqueísta, mas, não há maniqueísmo nenhum em minha ação. Há, na verdade, um caso de crueldade muito sério, que, ao primeiro instante, pode parecer superficial ou algo perto disso. Mas, não, não é.

A “”brincadeira”"
Não sejamos hipócritas, é lógico, “brincadeiras” como essa acontecem o tempo todo e são, por si só, triste de se ver. Mas, digamos, que, em um momento, ela não cruze uma linha de tanta ‘seriedade’. É algo fugaz, rápido, algo que existe demanda na internet – e muitas páginas alimentam-na -. Não estou dizendo que o fato, por si só, já não é grave, mas que, ainda mais sério, foi a insistência na piada quando a menina já se mostrava frágil, triste, atingida. Não só ela, como sua mãe e seu pai.
A permanência – até agora – das piadas é algo deplorável. E, provavelmente, devem acontecer também nesse post – espero eu que não.
“Tem que raspar mesmo…”
Em resumo, esse foi o comentário de centenas de pessoas. E eu pergunto: tem que raspar mesmo? Sei lá… cabe a cada um, ora bolas. Mas, talvez, não coubesse a Gabrielle  - e isso torna o caso muito mais triste -. Repito: ela tinha apenas 11 anos e, com essa idade, não existe tanta autonomia para certas ações. Talvez ela desejasse, mas tivesse vergonha de pedir para sua mãe. Sim, isso é normal. Eu mesmo, com 11/12 anos, tinha “bigode de criança” e morria de vergonha para pedir aos meus pais ajuda, ou admitir que já estava na hora “disso”, por mais visível que fosse. Imagine, então, uma menina com a idade dela.
Veja bem, eu não estou dizendo que ela deveria ou não raspar, estou apenas mostrando que em todas as hipóteses possíveis, a criança permanece sendo a vítima.
a) Ela queria raspar, mas, pela idade, não tinha coragem.
b) Ela não queria raspar.
Independente de qual for a resposta, nenhuma delas faz da Julia merecedora de tanta gozação.
É lógico que a sociedade possui padrões e rejeita o que for diferente a ela. Isso sempre aconteceu e sempre acontecerá, todavia, com a internet, tudo ganha mais força, mais velocidade, mais intensidade. Se estrelas nascem de um dia para o outro, outras morrem – e nem falo da morte física da Julia, que ainda é um mistério -, mas falo de tudo o que ela JÁ passou. O constrangimento virtual e físico, a vergonha de ir à escola, o pai ter que ir à delegia depois de um dia inteiro de trabalho, o choro da mãe, a necessidade de apagar todas suas fotos do facebook para tentar evitar ainda mais polêmica. Tudo o que Julia já viveu nesses últimos dias não é para qualquer -e por isso eu torço firmemente para que ela ainda esteja viva.
JULIA GABRIELE BULLYING
Tratarei agora de alguns pontos mais gerais, que li nos comentários e, provavelmente surgiriam (ou surgirão) por aqui caso eu não escrevesse desde já – aí eu teria que responder individualmente cada um. Por isso, sempre antecipo algumas coisas, como vocês já sabem.

Facebook não é para criança

Relativo. Não existe uma lei que diga com quantos anos uma pessoa possa ter um perfil em qualquer rede social do mundo [menos as eróticas, lógico]. O facebook é a “segunda casa” de muita gente e não é de hoje. Evitemos a hipocrisia. Ele está aí e está para todo mundo, não apenas para quem você acha que deveria estar. E, pela criança, nada de “vexatório” era postado. Se alguém não deveria ter acesso ao twitter, facebook, orkut, google +, essa pessoa, certamente, não é a Julia, mas sim o tipo de gente que se mantém numa posição agressiva de “troll”.
Aliás, dizer que o facebook não é para criança me parece uma posição absurdamente radical. Onde estamos? Em uma selva, onde não há gente civilizada? O facebook é um antro de animais sedentos por carne nova? Se essa é a esfera que determinadas pessoas têm da rede social, bem, é preciso trocar as páginas curtidas, os amiguinhos e, inclusive, a maneira de se relacionar. Eu tenho uma prima de nove anos que não faz nada mais do que postar suas fotos e brincar com as amigas. ISSO é errado?
Pode-se questionar o tempo que as crianças passam no computador, mas, não para ESSE caso, pois, mesmo se ela passasse 24 horas na internet, isso também não justificaria nenhuma agressão – e se você acha que justifica, aí fica complicado de manter uma discussão razoável.
[editado]: trouxe mais este parágrafo para explicar algumas coisas: as pessoas persistem no questionamento da idade. Uma delas – a qual eu conheço – perguntou o que faz uma criança de 11 anos em uma rede social que só “aceita” acima de 13 – como se isso fosse realmente alguma coisa. Engraçado é que, nesse caso, em particular, o jovem de 14 anos, o qual eu conheço, comenta em postagens em outros sites para maiores de 18 anos, gerencia uma página ERÓTICA no facebook e faz comentários sobre pornografia na internet. Ou seja… pornografia não é só para maiores de 18? COMO DIABOS ele acessa se ele só tem 14? Ora… sabe por que? Porque quando convém, a pessoa solta qualquer tipo de argumento, sem fazer uma reflexão básica.
Eu odeio trazer esse tipo de discussão para o lado “pessoal”, mas o fiz apenas para exemplificar como as pessoas são extremamente hipócritas quando lhes convém. E ver se, de uma vez, esse papo da idade diminui.

Culpa dos pais

Essa foi uma das que eu menos entendi, sinceramente. Do jeito que as pessoas são, eu não captei se algumas falavam da “liberdade” que ela tinha no facebook, ou da “genética” de Gabrielle. Independente do que for, jogar a culpa para os pais por uma coisa que o mundo causou, é muito fácil. Como se eles já não estivessem arrasados o suficiente, alguns comentaristas à lá educadores que não possuem o menor conhecimento da área, querem jogar a responsabilidade para o lugar comum: ou os pais, ou o governo. É difícil entender que só há um culpado. E eles não são nem os pais, nem o governo [!?], nem a própria Julia. Os únicos culpados são os piadistas.
Aliás, pelo que me parece, a criança não tinha nenhuma liberdade maior do que qualquer pessoa normal de sua idade. Ela só postava fotos, coisa sobre seus ídolos etc. Nada que fosse vergonhoso ou absurdo para sua própria imagem ou da sua família.

“pq ela não podia fazer a sombrancelha e ae todos parariam de zoar ? “

Retirei diretamente de um comentário no facebook. Acredito que isso tenha sido explanado acima e não seja necessário explicar tudo novamente. Mas, vale a repetição: ou ela poderia ser muito nova, ou ela poderia não querer. Independente de qual é a resposta, isso não justifica nenhuma ação do tamanho da que aconteceu.

“Você nunca tirou sarro de nenhuma pessoa?”

Defender-se com esse tipo de argumentação é digno de pena. Eu estudava com um colega que passou pelos mesmos problemas da Julia. Assim que ele entrou na classe, logicamente, tornou-se alvo de pequenos comentários. A “brincadeira” chegou até o ouvido dele? Sim, foi feita, inclusive, perante ele [não por mim, que fique claro]. Todavia, não passou JAMAIS de uma “gozação saudável”. Ele tornou-se amigo de todos e sempre souberam qual o limite entre uma rápida piadinha e um bullying cruel. Hoje ele sai com todos e se diverte normalmente.
Não estou a defender a radicalização de que tudo é bullying. Quem acompanha o site, sabe que sempre reitero um ponto importantíssimo: o – tão esquecido [se é que eu um dia foi lembrado] – bom senso. Existiram as primeiras piadas com a menina? “Ok”. Ela suplicou para que parassem? Significa que já havia passado o limite há tempos. Ademais, o bom senso já é chutado quando marmanjos da internet resolvem avacalhar com uma criança de 11 anos.

E se tudo for mentira?

Me parece até bestial acreditar nisso, mas, como a internet é a internet e li alguns comentários a respeito, apenas deixo claro que “se tudo for mentira”, isso não muda nada, pois o que foi dito em torno da criança mesmo depois do fato começar a estourar, serve de exemplo para tudo o que foi tratado aqui. É exatamente como disse lá em cima, mesmo depois de todo o caso começar a sair – até com o possível suicídio da criança -, as piadas e os comentários maldosos ainda persistiam e se for tudo mentira?

“(se ela se matou) (eu também já sofri cyberbully) Ela é fraca”

Típico julgamento de quem está completamente por fora da discussão e só consegue enxergar o próprio umbigo. “Eu já passei por muito pior”, parabéns campeão, já retirou sua medalha hoje? A sua experiência não é a mesma experiência que o outro tem. Existe o indivíduo e ele deve ser tratado com o respeito que lhe cabe, não que o respeito que cabe a você. Entendam isso, nós não estamos falando do fulano ou do cicrano, estamos falando de uma criança de 11 anos.

Comentários Finais

Eu espero, de todo coração, e acredito, que a Julia esteja viva e seu suicídio tenha sido apenas um boato [tanto é que não me foquei nisso ao longo do texto]. Também deixo claro que vou atualizando a postagem assim que novas notícias forem divulgadas. Vocês devem ter percebido que tudo foi escrito e coletado em pouquíssimo tempo, assim, possíveis falhas (espero eu) devem ser perdoadas. Eu não tratei diretamente, mas, com toda a explanação acerca do acontecimento, espero que tenha ficado claro o porquê de o cyberbulli ser muitíssimo perigoso.
Sobre a suposta morta de Julia: agora, na tarde do dia 26, eu também não acredito que ela tenha morrido [ainda bem!]. Mas, o boato era forte pela madrugada e eu não poderia desconsiderar a suposição.
Antes de finalizar, apenas peço para que os leitores denunciem a respectiva página abaixo solicitando ao facebook a exclusão da mesma, pois, obviamente, é extremamente ofensiva para com uma garota de 11 anos: http://www.facebook.com/JuliaExisteGilete

p.s: vamos deixar BEM claro que essa matéria não reflete, diretamente, a discussão de politicamente correto e politicamente incorreto. Não sou defensor do “politicamente correto”. O foco aqui é outro – que já foi bem tratado ao longo da materia.
p.s[2]: a grafia do nome Julia, no seu facebook, não possui acento, por isso, optei por seguir o perfil da mesma. 
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Não está mesmo!


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Frases e Provérbios

Nosso egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade.” 
Émile Durkheim
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Sobre o Blog

segunda-feira, 25 de março de 2013.

Por Tiago Sousa*
Estou fazendo esta postagem apenas para esclarecer algumas questões e para agradecer.

Bem... Primeiro gostaria de agradecer a amiga e blogueira Denize Sousa Pereira sem a qual o blog teria parado de funcionar, digo, teria saído do ar a algumas semanas atrás, estou além de enfrentando problemas de lógica, tempo e estrutura, agora me veio mais um que é o fator financeiro com o qual (ou seria sem?) fico impossibilitado de manter funcionando e ativo, mês passado fiquei com o site de versos fora do ar algumas semanas, mas enfim. A questão é que gostaria de agradecê-la muitíssimo, obrigado!

Outra questão que acredito ser pertinente é quanto às respostas aos comentários. Não preciso nem dizer que vocês devem ter percebido que já algum tempo tenho dificuldade de responder aos comentários coisa que devo estar normalizando, portanto, se você fez um comentário e eu não respondi tenha paciência só um pouco que vou lhe responder sim, pode demorar um pouquinho, mas vou responder a todos.

Por último. Como é público e notório eu me afastei mais uma vez depois do trágico falecimento de meu irmão e depois de um mês de sua morte espero agora me encontrar em melhor estado de espirito para dar prosseguimento aos blogs.

Começarei a partir de amanhã escrevendo sobre o que andei fazendo esses dias e, diga-se de passagem, não foi pouca coisa.
Portanto, contando com a sua audiência e sua paciência só posso dizer inté amanhã!

Sobre o Autor:
Tiago Sousa*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog, escreve apenas sobre política no Blog Política em Debate e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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Mundial de Seleções 2010 - África

Por Rodrigo Bruno de Sousa, Belém, em 12 de junho de 2010



Enquanto passo por debaixo dos enfeites preparados para a copa, nas travessas do bairro em que resido (Che Guevara em Marituba). Tive a sensação de capacidade. Capacidade minha? Não. Capacidade, em que os moradores têm, de se juntarem se organizarem em colaboração com as vibrações positivas em direção a “seleção canarinha” que está do outro lado do oceano atlântico, na expectativa de uma boa apresentação. Percebe-se o empenho em fixar fio por fio, amarrar tira por tira. Acredito que nestes momentos acontece uma espécie de ‘reconciliação’ em quem sentia raiva um do outro. Como parte de um ritual.

Capacidade de não esperar pela limpeza publica no caso municipal. Pois capinaram, tocaram fogo como que, elevando as impurezas ao céu, ou melhor, elevando as preces para que a seleção tenha êxito e traga a taça para a nação. Pois, sabemos que limpeza é saúde. Temos autonomia ou somos dependentes? Fazemos-nos Reféns do poder público municipal e outras esferas? É importante, enfatizar que atravez dessa felicidade efêmera, passageira que utilizando do acessório que ‘sela’ a reconciliação dita acima cujo ingrediente indispensável é a bebida alcoólica. Brevemente observa-se que coisas acontecem. Mas o preocupante é que nos tornamos massa nas mãos das grandes “corporações” que ditam como deveremos nos comportar.
É compreensível, pois, como diz o antropólogo norte-americano Ralf Linton que, para a sobrevivência da sociedade,
A cultura deve não somente fornecer técnicas para treinar e reprimir o indivíduo, mas também dar-lhe compensações e válvulas de escape. Se o contraria e o reprime numa direção, deve facilitar-lhe os movimentos em outra”.

Um momento celebrativo como este, rompe com a hierarquia social, papeis sociais podem ser invertidos, mesclando ricos e pobres, homens e mulheres, transgredindo regras estabelecidas socialmente nos demais dias do ano. Usando de analogia, no que se refere ao círio de Belém que homenageia “nossa senhora de Nazaré”. Percebe-se a peregrinação “inversa”, pois a maioria retorna as casas; alguns aos bares e outros. E passam a venerar as imagens que são reproduzidas pelo aparelho televisivo. Em um lugar de destaque por que não chamar de “altar” onde possa acolher a todos.
O homem é um ser onto-societario, e por que não dizer onto-celebrativo. Pois como homem em sua sapiência cria válvulas de escape, driblando em parte os “fatos sociais” teoria tecida por Durkheim, que possui como características a coercitividade, a externalidade e generalidade. Pelo menos em parte mitiga-se esse ditado diário que foi tecido pela ‘razão instrumental’ que nos “faz pensar” na existência de apenas uma maneira de conduzir o dia-a-dia.   

No dia 15 de junho, primeiro jogo da seleção brasileira, minutos que antecedem a partida. Temos o hino nacional. Daqui de minha arquibancada escutam-se gritos dos populares acompanhado de fogos, vuvuzelas e ainda som alto (brega melody). É emocionante! Pois apesar de tantas dificuldades que nós, povo, passamos. Esse momento é mágico, inefável... Pelo menos por um momento esquece-se das dificuldades. Assim como mencionado o primeiro jogo, no dia 2 de julho mais uma partida que direcionava a seleção a semifinal. Mas diante da apresentação deixou a desejar. Despede-se do mundial.

Percebe-se de imediato em grosso modo uma comparação (sacerdotes/pastores) existir os mesmos os “sacerdotes da comunicação esportiva nacional”, que utilizam do tempo que antecede o jogo, uma cobertura que recorda o (grande dia,  o dia D, dia da decisão, dia do tudo ou nada, dia do paredão). O que leva a massa de torcedores a “consumir para existir” em função da partida e não em “pensar na sua existência” na sua autonomia que foi saqueada em detrimento da diversão e do entretenimento.

E ao apito final! Observou-se que alguns torcedores arrancaram os enfeites suspensos amarrados na rede telefônica que ficarão na rua sujando a via que é publica e a Pátria mais uma vez desprezada. A cada jogo se escutou o hino nacional e muitos colocaram a mão no peito orgulhosos da pátria do futebol, do futebol! Enquanto que para se reunirem para reivindicar direitos sociais, somos carentes! E me vem essa inquietação: Qual (is) o(s) motivo(s) dessa relação estreita, desinteressada pela pátria?   


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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Oh a lógica do sistema


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Frases e Provérbios

♫Porque eu quero ser a Anarquia
Não o cachorro de alguém♪ - Sex Pistols
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