O PSDB desembestou de vez!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013.


Por Altamiro Borges

O PSDB protocolou na tarde desta terça-feira, junto à Procuradoria-Geral da República, representação contra o pronunciamento de Dilma Rousseff em rede nacional de rádio e televisão na quarta-feira passada. Segundo Carlos Sampaio, novo líder dos tucanos na Câmara Federal, a presidenta cometeu crime de improbidade por tirar “dividendos eleitorais e políticos” com o anúncio da redução das contas de luz. A absurda ação confirma que o PSDB desembestou de vez. Sem rumo e sem proposta, parte para o ridículo!


A representação com 18 longas páginas é um amontoado de sandices. Alega que a presidente tentou provocar “animosidade social” ao instigar os “pobres” contra “aqueles que são sempre do contra”. Mas não é exatamente isto que os tucanos fazem o tempo todo? Como exemplos do uso irregular das emissoras de rádio e tevê, o PSDB cita a semelhança entre a grafia do nome da presidenta com a da sua propaganda eleitoral, o uso da logomarca do governo no lugar do brasão da República e até o uso da roupa vermelha.


A iniciativa do PSDB é risível e confirma o desespero do partido. Como já escreveu Leandro Fortes, neste episódio da redução das tarifas de energia elétrica os tucanos assinaram a sua “nota de falecimento”. A birra até com a cor vermelha da roupa de Dilma aponta o risco de extinção da sigla, que declina a cada eleição, está sem programa e sem identidade e não consegue sequer definir o nome do seu próximo candidato. O senador Aécio Neves continua cambaleante na sua postulação, com José Serra parecendo um bafômetro.

Uma notinha no sábado passado na coluna de Ilimar Franco, no jornal O Globo, confirma a gravidade da situação. Vale reproduzi-la:

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O PSDB no divã


Tucanos de alta plumagem têm conversado sobre as eleições de 2014. Avaliam que o cenário é preocupante. Para eles, não há dúvida que a única alternativa para o Planalto é o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Mas causa apreensão o fato dele não assumir a candidatura desde já, para encurtar o campo de ação de Marina Silva (sem partido) e Eduardo Campos (PSB). Temem pelo futuro do PSDB em São Paulo, pois avaliam que o governo Geraldo Alckmin ainda não convenceu. E consideram que o ex-governador José Serra é uma fonte permanente de constrangimento.

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