HUMANO DEMAIS (Pe. Fabio de Melo)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013.

Por Rodrigo Bruno de Sousa*

Eu fico tentando compreender
O que nos teus olhos pôde ver
Aquela mulher na multidão
Que já condenada acreditou
Que ainda havia o que fazer
Que ainda restara algum valor
E ao se prender em teu olhar
Por certo haveria de vencer

E assim fizeste a vida retornar aos olhos dela
E quem antes condenava se percebe pecador
Teu amor desconcertante
Força que concerta o mundo
Eu confesso não saber compreender

Sou humano demais pra compreender
Humano demais pra entender
Este jeito que escolheste de amar quem não merece
Que aqueles que escolhestes e tomaste pela mão
Geralmente eu não os quero do meu lado

Eu fico surpreso ao ver-te assim
Trocando os santos por Zaqueu
E tantos doutores por Simão
Alguns sacerdotes por Mateus
E, mesmo na cruz, em meio à dor.
Um gesto revela quem tu és
Te tornas amigo do ladrão
Só pra lhe roubar o coração

E assim foste o contrário, o avesso do avesso.
E por mais que eu me esforce
Não sei bem se te conheço
Tu enxergas o profundo, eu insisto em ver a margem.
Quando vês o coração, eu vejo a imagem.

É interessante a profundidade desta letra musical, pois acredito que nos ofereça um convite a mergulharmos profundamente na compreensão deste personagem “real” que nos mostrou através de atitudes em meio às pessoas, o grande desafio, que é o relacionar-se com o próximo. Cabe a cada qual a escolha e a aproximação ou não deste manancial de gestos que é vivificado constantemente em nosso dia-a-dia. Pois necessariamente não precisamos estar inseridos diretamente em uma estrutura predial (instituição) para buscarmos a “Salvação”. 


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA


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