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Terceira Pessoa

terça-feira, 9 de abril de 2013.
Por Tiago Sousa*



Eu verdadeiramente não entendo esse povo que vive falando de si mesmo em terceira pessoa. Dai fiquei analisando para tentar entender este fenômeno que a cada dia mais e mais toma conta das pessoas, antes as pessoas sem medo de assumirem seus atos diziam “eu, eu e eu” agora é sempre “ele, ele e ele”. Acabei elaborando algumas hipóteses para o caso que elenco a seguir:
Hipótese n° 1 ou a síndrome do marido/mulher traído:
Não sei se vocês já observaram, mas toda vez que alguém se refere a ele próprio em terceira pessoa parece que está se livrando de um peso, de uma responsabilidade de si mesmo e do que os outros podem lhes ter feito, tipo o marido traído que ao invés de falar minha mulher me meteu uns córneos diz “o tiago foi traído” sacou a malandragem? O cara se livra de carregar o peso de suas próprias responsabilidades.
Hipótese n° 2 ou “eu não sei de nada”:
Lulescamente falando, o sujeito que se encaixa nessa hipótese se faz de cego, mudo e surdo outra vez para se livrar de sua responsa e assim fica como se na realidade as suas atitudes erradas ou suas burrices não tivessem sido cometidos por ele, mas por outra pessoa que na verdade só existe no mundo que ele cria para fugir, esse sujeito adora uma fuga, e foge sempre que pode de ser responsabilizado por algo.
Hipótese n° 3 ou o contador de histórias:
Toda vez que vejo alguém contando algo ou conversando com os outros sobre si em terceira pessoa me lembro das aulas de português que tive lá na 5° série do ensino fundamental com a professora Plácida, é eu lembro mesmo.
Lembro-me da voz dela explicando para nós todos que existem em uma narrativa os focos narrativos e entre esses existe o foco narrativo em terceira pessoa que é chamado de narrador-observador o sujeito não participa da história diretamente e está sempre observando os acontecimentos e este tipo ainda se divide em Narrador-Observador Onisciente e Narrador-Observador Câmera, o primeiro sabe de tudo na história e o outro apenas acompanha o enredo, mas não sabe da psique dos personagens. Dai sempre me pergunto, será que essas pessoas não são boas contadoras de histórias e estão se perdendo por aí? Sei lá… por falta de oportunidade ou de um caça talentos para dizer a elas que isso pode dar em alguma coisa.
Coloquei essas três hipóteses para refletir na realidade como essas pessoas que fazem isso fazem em primeiro lugar para fugir de sua personalidade, em segundo para fugir de suas responsabilidades, em terceiro para tornar a conversa impessoal e também considero que pode ser uma pena que tão bons contadores de história narrada se percam assim aos montes por aí.
E também acho chato pra caralho quem gosta de ficar narrando sobre sua própria vida como se fosse outra pessoa, isso me da agonia e sinto uma pequena vontade de esganar a pessoa, porra! Fala de si mesmo como sendo você, oh mula! O Tiago Sousa, por exemplo, jamais faria algo do tipo.



Sobre o Autor:

Tiago Sousa*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog, escreve apenas sobre política no Blog Política em Debate e Também escreve versos no Blog Verso Reverso

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O Público e o Privado

Por Rodrigo Bruno de Sousa*


O cotidiano é palco por excelência, ocupado para essas relações que se confundem, em que os próprios indivíduos por desconhecer o espaço publico querem privatizá-lo e o espaço privado acha-se intocável, mas percebemos que a “pressão” do povo influenciado por fatores diversos ou não, é tomada pela população.
O ultimo absurdo foi o que o atual presidente da comissão Direitos Humanos da Câmara de Deputados aprovou junto com os demais deputados que as sessões da comissão serão as portas fechadas, exemplo lastimável. Mas os absurdos estão no cotidiano, pessoas que fazem da calçada da frente de sua casa enormes abismos as pessoas que tem necessidades especiais e a nós os ditos “normais”.
Dentro dos transportes públicos (os ônibus) vivemos em um clima quente em Belém e percebemos que pessoas para não assanhar os cabelos, borrarem a maquiagem devido à poluição das descargas dos veículos, fecham a janela de ventilação, não se importando com os outros que preferem sentir o vento, mesmo que poluído, mais que alivia o calor e ainda dentro do próprio transporte existem passageiros que impõem a todos os demais passageiros o seu gosto musical que é o tecno melody, não sou contra, mas o excesso me causa náuseas, ainda mais num ônibus cheio no final do dia (retorno para casa), para que serve o fone de ouvido?
Situação inusitada é perceber que existem alguns diretores de escolas publica que se sentem os donos das mesmas, criando para seu próprio interesse regulamentos que privatizam o que é publico. Como não aceitar transferência de alunos com média “inferior” a escola, isso foi resolvido através do Conselho Estadual de Educação.
Os shoppings Centrem foram construídos para o publico, mais nem todo o “publico”. Sua natureza é privada, pois quem entra vestido abaixo dos padrões estabelecidos para esse ambiente é visado, e os comandados que são públicos, foram privatizados em nome do emprego que exercem.
Aqui em Belém, apontamos mais uma situação que ocorre quando acontece o “clássico” entre os times de futebol, as duas torcidas Remo e Paysandu, que geralmente é no estádio do mangueirão, onde torcedores privatizam a festa, devido à desordem, tumulto, violência que causam. Pois a natureza do estádio é publica. Ai as “autoridades” trabalham, ou melhor, desviam suas funções de segurança publica, para babás públicas.
Na sociedade brasileira que foi constituída por dois tipos de cidadãos, o cidadão político e o cidadão eleitor. Entendo que os dois são pessoas públicas cada um dentro da sua proporção. O político “é mais publico” devido todo processo eleitoral que envolve seu nome, mas percebemos ao se eleger envolve-se em uma redoma que o privatiza.
Os grandes índices de violência contra as mulheres, é um absurdo! Todos nós somos seres públicos de abrangência “menor”, mais somos. Pois ainda existe uma mentalidade machista, patriarcal de posse, e tira-se a vida de muitas mulheres ou as mutilam. Com isso tiro a compreensão de como falei acima somos seres públicos. Mais alguns querem reduzir principalmente as mulheres a um ambiente de privação. 
Falar das religiões que a todo custo querem privatizar “o sagrado”. Principalmente os cristãos, mais especificamente a igreja católica, Que diz ser a verdadeira. Mas, não existe monopólio do sagrado, e nunca existiu. “O Sagrado”, “O Transcendente” é coisa pública. Mas alguns indivíduos a privatizam resumindo o fenômeno as “paredes sagradas” da instituição.
O que tenho presenciado na universidade no empréstimo de livros na biblioteca da mesma. O qual os estudantes universitários, ou melhor, alguns manuseiam os livros como se fossem os proprietários e não o são. Rabiscando e até arrancando páginas.
No vai e vem do dia, percebemos a insensibilidade do ser humano com relação ao meio ambiente, no coletivo (ônibus), se pararmos para calcular o tanto de lixo despejado em via publica é espantoso. Temos muitos arremessadores, e o pior as crianças aprendem com os adultos e de geração em geração isto vai se concretizando em sujeiras, lixões a céu aberto.
É possível tirarmos vários exemplos da confusão entre publico e o privado que estão no cotidiano. E ainda não resolvido e nem será resolvido, enquanto essas esferas rolarem no cotidiano.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA


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- Charles Bukowski
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