13ª Feira Panamazonica do livro - Hangar centro de convenções em 08 a 15/11/09

terça-feira, 26 de março de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa*


A XIII Feira Panamazonica do livro, tive a oportunidade de participar de mais este evento no dia 14 deste. Evento compila inúmeras manifestações de cultura e homenageia a França com estande. A minha impressão é que nesta congregação de pessoas a cada ano está mais voltada à diversão/passeio em detrimento a oportunidade de buscar conhecimento através de livros em qualquer área do conhecimento a preço muitas vezes mais acessível.
Elenco estas características sobre a feira do livro: Entretenimento - é algo ou alguma coisa no qual invisto um tempo não mensurado, e ainda consumo sem necessidade, apenas tenho que seguir o ritmo dos outros ou da tendência. Divulgação da literatura light – do que estou querendo dizer da propagação massiva de “revistas” de todos os gostos, de como cuidar da casa, do cachorro, das plantas, de como fazer sexo, simpatias, etc. E unido a isto a democratização quando se facilita de qualquer forma a sua aquisição ou endividamento em debito automático. E ampliando estas características, residimos em outras características que estão bem atreladas as primeiras que são: O público em massa nesta feira são adolescente-jovens, e que não existe um “compromisso” com a educação, deflagrando um arsenal de fetichismo (crença no poder sobrenatural ou mágico de certos objetos materiais), relacionado à roupa que reveste resultando um estilo que me leva ao ápice neste evento, também se utiliza dos corredores como autenticas passarela de moda, ao querer ter uma imagem intocável e diferente de todos os outros, plano de auto-afirmação da etapa de idade que possui, e ainda alguns que não utilizam nenhum principio de socialização cultivado em casa que se aplicam a viver sociedade.
Não tenho a intenção de apedrejar este evento, mas de alertar para as falhas da instituição escola, que não esta conseguindo suscitar a postura critica da realidade na maioria dos estudantes, com um agravante na outra e mais antiga das instituições que é a família que tem um papel importante de promoção desta reflexão também. Gilles Lipovetsky, filósofo francês, nos diz, “Só é possível seduzir alguém que já esteja predisposto a ser seduzido”. Ao que parece, só existe um caminho que nos aliena, nos torna receptores e objetos nas mãos dos impiedosos capitalistas. Essa possibilidade e/ou predisposição a absorver o que é exposto nos remete a utilizarmos uma viseira de animal quadrúpede que somente faz aquilo que é determinado pelos outros.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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