INSTITUIÇÃO para os INSTITUÍDOS

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa*


No final da aula deste dia, me surpreendi com uma cena inusitada dentro de um ambiente acadêmico no centro de EDUCAÇÃO, onde possuem estudantes, ou melhor, que se dizem estudantes. Ao sair da sala, duas latas de refrigerantes simplesmente jogadas ao chão como se ali fosse um lixão a céu aberto e é o que muita gente pensa. Penso, que atitude como essa dentro de uma instituição de ensino superior nos quais os instituídos passaram por todo um processo de seleção nota-se ausência de sensibilidade pessoal, ambiental. E percebe-se também que a cultura é maior que a instituição... Em que sentido?
É importante ressaltar que as instituições de ensino em todas as etapas (fundamental, médio e no nível que estamos) são falhas no que diz respeito à sensibilização ambiental. Mas diante de um arsenal de informações veiculadas pela TV, impressas em revistas e jornais, on line. É inadmissível. Em plena primeira década do século XXI, admitir atitudes tão falhas vindo de um ser humano que estampa os peitos dizendo que esta seguindo a modernidade, ou melhor, segue a tendência de mercado, que abandona de vez aquela atitude cartesiana de que “Penso logo existo” e adotando por inteiro a máxima, que diz “Consumo logo existo”. Sendo que a poucos metros ou algumas passadas situa-se um depósito que acondiciona este lixo descartado. E aí, estamos nos formando em que? Para que? Ou representamos um produto de uma linha de produção? De uma fabrica? Somos uma folha em branco, pois, jogamos lixo aos nossos pés?  É constatado que através de atitudes mínimas contrárias à citada, de que não precisamos ser formado em ambientalista, para cuidarmos do meio ambiente.
Somos carentes de uma reflexão acerca daquilo que consumimos e onde descartarei com segurança e respeito. Eu Rodrigo, na primeira semana acadêmica do curso de ciências da religião da UEPA, fico a pensar na possibilidade de “Um outro mundo é possível?” tema do fórum social mundial, diante de atitude tão banal?


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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