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Por Onde Andei: Porão Cultural.

terça-feira, 26 de março de 2013.

Por Tiago Sousa*

Estes dias em que estive parado com o blog serviu para refletir um pouco sobre a vida, prosseguir com alguns projetos, terminar com outros e ler, ler muito, para tanto se precisa encontra um local onde se ache livros a venda, é obvio. Mas a questão nem é tanto achar livros, pois existem milhões de livrarias por aí, livrarias virtuais também muito boas onde se pode encontrar quase tudo o que se procura. O grande problema meu e de muitos é encontrar livros em conta, pois é… Livro no Brasil é caro pra dedéu! E foi assim que andei por aí atrás de locais onde eu pudesse economizar. Nada mais natural que eu fosse atrás de sebos. Os sebos são hoje uma alternativa ótima para quem lê em quantidade e gosta de comprar livros de qualidade suficiente para que se faça as leituras e observações, muitas das vezes se encontra livros novos ou seminovos nos sebos ou há também a questão dos livros com edição esgotada ou raros de achar que você com toda certeza só encontrará em um bom sebo por aí.
Pois bem, eu uso comumente os sebos virtuais Estante Virtual (http://www.estantevirtual.com.br/), o Traça (http://www.traca.com.br/) e um site que eu encontrei e pude comprar alguns matérias para minha pesquisa lá que se chama Loja do Sobrenatural (http://www.lojasobrenatural.com.br/). Mas ainda sim sentia a dificuldade de tempo que leva para estes chegarem até a minha residência, então resolvi empreender uma busca nas redes para ver se encontrava algo aqui no Pará mesmo e o mais próximo possível do percurso que faço todos os dias para a universidade. E não é que acabei achando o blog de um professor da federal do Maranhão que esteve no Pará e comprou alguns livros em sebos os quais ele descreve e dá como dica para quem vier aqui possa procurar e comprar, pois irá com toda certeza achar bons livros a um bom preço. Foi assim que eu cheguei à galera do Sebo Porão Cultural (http://www.estantevirtual.com.br/seboporaocultural) que fica localizado na Avenida Almirante Tamandaré, 692, ao lado de uma loja de material de construção e um prédio verde, precisa entrar pelo portão preto e interfonar que eles vem abrir o portão para você, fica próximo ao Aslan. E vai um mapa aqui pra identificar:


O que é legal com o Porão, além do ótimo preço é lógico, é que para além das vendas dos livros o dono do Porão Ericsson Aires mantem um projeto muito interessante de democratização e acesso a leitura chamado "Roda Livro". Funciona basicamente assim, ele pega umas “basquetas” e alguns livros, para em um ponto da cidade e deixa lá disponível para as pessoas lerem, e se quiserem deixar algum livro lá também.

O espaço do Porão é um ambiente de encontro entre amigos. No dia em que estive lá a turma estava se aquecendo para fazer um som, rola um café, um bate papo, um som maneiro e tudo isso rodeado de muitos livros! E aí quer mais ou já está de bom tamanho para procurar o porão?

Além de tudo isso, os valores dos livros do Porão são realmente muito bons. Posso afiançar para vocês, pois dos livros que comprei lá e pesquisei o preço em outros a diferença era de 30% ou mais no valor, então? Vamos lá que é mió! 


Sobre o Autor:
Tiago Sousa*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog, escreve apenas sobre política no Blog Política em Debate e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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13ª Feira Panamazonica do livro - Hangar centro de convenções em 08 a 15/11/09

Por Rodrigo Bruno de Sousa*


A XIII Feira Panamazonica do livro, tive a oportunidade de participar de mais este evento no dia 14 deste. Evento compila inúmeras manifestações de cultura e homenageia a França com estande. A minha impressão é que nesta congregação de pessoas a cada ano está mais voltada à diversão/passeio em detrimento a oportunidade de buscar conhecimento através de livros em qualquer área do conhecimento a preço muitas vezes mais acessível.
Elenco estas características sobre a feira do livro: Entretenimento - é algo ou alguma coisa no qual invisto um tempo não mensurado, e ainda consumo sem necessidade, apenas tenho que seguir o ritmo dos outros ou da tendência. Divulgação da literatura light – do que estou querendo dizer da propagação massiva de “revistas” de todos os gostos, de como cuidar da casa, do cachorro, das plantas, de como fazer sexo, simpatias, etc. E unido a isto a democratização quando se facilita de qualquer forma a sua aquisição ou endividamento em debito automático. E ampliando estas características, residimos em outras características que estão bem atreladas as primeiras que são: O público em massa nesta feira são adolescente-jovens, e que não existe um “compromisso” com a educação, deflagrando um arsenal de fetichismo (crença no poder sobrenatural ou mágico de certos objetos materiais), relacionado à roupa que reveste resultando um estilo que me leva ao ápice neste evento, também se utiliza dos corredores como autenticas passarela de moda, ao querer ter uma imagem intocável e diferente de todos os outros, plano de auto-afirmação da etapa de idade que possui, e ainda alguns que não utilizam nenhum principio de socialização cultivado em casa que se aplicam a viver sociedade.
Não tenho a intenção de apedrejar este evento, mas de alertar para as falhas da instituição escola, que não esta conseguindo suscitar a postura critica da realidade na maioria dos estudantes, com um agravante na outra e mais antiga das instituições que é a família que tem um papel importante de promoção desta reflexão também. Gilles Lipovetsky, filósofo francês, nos diz, “Só é possível seduzir alguém que já esteja predisposto a ser seduzido”. Ao que parece, só existe um caminho que nos aliena, nos torna receptores e objetos nas mãos dos impiedosos capitalistas. Essa possibilidade e/ou predisposição a absorver o que é exposto nos remete a utilizarmos uma viseira de animal quadrúpede que somente faz aquilo que é determinado pelos outros.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA
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JULIA GABRIELE: A criança que foi vítima de um grotesco bullying na internet;


Por Gustavo Magnani

o porquê de o “cyberbully” ser mais

do que uma palavra da moda:

p.s: pelos comentários que já rolaram [dos paraquedistas, principalmente], fica um alerta bastante sincero: LEIAM toda a postagem antes de tirar conclusões precipitadas, por favor. E, se você acha que não é um assunto relevante para discutirmos, simples, saia da postagem com toda elegância possível.
Eu estava préstes a ir assistir The Walking Dead e dormir, quando um amigo/leitor me perguntou se eu conhecia a história da Julia Gabrielle, 11 anos. Ele me passou alguns links e logo soube que eu não assistiria o seriado hoje, a cota de “sem cérebros” já havia sido preenchida, infelizmente.
Pedirei para irmos por partes, pois sei que o assunto é polêmico e renderá muita discussão.

A História

Essa parte da matéria terei que ir editando com o tempo, pois a história da Julia Gabrielle, 11 anos, ainda não está muito clara. O boato mais forte, agora, é de que ela tenha se suicidado. Isso por conta de uma (suposta) postagem no facebook da própria mãe, que dizia “VOCÊS MATARAM MINHA FILHA!” – escreverei mais sobre boatos ao final da postagem, vamos ao que, por hora, é “oficial”.
Julia Gabrielle, 11 anos, apenas 11 anos, ainda criança, 11 anos, mal chegou na época em que precisa de 2 números para contar a idade, 11 anos, mal chegara na época em que você não pode mais contar a idade com os dedos das mãos, 11 anos. Mal chegara na idade de se preocupar com beleza… ou… já deveria?
Ficou notável que insisti, a todo instante, na idade da Julia, pois é algo elementar para compreender toda a discussão que se seguirá. A criança, como quase toda hoje em dia, possuía um perfil no facebook, onde, como qualquer pessoa normal, postava suas fotos e gostos. Pois uma dessas fotos chegou nas mãos de um jêniu do humor – daquelas que a gente tem visto de monte por aí: “DKSAPDKA humor negru rlz” – e acabou tomando proporções gigantescas:
JULIA GABRIELE BULLYING
Em suma, Julia Gabrielle foi vítima de piada por causa dos pelos faciais, principalmente da sobrancelha.
Você consegue imaginar a situação? A criança implorando para pararem, sendo submetida a uma tortura psicológica, enquanto os piadistas insistiam em continuar tirando sarro. Eu vou deixar a parte da “zoação” para discutir depois, mas eu gostaria de um exercício de imaginação muito simples: imagine-a chorando, ao lado da sua mãe, postando súplicas pras pessoas pararem e, em contra partida, as piadas apenas aumentavam.
É realmente deplorável. E eu odeio parecer maniqueísta, mas, não há maniqueísmo nenhum em minha ação. Há, na verdade, um caso de crueldade muito sério, que, ao primeiro instante, pode parecer superficial ou algo perto disso. Mas, não, não é.

A “”brincadeira”"
Não sejamos hipócritas, é lógico, “brincadeiras” como essa acontecem o tempo todo e são, por si só, triste de se ver. Mas, digamos, que, em um momento, ela não cruze uma linha de tanta ‘seriedade’. É algo fugaz, rápido, algo que existe demanda na internet – e muitas páginas alimentam-na -. Não estou dizendo que o fato, por si só, já não é grave, mas que, ainda mais sério, foi a insistência na piada quando a menina já se mostrava frágil, triste, atingida. Não só ela, como sua mãe e seu pai.
A permanência – até agora – das piadas é algo deplorável. E, provavelmente, devem acontecer também nesse post – espero eu que não.
“Tem que raspar mesmo…”
Em resumo, esse foi o comentário de centenas de pessoas. E eu pergunto: tem que raspar mesmo? Sei lá… cabe a cada um, ora bolas. Mas, talvez, não coubesse a Gabrielle  - e isso torna o caso muito mais triste -. Repito: ela tinha apenas 11 anos e, com essa idade, não existe tanta autonomia para certas ações. Talvez ela desejasse, mas tivesse vergonha de pedir para sua mãe. Sim, isso é normal. Eu mesmo, com 11/12 anos, tinha “bigode de criança” e morria de vergonha para pedir aos meus pais ajuda, ou admitir que já estava na hora “disso”, por mais visível que fosse. Imagine, então, uma menina com a idade dela.
Veja bem, eu não estou dizendo que ela deveria ou não raspar, estou apenas mostrando que em todas as hipóteses possíveis, a criança permanece sendo a vítima.
a) Ela queria raspar, mas, pela idade, não tinha coragem.
b) Ela não queria raspar.
Independente de qual for a resposta, nenhuma delas faz da Julia merecedora de tanta gozação.
É lógico que a sociedade possui padrões e rejeita o que for diferente a ela. Isso sempre aconteceu e sempre acontecerá, todavia, com a internet, tudo ganha mais força, mais velocidade, mais intensidade. Se estrelas nascem de um dia para o outro, outras morrem – e nem falo da morte física da Julia, que ainda é um mistério -, mas falo de tudo o que ela JÁ passou. O constrangimento virtual e físico, a vergonha de ir à escola, o pai ter que ir à delegia depois de um dia inteiro de trabalho, o choro da mãe, a necessidade de apagar todas suas fotos do facebook para tentar evitar ainda mais polêmica. Tudo o que Julia já viveu nesses últimos dias não é para qualquer -e por isso eu torço firmemente para que ela ainda esteja viva.
JULIA GABRIELE BULLYING
Tratarei agora de alguns pontos mais gerais, que li nos comentários e, provavelmente surgiriam (ou surgirão) por aqui caso eu não escrevesse desde já – aí eu teria que responder individualmente cada um. Por isso, sempre antecipo algumas coisas, como vocês já sabem.

Facebook não é para criança

Relativo. Não existe uma lei que diga com quantos anos uma pessoa possa ter um perfil em qualquer rede social do mundo [menos as eróticas, lógico]. O facebook é a “segunda casa” de muita gente e não é de hoje. Evitemos a hipocrisia. Ele está aí e está para todo mundo, não apenas para quem você acha que deveria estar. E, pela criança, nada de “vexatório” era postado. Se alguém não deveria ter acesso ao twitter, facebook, orkut, google +, essa pessoa, certamente, não é a Julia, mas sim o tipo de gente que se mantém numa posição agressiva de “troll”.
Aliás, dizer que o facebook não é para criança me parece uma posição absurdamente radical. Onde estamos? Em uma selva, onde não há gente civilizada? O facebook é um antro de animais sedentos por carne nova? Se essa é a esfera que determinadas pessoas têm da rede social, bem, é preciso trocar as páginas curtidas, os amiguinhos e, inclusive, a maneira de se relacionar. Eu tenho uma prima de nove anos que não faz nada mais do que postar suas fotos e brincar com as amigas. ISSO é errado?
Pode-se questionar o tempo que as crianças passam no computador, mas, não para ESSE caso, pois, mesmo se ela passasse 24 horas na internet, isso também não justificaria nenhuma agressão – e se você acha que justifica, aí fica complicado de manter uma discussão razoável.
[editado]: trouxe mais este parágrafo para explicar algumas coisas: as pessoas persistem no questionamento da idade. Uma delas – a qual eu conheço – perguntou o que faz uma criança de 11 anos em uma rede social que só “aceita” acima de 13 – como se isso fosse realmente alguma coisa. Engraçado é que, nesse caso, em particular, o jovem de 14 anos, o qual eu conheço, comenta em postagens em outros sites para maiores de 18 anos, gerencia uma página ERÓTICA no facebook e faz comentários sobre pornografia na internet. Ou seja… pornografia não é só para maiores de 18? COMO DIABOS ele acessa se ele só tem 14? Ora… sabe por que? Porque quando convém, a pessoa solta qualquer tipo de argumento, sem fazer uma reflexão básica.
Eu odeio trazer esse tipo de discussão para o lado “pessoal”, mas o fiz apenas para exemplificar como as pessoas são extremamente hipócritas quando lhes convém. E ver se, de uma vez, esse papo da idade diminui.

Culpa dos pais

Essa foi uma das que eu menos entendi, sinceramente. Do jeito que as pessoas são, eu não captei se algumas falavam da “liberdade” que ela tinha no facebook, ou da “genética” de Gabrielle. Independente do que for, jogar a culpa para os pais por uma coisa que o mundo causou, é muito fácil. Como se eles já não estivessem arrasados o suficiente, alguns comentaristas à lá educadores que não possuem o menor conhecimento da área, querem jogar a responsabilidade para o lugar comum: ou os pais, ou o governo. É difícil entender que só há um culpado. E eles não são nem os pais, nem o governo [!?], nem a própria Julia. Os únicos culpados são os piadistas.
Aliás, pelo que me parece, a criança não tinha nenhuma liberdade maior do que qualquer pessoa normal de sua idade. Ela só postava fotos, coisa sobre seus ídolos etc. Nada que fosse vergonhoso ou absurdo para sua própria imagem ou da sua família.

“pq ela não podia fazer a sombrancelha e ae todos parariam de zoar ? “

Retirei diretamente de um comentário no facebook. Acredito que isso tenha sido explanado acima e não seja necessário explicar tudo novamente. Mas, vale a repetição: ou ela poderia ser muito nova, ou ela poderia não querer. Independente de qual é a resposta, isso não justifica nenhuma ação do tamanho da que aconteceu.

“Você nunca tirou sarro de nenhuma pessoa?”

Defender-se com esse tipo de argumentação é digno de pena. Eu estudava com um colega que passou pelos mesmos problemas da Julia. Assim que ele entrou na classe, logicamente, tornou-se alvo de pequenos comentários. A “brincadeira” chegou até o ouvido dele? Sim, foi feita, inclusive, perante ele [não por mim, que fique claro]. Todavia, não passou JAMAIS de uma “gozação saudável”. Ele tornou-se amigo de todos e sempre souberam qual o limite entre uma rápida piadinha e um bullying cruel. Hoje ele sai com todos e se diverte normalmente.
Não estou a defender a radicalização de que tudo é bullying. Quem acompanha o site, sabe que sempre reitero um ponto importantíssimo: o – tão esquecido [se é que eu um dia foi lembrado] – bom senso. Existiram as primeiras piadas com a menina? “Ok”. Ela suplicou para que parassem? Significa que já havia passado o limite há tempos. Ademais, o bom senso já é chutado quando marmanjos da internet resolvem avacalhar com uma criança de 11 anos.

E se tudo for mentira?

Me parece até bestial acreditar nisso, mas, como a internet é a internet e li alguns comentários a respeito, apenas deixo claro que “se tudo for mentira”, isso não muda nada, pois o que foi dito em torno da criança mesmo depois do fato começar a estourar, serve de exemplo para tudo o que foi tratado aqui. É exatamente como disse lá em cima, mesmo depois de todo o caso começar a sair – até com o possível suicídio da criança -, as piadas e os comentários maldosos ainda persistiam e se for tudo mentira?

“(se ela se matou) (eu também já sofri cyberbully) Ela é fraca”

Típico julgamento de quem está completamente por fora da discussão e só consegue enxergar o próprio umbigo. “Eu já passei por muito pior”, parabéns campeão, já retirou sua medalha hoje? A sua experiência não é a mesma experiência que o outro tem. Existe o indivíduo e ele deve ser tratado com o respeito que lhe cabe, não que o respeito que cabe a você. Entendam isso, nós não estamos falando do fulano ou do cicrano, estamos falando de uma criança de 11 anos.

Comentários Finais

Eu espero, de todo coração, e acredito, que a Julia esteja viva e seu suicídio tenha sido apenas um boato [tanto é que não me foquei nisso ao longo do texto]. Também deixo claro que vou atualizando a postagem assim que novas notícias forem divulgadas. Vocês devem ter percebido que tudo foi escrito e coletado em pouquíssimo tempo, assim, possíveis falhas (espero eu) devem ser perdoadas. Eu não tratei diretamente, mas, com toda a explanação acerca do acontecimento, espero que tenha ficado claro o porquê de o cyberbulli ser muitíssimo perigoso.
Sobre a suposta morta de Julia: agora, na tarde do dia 26, eu também não acredito que ela tenha morrido [ainda bem!]. Mas, o boato era forte pela madrugada e eu não poderia desconsiderar a suposição.
Antes de finalizar, apenas peço para que os leitores denunciem a respectiva página abaixo solicitando ao facebook a exclusão da mesma, pois, obviamente, é extremamente ofensiva para com uma garota de 11 anos: http://www.facebook.com/JuliaExisteGilete

p.s: vamos deixar BEM claro que essa matéria não reflete, diretamente, a discussão de politicamente correto e politicamente incorreto. Não sou defensor do “politicamente correto”. O foco aqui é outro – que já foi bem tratado ao longo da materia.
p.s[2]: a grafia do nome Julia, no seu facebook, não possui acento, por isso, optei por seguir o perfil da mesma. 
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Não está mesmo!


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Frases e Provérbios

Nosso egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade.” 
Émile Durkheim
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Sobre o Blog

segunda-feira, 25 de março de 2013.

Por Tiago Sousa*
Estou fazendo esta postagem apenas para esclarecer algumas questões e para agradecer.

Bem... Primeiro gostaria de agradecer a amiga e blogueira Denize Sousa Pereira sem a qual o blog teria parado de funcionar, digo, teria saído do ar a algumas semanas atrás, estou além de enfrentando problemas de lógica, tempo e estrutura, agora me veio mais um que é o fator financeiro com o qual (ou seria sem?) fico impossibilitado de manter funcionando e ativo, mês passado fiquei com o site de versos fora do ar algumas semanas, mas enfim. A questão é que gostaria de agradecê-la muitíssimo, obrigado!

Outra questão que acredito ser pertinente é quanto às respostas aos comentários. Não preciso nem dizer que vocês devem ter percebido que já algum tempo tenho dificuldade de responder aos comentários coisa que devo estar normalizando, portanto, se você fez um comentário e eu não respondi tenha paciência só um pouco que vou lhe responder sim, pode demorar um pouquinho, mas vou responder a todos.

Por último. Como é público e notório eu me afastei mais uma vez depois do trágico falecimento de meu irmão e depois de um mês de sua morte espero agora me encontrar em melhor estado de espirito para dar prosseguimento aos blogs.

Começarei a partir de amanhã escrevendo sobre o que andei fazendo esses dias e, diga-se de passagem, não foi pouca coisa.
Portanto, contando com a sua audiência e sua paciência só posso dizer inté amanhã!

Sobre o Autor:
Tiago Sousa*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog, escreve apenas sobre política no Blog Política em Debate e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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Mundial de Seleções 2010 - África

Por Rodrigo Bruno de Sousa, Belém, em 12 de junho de 2010



Enquanto passo por debaixo dos enfeites preparados para a copa, nas travessas do bairro em que resido (Che Guevara em Marituba). Tive a sensação de capacidade. Capacidade minha? Não. Capacidade, em que os moradores têm, de se juntarem se organizarem em colaboração com as vibrações positivas em direção a “seleção canarinha” que está do outro lado do oceano atlântico, na expectativa de uma boa apresentação. Percebe-se o empenho em fixar fio por fio, amarrar tira por tira. Acredito que nestes momentos acontece uma espécie de ‘reconciliação’ em quem sentia raiva um do outro. Como parte de um ritual.

Capacidade de não esperar pela limpeza publica no caso municipal. Pois capinaram, tocaram fogo como que, elevando as impurezas ao céu, ou melhor, elevando as preces para que a seleção tenha êxito e traga a taça para a nação. Pois, sabemos que limpeza é saúde. Temos autonomia ou somos dependentes? Fazemos-nos Reféns do poder público municipal e outras esferas? É importante, enfatizar que atravez dessa felicidade efêmera, passageira que utilizando do acessório que ‘sela’ a reconciliação dita acima cujo ingrediente indispensável é a bebida alcoólica. Brevemente observa-se que coisas acontecem. Mas o preocupante é que nos tornamos massa nas mãos das grandes “corporações” que ditam como deveremos nos comportar.
É compreensível, pois, como diz o antropólogo norte-americano Ralf Linton que, para a sobrevivência da sociedade,
A cultura deve não somente fornecer técnicas para treinar e reprimir o indivíduo, mas também dar-lhe compensações e válvulas de escape. Se o contraria e o reprime numa direção, deve facilitar-lhe os movimentos em outra”.

Um momento celebrativo como este, rompe com a hierarquia social, papeis sociais podem ser invertidos, mesclando ricos e pobres, homens e mulheres, transgredindo regras estabelecidas socialmente nos demais dias do ano. Usando de analogia, no que se refere ao círio de Belém que homenageia “nossa senhora de Nazaré”. Percebe-se a peregrinação “inversa”, pois a maioria retorna as casas; alguns aos bares e outros. E passam a venerar as imagens que são reproduzidas pelo aparelho televisivo. Em um lugar de destaque por que não chamar de “altar” onde possa acolher a todos.
O homem é um ser onto-societario, e por que não dizer onto-celebrativo. Pois como homem em sua sapiência cria válvulas de escape, driblando em parte os “fatos sociais” teoria tecida por Durkheim, que possui como características a coercitividade, a externalidade e generalidade. Pelo menos em parte mitiga-se esse ditado diário que foi tecido pela ‘razão instrumental’ que nos “faz pensar” na existência de apenas uma maneira de conduzir o dia-a-dia.   

No dia 15 de junho, primeiro jogo da seleção brasileira, minutos que antecedem a partida. Temos o hino nacional. Daqui de minha arquibancada escutam-se gritos dos populares acompanhado de fogos, vuvuzelas e ainda som alto (brega melody). É emocionante! Pois apesar de tantas dificuldades que nós, povo, passamos. Esse momento é mágico, inefável... Pelo menos por um momento esquece-se das dificuldades. Assim como mencionado o primeiro jogo, no dia 2 de julho mais uma partida que direcionava a seleção a semifinal. Mas diante da apresentação deixou a desejar. Despede-se do mundial.

Percebe-se de imediato em grosso modo uma comparação (sacerdotes/pastores) existir os mesmos os “sacerdotes da comunicação esportiva nacional”, que utilizam do tempo que antecede o jogo, uma cobertura que recorda o (grande dia,  o dia D, dia da decisão, dia do tudo ou nada, dia do paredão). O que leva a massa de torcedores a “consumir para existir” em função da partida e não em “pensar na sua existência” na sua autonomia que foi saqueada em detrimento da diversão e do entretenimento.

E ao apito final! Observou-se que alguns torcedores arrancaram os enfeites suspensos amarrados na rede telefônica que ficarão na rua sujando a via que é publica e a Pátria mais uma vez desprezada. A cada jogo se escutou o hino nacional e muitos colocaram a mão no peito orgulhosos da pátria do futebol, do futebol! Enquanto que para se reunirem para reivindicar direitos sociais, somos carentes! E me vem essa inquietação: Qual (is) o(s) motivo(s) dessa relação estreita, desinteressada pela pátria?   


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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Oh a lógica do sistema


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Frases e Provérbios

♫Porque eu quero ser a Anarquia
Não o cachorro de alguém♪ - Sex Pistols
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A morte

domingo, 3 de março de 2013.

Por Tiago Sousa*

Estive afastado das redes sociais, pois estava enlutado pelo falecimento de meu irmão Sergio Augusto. Só hoje depois de mais de uma semana de sua morte tive condições de escrever alguma coisa, também creio não ter escrito nada devido o estado que me encontrava depois de sua partida para a terra do desconhecido.
É incrível como mesmo quem trabalha com a hipótese da morte o tempo inteiro e que faz uma espécie de “preparação” não está pronto para ver as pessoas partirem. Eu não acredito ainda que aquele cara brincalhão, que tirava onda com todo mundo não está mais entre nós, parece que eu vou sair e cruzar com ele na rua ou em outro lugar de uso comum, e ele virá ao meu encontro com aquelas sacadas de “apelidos” que só ele sabia colocar, “vovó” dirá ele e eu nem vou acreditar que ele se foi por um instante, “seu danado! Queres me assustar!” direi eu com a maior felicidade do mundo em revê-lo.
Fora isso tudo, ainda não consigo digerir os últimos momentos de vida, com certeza se paga todos os pecados do mundo quando se precisa do SUS em um momento de emergência, meu irmão, assim como muitos e muitos brasileiros e brasileiras neste país a fora quando mais precisou do sistema de saúde não teve retorno e nos últimos instante de vida ainda passou mais de 48 horas sentado em uma cadeira plástica nos corredores de um pronto socorro. Isso me tira o folego cada vez que me lembro, nos corredores de um pronto socorro, sentado em uma cadeira plástica morreu gritando que amava todos nós, amigos e parentes.
A morte de meu irmão está me fazendo “digerir” aos poucos muitas questões que me pareciam insolúveis e que agora não são mais, decisões eu tenho a tomar e muitas questões a solucionar agora.
Agora é tentar me restabelecer e voltar as atividades normais, preciso compartilhar com vocês minha caminhada rumo a graduação e as pesquisas em andamento que até hoje não coloquei por aqui, assim que conseguir me organizar nisso tudo eu vou aos poucos acertando aqui e ali, é isso.

Sobre o Autor:
Tiago Sousa*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog, escreve apenas sobre política no Blog Política em Debate e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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O cidadão norte – americano

Por Rodrigo Bruno de Sousa*
O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido á América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou domestica na Índia; ou de linho ou dela de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do leste dos Estados-Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz barba que é um rito masoquistico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.

Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário tem a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão provenientes das civilizações clássicas do mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do século XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas.

De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma serie de elementos tomados de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na china. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast, com uma laranja vinda do mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, plana abssínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia.  Depois das frutas e do café vêm Waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria-prima o trigo, que se tornou planta domestica na Ásia menor. Rega-se com xarope de maple inventado pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez como ovo de alguma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no norte da Europa.  

Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, habito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originaria do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virginia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê noticias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom  cidadão  conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo européia, o fato de ser cem por cento americano.
(LINTON, 1976,106-107)

Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA
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Oh a lógica...


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Frases e Provérbios

" É bem melhor pensar sem falar, do que falar sem pensar"
- Jô Soares 
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