FÓRUM SOCIAL MUNDIAL - 2009 Belém do Pará.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa*


UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL - 27 de Janeiro a 1º de fevereiro de 2009

Neste ano a 9ª edição do FSM, aconteceu pela primeira vez na Amazônia, em Belém do Pará. Um evento de proporções há meu ver, de inúmeros gritos em tom de revolta, contra instituições públicas e outros contra as multinacionais, que só contribuem por alargar cada vez mais este abismo, que não é profundo, mas que se distancia a cada dia e observamos: Que pobre é cada vez mais pobre enquanto o rico se torna mais rico (João Paulo II).
Os trabalhadores que são a grande maioria, infelizmente, ainda não têm consciência suficiente sobre seus direitos e que é portador da maior riqueza existente que sem dúvida, a sua “capacidade de transformação” das coisas em algo benéfico para o coletivo, e com isso também produz divisões que se imagina. O homem, ser de uma                        surpreendente habilidade, poderia se organizar melhor para mobilizar tanto em nível local quanto internacional, como por exemplo, este fórum. Este não é de caráter deliberativo, não tem a pretensão de se constituir como única alternativa de articulação e ação. Portanto é um espaço plural e diverso, não confessional, não-governamental e  não-partidário; que estimula a reflexão, debates de idéias, troca de experiências, de conhecimentos e que se opõe a  todo tipo de visão totalitária, isto segundo sua carta de princípios, que foi criada em sua primeira edição no ano de 2001 em Porto Alegre(RS). O FSM, não delibera, mas se compromete em divulgar suas edições pelos meios de comunicação ao seu alcance. Por conseguinte, qual o objetivo, em que colabora na construção de ‘um outro mundo possível?’. A Declaração Universal dos Direitos Humanos completou seus 60 anos em 10 de dezembro passado, o Estatuto da Criança e do Adolescente aniversariou sua maior idade em13 de julho e de tantos outros documentos instituídos que reivindicam o cumprimento do respeito aos direitos humanos, ao cidadão que se sente inferior por não ter oportunidades e ao que se considera superior, por que acha que somente ele possui direitos. O que observo, neste aglomerado, inúmeros clamores, como pela preservação ambiental e direitos humanos estes dois imperaram, mais junto a esses se escuta pela legalização do aborto, liberação do consumo da maconha, respeito à opção sexual, reforma agrária, respeito aos povos tradicionais, pela comercialização da educação, por direitos trabalhistas e tantos outros.
O FSM, para mim funciona como um oceano, na qual as diversas associações, cooperativas, sindicatos, ONG’s, grupos, comitês, estudantes, etc.Vieram com seu copo,sua cuia ou moringa, seu balde  ou bacia abastecer de propostas, iniciativas, sugestões e idéias para levarem as suas bases e discutir  adaptando a realidade especifica. Portanto, partilhar experiências e aprender a conhecer outras culturas e deixar claro que não existe uma cultura apenas ou uma superior e outra inferior e sim uma diversidade cultural. Sem duvida, acredito que “um outro mundo é possível” e peço licença, para retificar o tema, propondo o seguinte: “ uma outra mentalidade é preciso”. , cada ser humano, de idade, de meia idade ou nova época, ou seja, todos; possuem capacidade mental de abster de pensamentos ou de atitudes preconceituosas e discriminatórias a qualquer manifestação.
Segundo que, “uma grande civilização não pode ser destruída... Até que se tenha destruído por dentro” (W Durant). É assim que contribuo percebendo que o homem é como uma civilização que não pode deixar-se envenenar pelas coisas do mundo se não a nossa historia será infrutífera.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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