Caso Dorothy Stang Julgamento de Regivaldo Pereira Galvão - Taradão

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013.
Por Rodrigo Bruno Sousa* em 5/5/210


Um dia muito aguardado principalmente pelo Comitê Dorothy que constantemente reúne para traçar estratégias de atuação.  Diante de tantos desafios que os próprios suportam. Com a bela e grandiosa contribuição do MOVIDA e MST. Movida, movimento de familiares assassinados e que permanecem no escuro das gavetas dos tribunais, nasceu fruto desse contexto de impunidade, ausência do Estado no ano de 2008.
Venho através deste, colocar meu ponto de vista com relação a uma cena que me chamou atenção. Este julgamento ocorreu na sexta-feira dia 30 de abril – iniciado as 08h da manhã e encerrou-se por volta das 23h30minh com sentença favorável aos movimentos sociais. Mas voltando ao fato de interesse, como estudo no período vespertino, por volta das 16h, sai da aula e direcionei meu caminho ao tribunal de justiça na cidade velha – capital. E logo que chego somos reconhecidos e acolhidos pelos companheiros de luta social. É claro. Simultaneamente somos chamados a entrar numa corrente de oração, por que lá dentro na sala do júri o clima estava desfavorável aos movimentos. E ao se aproximar de frente ao prédio estava lá lado a lado também uma manifestação de amigos e familiares do acusado de ser o mandante do assassinato de Irmã Dorothy em numero pequeno, mais o que me chamou atenção foi sua mística que estava fundamentada em som mecânico, carro som com musicas gospel contemporânea bem alta. Não me importo com os cantos o que percebi foi à maneira fácil e rápida de transmitir sua luta, sua bandeira com algo que já esta praticamente pronto sem nenhuma inspiração interna. Já o banquete que compreendo armado pelos movimentos a cada musica de luta, intercalado por trechos reflexivos de cartas de companheiros de luta. Totalmente diferente sua mística demonstrando uma construção coletiva que entusiasma e motiva para novos embates em meio a tantos recursos que são dispostos pela justiça. Também chegou do lado do acusado um pastor que brevemente reuni e juntos fizeram uma oração breve, cheia de prodígios e milagres.
Como escrevi acima o resultado foi favorável aos direitos humanos. E sempre com uma festa de comemoração. Acredito que não seja em caráter vingativo. E sim um desabafo ao clima de impunidade que ainda esta instalada em nosso Estado.
Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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