Suicídio

sábado, 9 de fevereiro de 2013.

Os ventos que sopram hoje trazem a fragrância da morte.
Até que ponto conseguiu enxergar?
Como se o improvável fosse perceber o fim da vida.
Vamos, retorne e atormente aqueles que estão satisfeitos com as guerras e pestes.
Eles riram de sua morte.

Choveu forte sobre o seu corpo,
Pena que você não sentiu as gotas caírem em meio aos seus olhos.
Ou até mesmo escutar o único pranto que ecoava no cemitério,
E o primeiro toque de areia no seu peito...
Você ficaria excitado e sentiria a nostalgia que eu senti, nesse dia em que prometi não chorar.

Mas certo que o inevitável, era saber de sua mágoa.
Eu percebi, você não queria morrer naquela tarde,
O sacrifício de sua alma em troca de meu orgulho.
Pessoas são realmente hipócritas ou fingem isso também?
Não acredite nos bastardos que se intitulam donos de tudo...
Certamente eles já possuem você.

O espetáculo da morte deslumbra o homem iludido.
Trocar o desespero pelo incerto é tentador.
Um simples fechar de olhos e esqueceste a dor.
Não seria mais fácil nunca ter nascido?

Alguém me falou que o seu destino era o inferno.
Você, que lutou contra todos agora no lugar que ninguém quer está...
Peço que não se esforce mais, em sua mente havia resquícios de crueldade.
Temo que usem isso contra vocês.
Jamais conseguiria se libertar do pecado.

Tua morte te libertou e me ensinou algo,
Ninguém respeita seus sonhos e desejos...
E a luta que nunca terá fim, jamais será ganha por nós.
Pois você esqueceu-se de mostrar o caminho antes de partir.

Autor: Antonio Magno Silva  

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