Grito dos excluídos em 7 de setembro de 2010 Vida em primeiro lugar: ONDE ESTAO NOSSOS DIREITOS? Vamos às ruas para construir um projeto popular

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa*


O grito dos excluídos em seu 16º “ecoar” em sintonia com o plebiscito popular pelo limite da propriedade de terra, acontece graças à soma de varias entidades, movimentos, grupos e afins tendo como um dos objetivos é remar contra o discurso instrumentalizado que dita as regras do “bem viver” sempre acomodando, enjaulando os que têm a capacidade de ecoar gritos de protestos em repudio a negação de nossos direitos básicos sociais.

Para que gritar? Segundo diz o profeta Jeremias, “tenho que gritar, tenho que arriscar, aí de mim senão o faço”. Em solidariedade aos cidadãos e cidadãs que pela situação econômica, social, cultural estabelecida pelo modelo de desenvolvimento adotado pelo país. Que cercea, separa, afastando e colocando a margem ou que é pior abaixo da classificação determinada pelas instituições e empresas que rotulam pejorativando estes cidadãos que já nascem com a cidadania escassa.
Gritar para quem? Para nós que defendemos uma partilha que favoreça a igualdade, não. Igualdade? É melhor equidade. Pois jamais seremos iguais. A equidade como disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um. Pois enquanto nos conscientizamos, mas semeamos a esperança em quem nos acompanha.
Gritar por alguém? Acredito que não temos essa finalidade de gritar por alguém. Sabemos que o papel do grito é de estimular quem ainda não conhece seus direitos. A lutar, a somar com o “grito dos excluídos”. Tendo como direção alternativa esse outro grito pronunciado pela razão instrumental, que seduz e acomoda, neutralizando o potencial de luta pela coletividade.
Por que continuar a gritar? Por que temos a esperança costurada em nossas entranhas; por que compreendemos o valor da vida; porque acreditamos em um outro mundo possível que começa apartir de nós; por que precisamos acabar com essa dicotomia brasileira de que o cidadão foi dividido em cidadão político e cidadão eleitor. Donde o cidadão enfatizado no país é o cidadão eleitor exercendo sua obrigatoriedade eleitoral apenas. Onde o político se encontra apenas no senado e câmara dos deputados.

Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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