O Público e o Privado

terça-feira, 9 de abril de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa*


O cotidiano é palco por excelência, ocupado para essas relações que se confundem, em que os próprios indivíduos por desconhecer o espaço publico querem privatizá-lo e o espaço privado acha-se intocável, mas percebemos que a “pressão” do povo influenciado por fatores diversos ou não, é tomada pela população.
O ultimo absurdo foi o que o atual presidente da comissão Direitos Humanos da Câmara de Deputados aprovou junto com os demais deputados que as sessões da comissão serão as portas fechadas, exemplo lastimável. Mas os absurdos estão no cotidiano, pessoas que fazem da calçada da frente de sua casa enormes abismos as pessoas que tem necessidades especiais e a nós os ditos “normais”.
Dentro dos transportes públicos (os ônibus) vivemos em um clima quente em Belém e percebemos que pessoas para não assanhar os cabelos, borrarem a maquiagem devido à poluição das descargas dos veículos, fecham a janela de ventilação, não se importando com os outros que preferem sentir o vento, mesmo que poluído, mais que alivia o calor e ainda dentro do próprio transporte existem passageiros que impõem a todos os demais passageiros o seu gosto musical que é o tecno melody, não sou contra, mas o excesso me causa náuseas, ainda mais num ônibus cheio no final do dia (retorno para casa), para que serve o fone de ouvido?
Situação inusitada é perceber que existem alguns diretores de escolas publica que se sentem os donos das mesmas, criando para seu próprio interesse regulamentos que privatizam o que é publico. Como não aceitar transferência de alunos com média “inferior” a escola, isso foi resolvido através do Conselho Estadual de Educação.
Os shoppings Centrem foram construídos para o publico, mais nem todo o “publico”. Sua natureza é privada, pois quem entra vestido abaixo dos padrões estabelecidos para esse ambiente é visado, e os comandados que são públicos, foram privatizados em nome do emprego que exercem.
Aqui em Belém, apontamos mais uma situação que ocorre quando acontece o “clássico” entre os times de futebol, as duas torcidas Remo e Paysandu, que geralmente é no estádio do mangueirão, onde torcedores privatizam a festa, devido à desordem, tumulto, violência que causam. Pois a natureza do estádio é publica. Ai as “autoridades” trabalham, ou melhor, desviam suas funções de segurança publica, para babás públicas.
Na sociedade brasileira que foi constituída por dois tipos de cidadãos, o cidadão político e o cidadão eleitor. Entendo que os dois são pessoas públicas cada um dentro da sua proporção. O político “é mais publico” devido todo processo eleitoral que envolve seu nome, mas percebemos ao se eleger envolve-se em uma redoma que o privatiza.
Os grandes índices de violência contra as mulheres, é um absurdo! Todos nós somos seres públicos de abrangência “menor”, mais somos. Pois ainda existe uma mentalidade machista, patriarcal de posse, e tira-se a vida de muitas mulheres ou as mutilam. Com isso tiro a compreensão de como falei acima somos seres públicos. Mais alguns querem reduzir principalmente as mulheres a um ambiente de privação. 
Falar das religiões que a todo custo querem privatizar “o sagrado”. Principalmente os cristãos, mais especificamente a igreja católica, Que diz ser a verdadeira. Mas, não existe monopólio do sagrado, e nunca existiu. “O Sagrado”, “O Transcendente” é coisa pública. Mas alguns indivíduos a privatizam resumindo o fenômeno as “paredes sagradas” da instituição.
O que tenho presenciado na universidade no empréstimo de livros na biblioteca da mesma. O qual os estudantes universitários, ou melhor, alguns manuseiam os livros como se fossem os proprietários e não o são. Rabiscando e até arrancando páginas.
No vai e vem do dia, percebemos a insensibilidade do ser humano com relação ao meio ambiente, no coletivo (ônibus), se pararmos para calcular o tanto de lixo despejado em via publica é espantoso. Temos muitos arremessadores, e o pior as crianças aprendem com os adultos e de geração em geração isto vai se concretizando em sujeiras, lixões a céu aberto.
É possível tirarmos vários exemplos da confusão entre publico e o privado que estão no cotidiano. E ainda não resolvido e nem será resolvido, enquanto essas esferas rolarem no cotidiano.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA


1 Comentário:

Antonio R da Silva disse...

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