INFLUÊNCIA DA TELEVISÃO

domingo, 10 de fevereiro de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa*


  A televisão surgiu em 1925. Muitos pesquisadores tentaram construir esse invento e o russo Vladimir Zworykin é considerado um de seus principais inventores. A televisão colorida foi criada pelo russo David Sarnoff, em 1949. No Brasil nos anos 1940 predominava o rádio e no qual foi criado pelo governo um programa diário para transmitir noticias oficiais e idéias do ditador (Getúlio Vargas) chamado de a voz do Brasil’, que existe até os dias de hoje. Desde que chegou por volta da década de 1960 era um sonho de consumo, nos anos 1970 o preço era alto demais. Hoje os aparelhos P/B sumiram. E não se imaginava o poder de sedução e envolvimento desse veiculo de comunicação.
Tenho uma observação a contribuir, nasci em Altamira (Pará) e que no ano de 1998 não lembro com precisão o mês em que lá chegou o linhão da Transamazônica também conhecido como TRAMOESTE, o que beneficiou vários municípios que padeciam todos os dias da falta de energia elétrica que funcionava apenas doze horas do dia, ou seja, das seis da manhã às dezoito horas da tarde, com uma casa de máquina sucateada que constantemente apresentava problemas mecânico.Descrevo um pouco da realidade de Altamira que, no período da noite, era um breu que só se via a claridade de lamparinas, velas, fogueiras, candeeiros e lanternas a pilhas. Há, se via também os vaga-lumes! Ao chegar à noite íamos para frente das casas conversar, lembro-me bem brincávamos de esconde-esconde; alguns jogavam bola quando era noite de lua cheia, e quando cansávamos fazíamos parte da roda para escutar histórias dos bichos do mato como onça preta e a pintada, história de lobisomem; a lenda da cobra grande; do saci-perere; da matinta perera; do bicho papão, do homem do saco e tantas coisas saudáveis mais. A travessa em que moro ainda não era pavimentada, mais apartir daí muitos benefícios apareceram, trazendo consigo maus costumes. Muita bobagem televisionada sem conteúdo, que literalmente, enfiou/convocou os moradores (vizinhos) para dentro das casas, forçando assim as crianças a assistirem coisas de adultos, que tem conteúdo promiscuo; intrigas; mentiras; fofocas; felicidade artificial.  Nas telenovelas principalmente a antecipação da sexualidade mostrando a qualquer hora cenas inadequadas; os próprios desenhos como Tom e Jerry que não passa de um bate/revida-revida/bate; o Pica-pau animal de cor americana que sempre passa por esperto e vencedor, e também o Tio patinhas que faz apologia ao sistema capitalista, a sermos egocêntricos, gananciosos e individualistas.
Diga-se que tipo de conteúdo este tipo de cidadãos (ãs) terão, se continuar usufruindo deste tipo de programação sem ter um esclarecimento que a ausência da “leitura” nos esvazia e deteriora. Este tempo brevemente descrito não volta mais, diante de tantas tecnologias; revoluções como a revolução da microeletrônica (chips, celulares, pen drive, vôos espaciais, etc) menciona também a revolução na microbiologia com a descoberta do código genético dos seres vivos (engenharia genética) e ainda a revolução nuclear, obtida mediante a fissão e fusão controladas de átomos, podendo propiciar aos humanos recursos energéticos ilimitados, citado da obra de Adam Schaff “a sociedade informática”. Cadê, o recurso reacionário coletivo/individual social? Diante de tantas revoluções, externas ao homem.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

2 Comentários:

ANTONIO Valentim disse...

Lembro-me da minha infância no interior, onde ao anoitecer íamos eu e meus irmãos e primos à casa de meu avô para ouvirmos seus "causos", tudo à luz de lamparina.
Tempos bons que não voltam mais.

Tiago Sousa disse...

É verdade Valentim, ainda peguei um tempo bom onde havia espaço para prosas na porta de casa de virar a madrugada papiando e onde um espirito de fraternidade quase irmandade pairava sobre os membros da comunidade, coisa muito difícil de se ver hoje. Por isso me sinto privilegiado de ter nascido em tempo de pegar e viver esse tempo, coisas que ficam na memória.

 
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