IMPUNIDADE => CORRUPÇÃO

sábado, 9 de fevereiro de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa*


Ao que parece, existe uma cultura da impunidade, ou seja, assassinatos em série, semelhante à linha de produção fordista, no mesmo local, mesma causa e a tiros sem chance de defesa ou reação. Existe também uma lista de marcados para a morte ou pára o fim do incomodo dos mandantes que respiram tranqüilos, em seus pensamentos fundamentado em cifrões incomensuráveis. Sabendo que este cenário permanece com alguns capítulos intensos. Após o trágico delito, legitimado pela ausência do Estado que é “oportunista” e age, reage depois da concretização do fato. Energicamente conduz ao silêncio de justiça e por uma mídia negociável. Aí entra a atuação decisiva dos movimentos sociais no sentido amplo do termo de cutucar o Estado que reage conivente com as atrocidades. A barbaridade reside em saber da informação e não assumir como seu direito investido por seus órgãos “competentes”.
 Na Idade Média, período da “Santa Inquisição”, a Igreja decretava a pena ao herege e/ou blasfemador e o Estado executava a mesma. Hoje, em um mundo em que casa-se príncipe; num mundo onde se invade e assassina um terrorista em nome da paz. Infelizmente não é de se estranhar que ainda ocorrem execuções, o que é pior execuções “anunciadas”. Ocorre algo, a Igreja afasta-se; algumas revoluções gestam as Corporações que ditam como deve ser conduzido, ou seja, ela (s) decreta (m) e o Estado novamente executa seu papel. Mantem a ordem nem que para isso tenha que continuar a matar. Max Weber teorizou que, “O Estado estabelece o monopólio da violência”; e Karl Marx também contribui quando, “O Estado é o comitê da burguesia”. Expressões que não fogem a regra contemporânea. Não é a toa que os autores são clássicos.
Existe um termo denominado “pós-modernidade”, em que sentido? Acredito que em meios tecnológicos. Pois ainda, ocorrem essas barbaridades no campo e na cidade. Que absurdo! A humanidade não se deu conta da desumanidade que permeia o humano. Fruto de um sistema autoritário, excludente, mesquinho e imoral que oferece o imediato, a não contemplação do natural, pois o mesmo transforma para a comercialização, extraindo a essência da natureza que é imortal, regeneradora, auto-suficiente, enquanto que quem a destrói é mortal, passageiro, insuficiente, finito. Ausência de bom senso em quem rege a nação, por mais que ela possua estas características acima citadas, neste ritmo a economia é diferente a ecologia não percebe que as gerações seguintes serão penalizadas. Não pensam nisso? Pensam na montanha de dinheiro que entra em vossas contas. E ainda pensam que os filhos herdaram comprará o que necessitam em tempo de escassez. Bem, pertinente esse protesto, “A morte da floresta é o fim da nossa vida”, como já dizia Irmã Dorothy Stang.

Eco-nomia (oikos:casa /nomos:administrar); Eco-logia (oikos:casa /logia: estudo). Os dois termos falam de lugar, casa, meio ambiente no sentido amplo. A ecologia independe do homem, sua existência, criação e é atemporal. Economia acredita-se que em cada grupo, clã, comunidade, sociedade existiu (e) seu meio de administrar a casa. Na narrativa da criação no livro do Gênesis cap.1, v.27-28, remonta a filosofia Hebraica no trecho bíblico,
E Deus criou o homem a sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher. E Deus os abençoou e lhes disse: “Sejam fecundos, multipliquem-se, encham e submetam a terra; dominem os peixes do mar, as aves do céu e todos os seres vivos que rastejam sobre a terra”.

Bem nítido a distinção, relação homem e natureza, que foi escrita pelos sacerdotes no tempo do exílio da babilônia (586-539 a.C) segundo bíblia  edição pastoral. Não é de estranhar que os homens tratem o termo economia suprimindo o termo ecologia, ou melhor, extraindo do estudo ecológico estratégias de multiplicação de produtos. São perversos, parasitas! Que preferes discurso ou diálogo? Segundo o minidicionário Aurélio, Discurso: peça oratória proferida em público; exposição metódica sobre certo assunto. Diálogo: fala alternada entre duas ou mais pessoas; conversação; troca ou discussão de idéias, opiniões. Brevemente esses conceitos ajudam a compreender que a sociedade é regida por “discursos” sem reais chances de escolha a um pensamento único em uma sociedade diversa, múltipla como a nossa. Parece paradoxal.
Acredita na política? Sabe quando findará a corrupção? Creio que, apartir da ultima folha de árvore que vier ao chão naturalmente; Quando tomarmos consciência de cidadãos e cidadãs, resultando em eleitores (as) que digam não a comercialização do voto e ainda denunciando tal pratica; Quando em nome do emprego “eu” colocar minha família. Delicada esta ultima situação? Crença utópica, talvez? Mais possível se compreender-mos a frase em negrito. Considero que durante o percurso acadêmico Paulo Freire (educador ecumênico) nos apresenta “temos que enxergar e possibilitar aos outros a não ver realidade como determinada e sim como horizonte de possibilidades”.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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