O QUE É SER CRITICO (A)?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa*


A gente percebe que no cotidiano paira inúmeras contradições a respeito da compreensão do que é ser crítico com o conceito de liberdade estão confusos, ou seja, não esclarecidos, farei breve descrição de atitudes do cotidiano na universidade.
E aí você é crítico?
Vir às aulas de bermuda, short, camiseta, sandália de dedo?
Estender os costumes de casa para outros ambientes?
Ou seria usar óculos, cabelos compridos, ter barba grande?
Ou será que chegar atrasado, ou sair no meio da explicação do professor-colega? E aí?
Em tudo dar seu ponto de vista? Sempre falar? Ou vestir terno/gravata, andar vestido social? Não vir para aula por querer ficar no ócio do lar?
Vestir camisa com estampa de um/uma personalidade nacional ou mundial?
É estar em um banco de universidade? Ser critico não seria ter atitude? Que é atitude? Como fechar a torneira que esta vazando no banheiro? Ou chamar a equipe de manutenção para saná-la?
 Usar calça bordada com bolsos diferenciados, rasgados?
Olhar de cara feia pra alguém? Escutar estilos de musicas exóticas (rock pesado; MPB)?
Ou seria puxar a descarga ao utilizar o vaso sanitário da universidade, de casa, ou outro ambiente? Participar de movimento social é ser critico? Jogar casca de balinha, chiclete, lata de refrigerante, saco plástico, papel no corredor é ser critico?
Ser critico é entrar na sala de aula, interromper a aula, e a professora, perguntar: Agora? E o (a) discente expressar, fiz de propósito na frente de todos? Ou na hora da refeição no restaurante universitário, deixar na mesa bandeja, prato, talher, lata, copo, guardanapo tudo isso jogados?
Enfim, o que é ser critico? Seria cultivar humildade? Mas o que vem a ser humildade?
É andar com roupa simples, sandálias de dedo, ser manso, sempre escutar/executar, ou seria não andar na moda, mas bem vestido e consciente de que “não é a roupa que faz o monge”
Acredito que humildade não seja transparecer através da vestimenta e, mas, saber relacionar-se. Vamos pensar mais um pouco...
Você se vê um critico-critico ou um critico-reflexivo? Pois criticar sem abrir, para elucidação é ser critico?
E o critico reflexivo, acredito que essa visão seja rara ou não na sociedade, pois são poucos os que pensam no e para o coletivo. Como sabemos essa maneira reflexiva exige esforço, dedicação contínua. Enquanto o crítico pela critica acompanha o discurso da “razão instrumental”, sendo um discurso fácil e de propagação superior, pois os meios que veiculam selecionam o que querem. E ai você é Critico (a) do que? De quem?

Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA
 
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