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Meu Despertar para o Veganismo

domingo, 28 de agosto de 2016.

Dando continuidade as postagens. O conflito surgiu quando a ética cristã da qual eu estava sujeito e seguia, pelo menos por princípio, entrou em choque direto com o estilo de vida que eu tinha. Por vezes me senti um hipócrita, e de noite bebia o amargo sabor da taça da verdade, eu estava me desviando de tudo o que acreditava e precisava consertar isso.
Em todos os teóricos em que achei o que realmente me agradava estavam de um lado Leon Tolstói que deixa mais do que claro em “o reino de deus está dentro de vós” e “minha religião” que a filosofia do NÃO MATARÁS se estende a todas as criaturas divinas. Deus, Alá, Jeová, Iawé ou seja lá como você o chame fez de todos nós uma única vez e a todos está estendido a possibilidade de compaixão. Todos sentimos, eis a questão. Jaques Ellul em “Anarquia e Cristianismo” faz uma brincadeira de não ter ido para a vertente mais radical da esquerda pela impossibilidade teológica da prática do terror, mas aí ainda a implicação do “não matarás” nenhum ser da criação era alimento no paraíso de Adão e Eva. Vernard Eller emenda em Anarquia Cristã para as interrupções da filosofia de cristo quando um grupo fundamentalista impõe suas regras, os que estão de fora são logo vitimas de violência e violência em nenhum estágio está nas graças de cristo.
Isso tudo estava me corroendo por dentro. Como continuar sendo cristão sem adotar uma vida diferente da que estava praticando. Encontrei na prática do Veganismo uma possibilitando. A transição é lenta, mas uma hora eu consigo seguir um caminho diferente e estarei em paz comigo mesmo por saber que andei a seguir os passos do mestre, tentando me desviar de tudo aquilo que me tenta a me afastar dele.
Por em prática aquilo que nos propõe o livro das Lamentações 3:21

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.  
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O Último Abraço e Porque Ele é Meu Único e Verdadeiro Amigo

domingo, 14 de agosto de 2016.
Sempre achei que nós demoramos muito para conseguir dizer a alguém o que realmente sentimos e embora eu tenha tentado fazer isso sempre, por vezes, eu tenho fracassado. Tudo começou quando a 18 anos atrás meu melhor amigo e pai faleceu. É engraçado como a gente só consegue refletir sobre algo quando já se passaram anos, com o meu pai foi assim.
Tudo o que somos hoje, eu e meus irmãos, só o são graças ao exemplo que ele nos deu em casa. Amando a família sem medo e nem pensar outra forma senão demostrar para todos que era assim e tudo estava certo e perfeito. Eu sei que a grande maioria das pessoas se quer conseguiram ver um casal que se ame de verdade, imagina ter alguém que demostrava isso por toda a família, acredito que isso serviu intuitivamente de molde para todos os seus filhos e acredito que mesmo sem pensar sobre isso o que nós procurávamos era reproduzir o molde de amor e fraternidade que sempre tivemos bem perto de nós.
A gente nunca conta os dias esperando que as pessoas que amamos se vão e ainda que enfrentemos doenças e acidentes graves sempre temos a esperança de que tudo vai ficar bem, quando estamos envolto em amor fraterno não tem a possibilidade de admitir que nós meros mortais somos feitos para acabar, e aí que reside o problema sempre fica para trás um; eu te amo, você é tudo para mim, o abraço final, o beijo final e tudo o que poderíamos fazer para demostrar vai passando e vemos nossos amados partirem sem conseguir dar este “último alguma coisa” esse sentimento de ter deixado passar algo pode realmente te deixar na lona. Quando Antônio (meu pai) se foi não tive a oportunidade de dar um abraço forte e dizer quanto o amava e era agradecido a Deus por isso tudo. Talvez por isso tenha ido três semanas seguidas e ficado parado em frente de sua lapide, tinha 09 anos e para quem tinha a figura paterna como tínhamos foi um peso muito duro de segurar.
Hoje, se tenho força para vencer quando tudo parece ir contra, se acredito institivamente na possibilidade do amor conjugado em seus vários prismas e se acredito nos valores cristãos, mesmo que as vezes me desvie de conversar sobre eles, é porque tive mesmo que por pouco tempo em minha vida alguém que se mostrou tão forte e altivo justamente nisso tudo. Reconheço o valor de ajudar o próximo, de amar as pessoas sem esperar nada em troca e de receber apenas o que me é de direito adquirido com meu esforço e dedicação, tudo isso devo ao Antônio, meu mestre, mentor, meu melhor amigo, meu espelho e por graça divina meu pai.
Sabe o que eu fazia nas manhãs que passava parado em frente de sua lapide? Agradecia a Deus por tudo o que foi nos dado e mesmo que sem poder fechá-lo nos meus braços estava ali abraçando-o e dizendo a ele o quanto o amava. Espero o dia que poderei agradecer pessoalmente ao criador tamanha gentileza.

A Antônio Alves de Sousa Filho minha eterna memória de amor fraterno e sincero. Sempre te amarei. 

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Em Construção ou Porquê a Lealdade é o Principal

terça-feira, 9 de agosto de 2016.


É uma tarefa insalubre tentar conversar com alguém sobre os valores pessoais, principalmente porque os levo tanto a sério e a risca que considero descartável tudo o que transgrida isso. Explicando melhor.... tenho em mim os ensinamentos de cristo e de Siddarta Gautama em tamanha conta que tento fazer deles minha própria “religião pessoal”, quem está por aqui a primeira vez (no blog) pode estar se perguntando agora: “mas, afinal de contas qual a sua ‘igreja’?” Posso lhe responder sem titubear que não possuo nenhuma religião institucional. Mas criei para mim mesmo um forte “código de honra” em que os ensinamentos das duas figuras já citadas fazem parte significativamente deste processo.
Voltando a questão chave aqui... Por que, então, considero a lealdade o pilar de tudo? Pra mim é muito simples, sem lealdade nada se sustenta, nada se mantém e principalmente não há segurança ou confiança sem lealdade, primeiro porque a base dos relacionamentos é esta. Ainda que algum dia você fracasse em alguma coisa a cumplicidade te traz de volta e ela só se constrói sobre a lealdade, em outras palavras o ser humano aí do seu lado agora só irá realmente ser o que é sobre o pretexto de você revelar-se como tal.
 O problema disso tudo é que apesar de não querer que ninguém “creia” ou siga as coisas das quais eu sou devotado ainda me frustra quando encontro não poucas vezes com gente que acha a lealdade valor completamente descartável, posso até viajar um pouco para aferir que isso se deve a valores sublevados pela própria relação do ser humano com o capital, nossa sociedade capitalista tende a tornar as pessoas em pessoas do momento e a favor da vitória a qualquer custa, ainda que para isso se tenha que “tirar coisas do caminho”. O problema todo é que esse sistema leva o ser a levar em consideração mais o valor das coisas possuíveis do que o seu semelhante. Essa relação de valor sobre-humano atribuídos a coisas nosso coleguinha Karl Marx chamou de fetichismo de mercado, mas não vamos entrar nesse nicho de discussão. Apenas me deu vontade de escrever como eu me sinto quando vejo o que as pessoas são capazes de fazer quando estão de cara com a possibilidade de exaltar o próprio ego, deixando tudo o quanto em segundo plano. E para finalizar... a senhora minha avó sempre dizia sabiamente para não testar os limites de gente desprovida de honra porque essas pessoas não tem limite, mas eu sempre teimo em confiar mais nas pessoas do que na razão e o final disso é a frustração. Como tem gente filho da puta no mundo!
Talvez algo parecido acontecia com Augusto dos Anjos quando ele escreveu o poema Versos Íntimos:


Versos Íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera – 
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!  
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Projeto de Pessoa ou Porquê me tornei vegetariano

domingo, 7 de agosto de 2016.
É engraçado imaginar que quando somos crianças, no geral, já ouvimos essa expressão simplesmente por em algum momento “ter agido como adulto” (eu tento agir até hoje), mas se pararmos para pensar nunca deixamos de ser isso mesmo “um projeto”. Vivermos a colocar em linhas o que desejamos “ser” e o que queremos “conseguir”. Tentando não me desviar do assunto aqui, pois quando entramos nesses eixos do ser e do possuir o negócio dá uma prosa e tanto, mas o que pretendo é refletir sobre as mudanças que ocorreram ao longo desses três anos e um tanto que deixamos de alimentar a página.
Para início de conversa o relato é parte integrante do eu, portanto, pode e deve ser levado em conta que apenas estarei mostrando como eu enxergo o mundo e, portanto, não há de minha parte nenhuma vontade de fazer disso um exemplo ou querer que outros sigam, a ideia de colonizar o outro me incomoda bastante. Dito isso, vamos ao que interessa...
Quando estava na universidade lá pelos idos de 2012 já tinha criado uma relação muito próxima à obra cristã de Leon Tolstói, particularmente uma obra sua chamada Minha Religião na qual o paradoxo entre a defesa a vida e o ensinamento de Jesus é colocada em questão. Para mim isso ficou ainda mais claro quando li Jacques Ellul, também teólogo cristão, na obra Anarquia e Cristianismo descreve como é impossível ser cristão e não estar do outro lado daqueles que propõe a aniquilação da vida. Já havia me convencido de que sobre o ponto de vista cristão é inconcebível qualquer prática que tenha em seu eixo principal os maus-tratos, abusos ou mesmo a morte de qualquer forma de vida quando entrou para reforçar em minha vida Carol Adams com o seu política sexual da carne em que a autora nos mostra como a prática de ingestão da carne, mais especificamente, da carne vermelha desde tempos imemoriais tem dado alicerce para a subjugação e consequente inferiorização da mulher e tem dado suporte ao machismo. Como já havia sobre o aspecto religioso, agora sob o aspecto social estava convencido de que a prática da ingestão da carne era um mal a ser abolido da sociedade, mas claro que isso é um enorme processo e que vai ainda durar uma dezena de anos para que boa parte da sociedade se convença disso.
Outra questão que considero ainda mais grave veio se somar a isso tudo. Eu, cidadão amazônida, radicado em uma região “periférica” do Brasil não posso continuar contribuindo para a constante deteriorização de meu próprio habitat. Explicando melhor. Hoje a pecuária é a principal responsável pelo desmatamento da Amazônia, digo isto, pois inclui nesse processo de cria de pasto + plantação de gênero primário (soja e dendê, principalmente). Quando se diz a alguém que a pecuária é um grande mal para a Amazônia é necessário que se exemplifique, por exemplo; nos idos dos anos 80 para quem saia rumo ao nordeste Brasileiro dos dois lados da BR o que via era aquele mundão de área verde, no entanto, hoje onde tudo o que se encontrava era verde é apenas uma imensidão de vazio criado pelo pasto que agora ocupa o lugar. Se você é como eu, um amazônida, sugiro que você reflita no seguinte amigo.... Os estados do sul e sudeste brasileiro estão passando por vários problemas sérios com a água (vide SãoPaulo) e para se produzir carnes em larga escala para consumo em larga escala se gasta uma quantidade absurda de água (vide Tabela) e o pior é que esses estados são os que mais consomem carne do país, para se ter ideia o estado de São Paulo figura na lista como segundo maior consumidor de carne bovina e a maioria dessa carne é importada de estados que hoje massificam a produção para dar conta desse nicho (vide em Portal) agora imagine você para onde iriam parar com essa produção já que eles não tem água para isso? Exatamente! A mata Atlântica que já havia sido vitimada com essa produção predatória passou o bastão e a bola da vez é a Amazônia. Fica difícil para alguém que não vive acompanhar o que está acontecendo por aqui a décadas, mas quem é daqui pode perceber, por exemplo, ao decorrer da BR 316 a caminho do nordeste brasileiro quem anda por ali a muito tempo pode ver que a uns 20 anos atrás você via um mundão de verde, era mata para tudo quanto é lado, no decorrer dos 90 esse mato todo deu lugar a uma vastidão incrível de pasto. Tudo campo aberto para criar animais. E mais ainda, a virada para o ano 2000 viu a chegada do plantio de soja, junto com o dendê e outros que são hoje os maiores responsáveis pelo desmatamento da floresta.
Bom, então temos três aspectos muito importantes reunidos como fatores que necessariamente contribuíam para fazer de mim um vegetariano em potencial. Mas, para finalizar a isso tudo juntou-se o fator saúde. Passei os últimos anos lutando contra uma gastrite que não tinha cura, vivia com dores no estômago e quando parava de tomar os remédios me dava crises de dor horríveis. Vinha a algum tempo com um problema de peso (imagina que quando criança os médicos disseram que eu não iria engordar) que me deixou meses sem conseguir dormir mais do que 3 horas por noite, sentia insônia e dificuldade de caminhar. Até mesmo a prática de jejum que era um costume prazeroso pra mim estava passando a ser uma tortura. Cheguei a uma conclusão obvia ou eu me dedicava a mudar a minha vida ou essa forma de viver ia acabar me levando para um lugar de onde não sairiam bons frutos.         

Essa postagem é só o início da “contação” dessa história. Abaixo vou deixar os links de alguns documentários e os livros em pdf que consultei e que acredito sejam importantes:

Livros: 




Documentários:

 A Carne é Fraca
cowspiracy dublado
101 Razões para virar Vegano 


  Uma Verdade Inconveniente 

A melhor palestra que você irá ouvir na sua vida


A Carne deve ser eliminada da alimentação ... JÁ.

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Devagar com o andor

segunda-feira, 1 de agosto de 2016.
Vamos voltando aos pouquinhos que a falta de prática e principalmente a inércia em que nos colocamos não é fácil de ser vencida. Veremos se consigo por um texto por semana e conforme for ir aumentando o ritmo das postagens. 

Mudança na proposição do blog. As postagens serão de agora em diante feitas sobre qualquer coisa que sair da minha cabeça e que eu achar interessante registrar, no fundo criei esse espaço pra isso mesmo. A medida que a minha péssima memória vai se acurando ter um local onde eu possa de vez em quando recordar algumas coisas é imprescindível. 

Impressões do espaço em que se vive são fundamentais para nos encontrarmos e sentir pertencer a alguma coisa, sem esse sentimento de pertencimento tanto faz estar aqui ou em outro lugar, não importaria muito, não é mesmo? 

Haja visto que mudei de cidade, de atividade e agora de hábitos alimentares acredito que este canal deveria acompanhar essas mudanças que venho deixando passar. 

E agora assim, sem avisar que voltei, vamos dando um passo de cada vez. 

É nóis puvo! \o/
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