Futebol do Pará

quinta-feira, 18 de julho de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa*
Os jogos no estado do Pará ocorrem quase que semanalmente na tentativa de arrecadar fundos para os times de maior relevância. Ontem estava no terminal em são Braz, Belém a espera do ônibus e algo me chamou atenção. O fluxo de pessoas que passavam pelas ruas tanto pela calçada quanto dentro dos transportes públicos, torcedores cantando, torcendo outros a caminhar em direção a curuzu, na almirante Barroso.
Até então só tinha visto os torcedores passando por mim, depois que entrei no ônibus eu passei por eles, elas, familias inteiras. E indaguei? Os adultos, os pais investem tempo[1] e o mínimo de recurso financeiro no ensino dos filhos? Enquanto na parada estava, algumas familias aparentemente completa, sorrindo, felizes, andando ligeira para não se atrasar.
Fiquei a pensar nessa situação, pois observamos os sérios desafios que a escola publica enfrenta sem muita vontade de sanar por parte dos políticos que até sabem dos problemas mais as estruturas estabelecidas engessam talvez algumas iniciativas, ou simplesmente não há o menor interesse em transmitir conhecimento de qualidade à população.
Parafraseando, “Cabeça vazia oficina do diabo”, para “cabeça vazia oficina do governo”. O governo investe em entretenimento, lazer, brevidade. Em detrimento de uma educação integra que respeite e valorize o educando. Isso cai ou se encaixa como uma luva a população que precariamente tem lazer, transporte digno, acesso a internet nos ambientes escolares, a população geralmente só pela região metropolitana e mal.
E o futebol repetidas vezes, quase semanalmente promove partidas para sustentar a elite do futebol paraense e gerar para manutenção dos ambientes esportivos. Diante de um discurso instrumental enfatizado pela mídia que afirma que o futebol paraense é componente da cultura estadual, convocando a cada movimentação que ocorra. Mas é verdade, o que falta é reflexão.



[1] O tempo que refiro implica ajudar as crianças na tarefa da escola, visitar regularmente a escola além das reuniões convocadas ou, investimento resume-se a compra dos materiais, camisa de escola, passagens para quem se desloca do bairro.

Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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